Foto: Olga Vlahou – Por Sergio Lirio e Rodrigo Martins - Para João Capiberibe, que teve o registro de candidatura anulado, a Lei da Ficha Limpa equiparou corruptos e inocentes.
João e Janete Capiberibe foram eleitos senador e deputada federal com votação expressiva, mas não sabem se serão diplomados pela Justiça. Na terça-feira 7, a ministra Cármen Lúcia, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a exclusão dos seus nomes da lista de eleitos no Amapá. Com base na Lei da Ficha Limpa, eles foram considerados inelegíveis, graças a uma condenação em 2002 por suposta compra de votos. O casal não pretende entrar no mérito da sentença de oito anos atrás, mas luta para reverter no Supremo Tribunal Federal a decisão desfavorável que resultou na cassação das candidaturas. “O período de inelegibilidade previsto na Ficha Limpa é de oito anos. Eu já cumpri esse prazo. Já paguei a minha pena. Justa ou injusta, essa condenação foi cumprida”, afirma Capiberibe, em entrevista a CartaCapital. A situação do casal é sui generis. Caso o cronômetro da nova lei leve em conta a data de registro da candidatura, eles devem perder o mandato (foram condenados em setembro de 2002). Caso a Justiça entenda que, para a aplicação da Ficha Limpa, vale a data da eleição, o prazo de oito anos estaria, como ressalta o ex-governador do Amapá, completamente cumprido. “Esperamos que prevaleça o primeiro entendimento, caso contrário eu seria punido por 10 anos.” Confira, a seguir, os principais trechos da entrevista:
CartaCapital: O senhor já declarou publicamente que sua cassação é fruto de perseguição política.
João Capiberibe: No meu mandato de governador, eu tomei medidas duras contra a corrupção e o tráfico de drogas, que se apoderou da máquina pública. Não era possível lavar tanto dinheiro do tráfico sem o suporte de outras atividades criminosas. E houve uma ocupação enorme do aparelho do Estado por esse pessoal. A corrupção, em geral, acontece nas duas pontas: ou na arrecadação ou na destinação de recursos. Concentrei o foco nessas pontas, combati a corrupção no estado e, como conseqüência, fui alvo de pedidos de impeachment, tive registros de candidaturas cassados. Tudo por causa das posições que tomei.
CC: Então foi uma retaliação dos grupos que deixaram de lucrar com o governo?
JC: Outra coisa que despertou muito descontentamento foi o fato de eu expor na internet as contas do estado, de contas bancárias ao detalhamento das despesas. Isso, de certa forma, pressionou todo mundo a fazer o mesmo, inclusive o Legislativo e o Judiciário. Na eleição de 2002, nós concorremos. A Janete [Capiberibe, mulher do ex-governador amapaense] foi a deputada federal mais votada. Eu não fui o mais votado, fiquei em segundo lugar, mas também me elegi para uma cadeira do Senado. É nesse momento que o PMDB entra com um processo de investigação eleitoral baseado em duas acusações. Uma é a de que eu teria desviado 365 milhões de reais ao sair do governo. Além disso, me acusaram de ter comprado os votos de duas mulheres com 26 reais.
CC: Razão pela qual o senhor perdeu o mandato.
JC: O curioso é que essa denúncia não prosperou no Tribunal Regional Eleitoral, que nos declarou inocentes. Mas o PMDB não desistiu e levou a denúncia para Brasília, para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em abril de 2004, os ministros da Corte cassaram nossos registros e, consequentemente, os mandatos. Recorremos ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a disputa avançou até dezembro de 2005, quando eu perdi o mandato. E a Janete perdeu um ano do seu mandato em janeiro do ano seguinte. Em 2006, voltei a me candidatar ao governo do estado e perdi. Mas minha mulher foi eleita a deputada mais votada, com 10,25% dos votos. E o governo que assumiu era a quadrilha que eu denunciava. Eles saquearam o estado. A Polícia Federal fez quatro operações no Amapá, a última delas em setembro deste ano. Prendeu o ex-governador, o governador atual, diversos secretários, alguns empresários. Até em função disso, decidi me candidatar novamente. O TSE homologou nossas candidaturas, mas o PMDB e o Ministério Público Eleitoral recorreram ao TSE. E lá tivemos a candidatura cassada.
CC: O senhor fala sobre a atuação do PMDB, mas, há algum tempo, dizia que as denúncias eram obras de José Sarney.
JC: Pelas brigas que compramos no estado, imaginávamos ter algum tipo de problema na Justiça local, no TRE. Não foi o que aconteceu. Perdemos no TSE. Não posso dizer que o Sarney teve participação direta, mas os advogados que nos acusaram eram advogados na mesa do Senado, quando o Sarney era presidente da Casa. Há um dedo do Sarney nesse processo. Cassaram o meu mandato em 2002 e, agora, estão me jogando na Lei Ficha Limpa. Recorremos, mas no dia 30 de setembro, dias antes da eleição, cassaram meu registro. Na verdade essa é uma questão política, uma disputa antiga que se transformou numa briga jurídica.
CC: E como ficou a acusação dos 365 milhões de reais supostamente desviados?
JC: O Ministério Público Federal mandou a PF verificar a história. Houve uma ampla investigação e eles concluíram que não houve desvio de dinheiro coisa nenhuma. Na disputa pelo orçamento em 2002, a Assembléia Legislativa entrou com ações na Justiça para exigir a liberação de recursos. Se o desembargador dava sentença favorável, o governo era obrigado a depositar o que tinha na sua conta para a Assembléia. Eles usaram essa artimanha duas vezes. Na terceira, o então secretário de Fazenda estava preparado e tirou todo o dinheiro das contas do estado, transformou os recursos em cheques administrativos. Quando o desembargador concedia alguma liminar, não havia dinheiro na conta para efetuar o pagamento imediato, então dava tempo de recorrer da sentença em instâncias superiores. Mas depois os cheques voltavam a ser convertidos em dinheiro nessas contas do governo estadual. Os 365 milhões de reais eram a somatória desses cheques. A polícia verificou todas as operações e contatou que não houve desvio de recurso algum. Eu cheguei a ingressar no Supremo Tribunal Federal contra meus acusadores, por denunciação caluniosa, mas a Corte não me permitiu processá-los criminalmente.
CC: Qual é a sua expectativa em relação à manutenção do mandato de senador, que pode ser cassado pela Ficha Limpa?
JC: É positiva. Sem entrar no mérito da condenação de 2002, o período de inelegibilidade previsto na Lei Ficha Limpa é de oito anos. Eu já cumpri esse prazo. Já paguei a minha pena. Justa ou injusta, essa condenação foi cumprida. Mas também quero me diferenciar de outros políticos, notadamente corruptos, que estão na mesma vala que eu, barrados pela lei Ficha Limpa.
CC: Qual é a sua opinião sobre a Lei Ficha Limpa?
JC: A lei colocou todos na mesma vala comum, os corruptos e os inocentes que ainda aguardam decisão da Justiça. A Ficha Limpa, na verdade, veio para preencher um vácuo que existe no Judiciário. Na ausência ou demora de decisões judiciais, para eliminar de vez os maus políticos da vida pública, criou-se a Ficha Limpa. Mas quem deveria cumprir essa tarefa é o Judiciário. O processo contra o Jader Barbalho, por exemplo, se arrasta na Justiça há 15, 20 anos. Ora, se ele é culpado ou inocente, essa decisão deveria ter sido tomada há muitos anos. Não deveria haver necessidade de criar uma lei para impedi-lo de assumir. A mesma coisa vale para o Paulo Maluf, condenado por um ato do tempo em que era prefeito de São Paulo. Só que ele governou até 1996. Como não existe uma decisão final sobre esse caso? Por isso sou favorável à eliminação do foro privilegiado. CC: Por que exatamente? JC: Isso é uma excrescência, o político deveria ser tratado como um cidadão comum. Foro privilegiado é algo tão pernicioso como a cela especial para presos com nível superior. Criamos, no Brasil, uma diferenciação de classes no mundo do crime. Além disso, o foro privilegiado atrasa o julgamento dos crimes contra a administração pública. No dia em que o Judiciário julgar a todos sem distinção e com celeridade, não haverá impunidade nem a necessidade de uma lei como o Ficha Limpa. A lei para suborno, para chantagem, já existe no Código Penal. Não precisa criar uma específica para compra de votos, a ser usada pela Justiça Eleitoral. CC: Diante de tantos problemas na trajetória pública, o que o motiva a continuar na política? JC: Eu sou um militante político. Qualquer político liberal teria feito suas malas e partido para outra atividade. Eu fiquei preso por um ano na época da ditadura. Depois passei dez anos no exílio. Vivemos na Bolívia, no Chile, no Canadá e em Maputo, a capital do Moçambique. Voltei para cá e disputei minha primeira eleição em 1982, mas perdi. Seria eleito prefeito de Macapá em 1988. Eu queria saber como era aplicado o dinheiro público, sempre tive essa curiosidade. As informações sobre aplicação, arrecadação e gastos não existia. Começaram a aparecer após a Constituição de 1988 e agora elas estão muito mais abertas. CC: Essa transparência se deve a algum fator específico? JC: Em parte, deve-se à Lei de Responsabilidade Fiscal, que toda a esquerda foi contra. Eu me orgulho de ser o único governador que era a favor naquela época. Eu mesmo criei uma lei com essa finalidade, a Lei Complementar 131, que aumentou enormemente a exposição de informações públicas pela internet. A norma entrou em vigor neste ano. Apesar desse meu compromisso com a transparência, talvez eu seja o político mais cassado do Brasil. Uma ocorreu na época da ditadura. Na verdade, fui caçado com cedilha. A outra ocorreu um 2002 e mais uma vez agora. CC: Por que o senhor acredita que a Ficha Limpa não se aplica ao senhor? JC: A lei eleitoral diz que as causas de inelegibilidade são apuradas no momento em que você registra a candidatura, salvo algumas mudanças que possam ocorrer no transcurso das eleições. Ou seja, uma alteração na lei, algum fato novo. Nossa esperança é que analisem nosso caso separadamente, e não seguindo o entendimento aplicado a todos indistintamente.
O Senador eleito pelo voto do povo do AP é o Capi, queremos e precisamos dele representando os verdadeiros interesses do povo, chega de ter no senado políticos medíocres, interessados somente em conquistar benefícios e riquezas para si e seus familiares, basta ver o que ocorreu com o AP nos últimos oito anos. Os ministros que compõem o TSE não podem ignorar fatos tão graves noticiados pela imprensa, não podem utilizar como desculpa o cumprimento da Lei, para dar posse a um USURPADOR como é o tal Gilvan, rejeitado pelo POVO, ELE NÃO FOI ELEITO, mesmo possuindo rádios em todos os municípios para mentir ao povo, mas, felizmente a mentira não prosperou, mesmo com alta autoridade de toga como garoto propaganda. Então, membros das Cortes Superiores não neguem ao povo do Amapá seu Senador legítimo e eleito, de forma soberana o CAPI. Vale o registro, nosso povo é guerreiro e não temos medo de lutar e não vamos aceitar que o destino do AP seja decidido em gabinetes desses Palácios suntuosos, até porque justiça tardia é injutiça.
Concordo com Você Sônia, na proxima sexta-feira nossa gente não pode ter o desprestígio de vê sendo diplomado outra pessoa que não seja o Capi e a Janete, algo tem que acontecer para barrar o USURPADOR, vamos ficar na torcida e pronto para darmos o nosso grande grito de vitória.
O POVO PRECISA DE CAPI NO SENADO PORQUE E UMA PESSOA QUE VAI REPRESENTAR BEM O ESTADO DO AMAPA E TEM OTIMOS PROJETOS EM BENEFICIO DO POVO AMAPAENSE VAMOS VER DIA 17 DE DEZEMBRO AGORA QUEM SERA DIPLOMADO JUSTIÇA SEJA FEITA EM FAVOR DOS CAPIBERIBE PORQUE JA CUMPRIRAM SUA PENA AFINAL DE CONTAS FORAM ELEITOS COM O VOTO POPULAR NA URNA O AMAPAENSE DEU A RESPOSTA NA URNA FOI SHOW DE BOLA TENHO CERTEZA QUE O STF LOGO JULGARA O PROCESSO DO CASAL CAPIBERIBE SIM PARA SEREM DIPLOMADOS COMO PESSOAS ELEITAS PELO POVO AFINAL DE CONTAS FORA TAPETAO DO SENHOR GILVAM BORGES NINGUEM MERECE ISSO CHEGA DE IPOCRISIA E CONVERSAS ESTAPAFURDIAS DA OPOSIÇAO FORA SARNEY E GILVAM.
A ministra carmen lucia bem que poderia julgar o Capi e Janete com a mesma interpretação com que julgou o Benício Tavares (PMDB)do Distrito Federal e olha que ele foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) por apropriação de dinheiro (apropriação indébita) da Associação dos Deficientes Físicos de Brasília, ao contrario do TRE do Amapa no caso dos casal Capiberibe que deferiu suas candidaturas o TRE do Distrito Federal negou indeferindo a candidatura de Benício Tavares (PMDB)mas a ministra deferiu a dele e indeferiu a do casal Capiberibe, como cidadão Brasileiro tenho o direito e estou intrigado com a parcialidade de como são julgados casos semelhantes porém com resultados bem diferentes, seria bom enviarmos para o e-mail da Ministra mensagem do nosso descontentamento, como maioria escolhemos Capi e não Gilvan para ser nosso Senador.
Vejam nesse link como foi julgado caso semelhante ao do Capi e Janete mas com resultados diferentes
http://www.tse.jus.br/sadAdmAgencia/noticiaSearch.do?acao=get&id=1338482
Capi e Janete, são pessoas de Espirito Excelente (exemplo de carater, reputação e probidade).
Nosso Estado precisa de Politicos com seus exemplos.
Eles nos deixaram claro no exercício de seus mandatos como gestores públicos, que o dinheiro traz as claras o substrato de nosso dever,
E nos mostraram que como agente público devemos servir ao público e não nos servir do público.
Estes processos são retaliações justamente por serem corretos e implacaveis na defesa do bem em favor exclusivamente do coletivo.
Mais foi o próprio Capi que nos disse, Deus tarda mais não falha e eu creio neste Deus e o mesmo corrigira esta grande e absurda injustiça.
Jardel Nunes
Seria uma grande piada nacional.o Gilvan tomar o mandato do Capi pela segunda vez com aval do TSE.
É a mediocridade reinante. Não subestime um medíocre. Pois quando eles formam uma patota, eles crescem. Unidos são catitas que parecem rinocerontes; e rinocerontes que parecem catitas. O Capi, na sua boa-fé, jamais imaginou que poderia ser cassado por meia-dúzia de medíocres. Capi acreditou em si mesmo – no plausível, no bom-senso, na impossibilidade do absurdo. Errou porque subestimou o medíocre. Um medíocre só é ruim. Dois medíocres juntos são piores ainda. A coisa que eu fico mais puto na vida é perder para um medíocre. E eu já fiquei por diversas vezes puto da vida…
É complicado a conduta do TSE, principalmente para os operadores do direito. Como entender a dupla penalidade para os casos de cidadãos que já foram condenados e cumpriram suas penas? Estãos rasgando a Carta Magna do nosso País! A quem recorrer?
É isso aí Ademir Pedrosa.Então, vamos às ruas mostrar nossa indignação contra os medíocres???
Será que o Sarney não percebe que se “caçar” o CAPI agora, na proxima eleição ele vai levar uma surra nas urnas: CAPI X sarney
O sujeito recebeu seus óculos da ótica, e verificou depois que eles estavam sem as lentes; ele viu logo que aquilo ali era uma armação. Armandão, o Sarney tá armando. Sabe que aqui ele não tem mais chance, então vai recorrer à velha estratégia de ex-presidente. Vai convencer o Lula a se candidatar ao senado pelo Amapá. Está convencido de que pra se eleger aqui é mais fácil que eleição de síndico – mole, mole. Desta vez, porém, nós é que vamos armar pra cima deles. Vamos botar o Tiririca como candidato ao senado pelo Amapá. A gente pega a Marina, o Serra, o Gabeira, o Chico Buarque, o Leonardo Boff, a Alcione – não, a Alcione não, porque ela é sarneysista roxa, ou melhor, marrom –, pra fazer campanha pro Tiririca, todos contra o candidato do Sarney. E tem outra, o Tiririca já provou que não é burro, apreendeu a ler e escrever em 15 dias. E não venha o Lula com seu único diploma – de presidente – que não vale, vai ter que passar no teste do Mobral. Tiririca, Randolf e Capi lado a lado – já pensou? O Capi que é sisudo pra caramba, vai ter que aprender ser mais álacre, e convencer o Tiririca que o seu eterno cabelo na testa não é peruca…
Nos que votamos e elegemos Capi e Janete não aceitamos outro resultado. Queremos que restabeleça a verdadeira justiça! CAPI E JANETE OS ESCOLHIDOS DO DOVO!
Nos que votamos e elegemos Capi e Janete não aceitamos outro resultado. Queremos que restabeleça a verdadeira justiça que é legitimando diplomando e empossando dois no Senado e Câmara Federal. Chega de perseguição ao voto popular. Eu fiz justiça com o meu voto! CAPI E JANETE OS ESCOLHIDOS DO DOVO! CUMPRA-SE.
A EC nº45 está falida, há de se fazer uma grande mudança nas estruturas da Justiça em todas as esferas, tanto na federal quanto na estadual. São estruturas regimentais viciadas e com acúmulos de cargos em Tribunais, vejam os casos do STF, STJ, TSE e nos TREs, onde os juízes tanto singulares, quando Desembargadores Estaduais são os mesmos que julgam em sua maioria nos colegiados, ora será que é aceitável ou pelo menos razoável, plausível que os ministros do TSE também, sejam ao mesmo tempo, Juízes da Suprema Corte do país ou do STJ, isso é no mínimo para uma “democracia”, onde se prima pela segurança jurídica, pelo estado democrático de direito, uma excrescência, uma completa acefalia jurídica, uma estrutura golpista, viciada e antidemocrática. O Juiz relator de qualquer matéria a despeito de qualquer situação concreta, repete-se nas decisões das outras cortes e já levam a suas relatorias e votos, sejam favoráveis ou não, isso é democrático? e mais, vão juntos os seus pares concordantes. A outra situação nos graus de recursos se repete, tendo como exemplo, o do caso em concreto do agravo improvido, no RO provido para a manutenção da impugnação do registro do Senador Capiberibe. A Ministra Carmem Lúcia, foi juíza ao mesmo tempo, singular no provimento do recurso contra o registro válido/contagem de votos no TRE-AP e no colegiado como relatora no TSE, ao mesmo passo, votou também na decisão do STF na questão da ficha limpa. Isso é imoral, tem que ser considerado ilegal e imoral esse acúmulo, pois assim, nunca teremos um julgamento verdadeiramente isento. Isso também tem que acabar, pois eles já ganham salários estratosféricos e ainda impedem que outros quadros de juízes sejam formados, criando uma verdadeira casta judicial, que impede a criação de quadros específicos de juízes e viciam as decisões de tal forma que se uma for contrária, em seqüência todas as demais, também serão igualmente proferidas. Acumulam vários cargos de juízes nas esferas do Judiciário Brasileiro, para ganharem valores altíssimos de salários, sem dar chance aos novos Bacharéis em Direito e outros profissionais habilitados para o exercício desses cargos. As decisões têm sido baseadas sempre no favorecimento de situações, onde um caso é julgado de uma forma e outro no mesmo esteio, de mesmo feito e, de fatos concretos iguais é julgado de forma distinta, exemplo temos os casos do “MALUF” e do senador “CAPI”, que vergonha! A Justiça Brasileira de uns tempos pra cá virou balcão de mercado turco, vale quem pesa mais, quem pode mais, pode mais sempre. Eu acredito ainda na possibilidade de nomeação do Capi e da Janete, porque ainda resta o STF, só que isso é pensando no respeito aos preceitos fundamentais presentes na Constituição Federal. Se por outro lado forem as visões, por vezes estrábicas, dos mesmos juízes presentes de forma múltipla nos tribunais, então, eu declaro como cidadão a minha total vulnerabilidade social e também, dos irmãos Brasileiros, ante essa realidade mórbida do Judiciário Brasileiro.
Elcio Ferreira,
Especialista em Direito Público.
CAMILO TEM QUE VISITA O POVO QUE VOTO NELE EM SANTANA
MINHA VÓ QUE DISSE GRANDE FAN DO CAPI
TENHO CERTEZA A JUSTIÇA SERA FEITA …
Caro Senador CAPI
Estamos solidários a sua luta. Sua luta é pela democracia plena e por uma sociedade melhor para todos. Ela luta vai continuar. Não desistiremos, jamais.
Macapá-AP, 22 de dezembro de 2010.
Coronel CORRÊA.