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EU ACREDITO – por Rup Silva

De repente, não mais que de repente, me tornei o sucesso da temporada eleitoral. Tudo por que resolvi enfrentar o “dragão da maldade” do jornalismo e dar ênfase a tudo que venho fazendo no exercício desse sagrado mister de informar com correção e não brigando com a noticia , com os fatos e com a realidade.

Talvez por isso, em meio a essa “guerra” de interesses que se transformaram essas eleições, minha postura tenha sido objeto desse tal “sucesso”, sinceramente um exagero.

Repetindo Millor Fernandes, sou um escritor sem estilo. Talvez meu maior atributo seja a veemência que defendo minhas idéias, interpretada maldosamente como “violenta” pelos que pretendem desqualificar esse pobre escriba.

O mais que me permito, se pretensioso não for, é declarar minha simpatia pela contundência de Jabor, o escracho de Diego Mainard e a elegância de Guzzo e Pompeo que freqüentam a última página de Veja.

Todos com seu estilo, como esse “jornalista” , salvaguarda da correta informação, da ética e da moralidade pública. Nossa diferença, como disse, é que padeço da falta desse precioso atributo[estilo] que faz a delicia do leitor.

Não nego que ficaria feliz se alguém, um dia, identificasse um articulista senão pelo estilo que não tenho, mas pelo compromisso inarredável com a informação verdadeira: ”fulano escreve parecido com o Rupsilva..” Seria a minha glória, podem acreditar. Eu confesso.

Para mim a credibilidade é o maior capital de um jornalista. Que deve manter fidelidade ao que acredita e professa. Mantendo a defesa intransigente da ética, da moralidade e da defesa dos interesses da sociedade.

Como dissera dia desses, ser inconcebível ao jornalista optar pela neutralidade diante de fatos condenáveis. A noticia , depois de acontecida, obriga o jornalista a fazer  o devido tratamento e não manter neutralidade, pois desta forma, impedirá que o mal feito [ se for o caso]venha prosperar  traindo a essência do bom jornalismo.

Tinha prometido a mim mesmo e a alguns amigos próximos não tocar mais no assunto para não ferir susceptibilidade. Difícil diante da responsabilidade que assumimos pela integridade do processo eleitoral. O futuro da sociedade dele depende.

Eu acredito e não vai aqui nenhuma  intenção de parodiar Lucas Barreto, hoje o quadro eleitoral está meridianamente claro. Os personagens capazes de alterar o seu rumo, como presumido, ocuparam seus postos e o fizeram com naturalidade, apesar da negação.

É a fase da negação. Negar a farsa de “nova esquerda”, do patrocínio de Sarney e empresariado predatório, num primeiro momento, de Waldez Góes, Robert Góes, Marília Góes, Pedro Paulo e outros num segundo momento.

A harmonia, enfim, mostrava sua cara. Tinha que sobreviver. O candidato do PTB, então, passa ser a grande esperança. Caído a mascara veio a farsa da “misturação”.

São todos iguais: ladrões do dinheiro público, compradores de votos, formadores de quadrilhas e outros ilícitos. A ordem era torná-los “farinha do mesmo saco.

A Frente Popular PSB/PT, no início esquálida, teve que ampliar sua base e o fez com competência, trazendo para apoiá-la lideranças importantes do interior com Dalva Figueiredo[PT] e Fátima Pelaes [PMDB]. Lógico que com elas vieram figuras pouco recomendáveis, reconheçamos. Mania de “ciscar p’ra dentro”.

Por fim a mídia comprada perdeu a compostura. Ganhou novos adeptos, mentiu à vontade, distorceu informações, acusou sem fundamento, desenterrou defunto, censurou eleitor, estava por toda parte: rádio, jornal e televisão. Todos comprometidos com a harmonia que agonizava.

Aderiu ao que de mais abjeto existe no processo que é a compra do voto, expediente que escraviza o cidadão impedindo sua livre manifestação, levando ao exercício do poder grupos que querem o governo para manter seus privilégios. São os alpinistas sociais.

Apesar dessa coisa louca, o andar das campanhas demonstra que a sociedade, desta feita, está unida contra tudo isso, e resiste – a maioria pelo menos, contra a compra de votos e deseja mudança de verdade.

POUCAS & BOAS

BRAÇOS CAIDOS ?. A Polícia Federal é uma instituição das mais respeitáveis dentre as que são mantidas com o dinheiro do cidadão. Com a missão fundamental de fiscalizar os abusos cometidos por candidatos e militantes nas eleições vem tendo uma atuação pífia. A captação de sufrágio e outros ilícitos nunca estiveram tão à vontade, segundo voz corrente.

SUELI PINI, UM BOM EXEMPLO. Em 2008, a juíza Sueli Pini, com menos efetivo, realizou um trabalho espetacular. Dizer agora  que as denuncias feitas por telefone da própria instituição, carecem de fundamento é enxugar gelo. Pelo menos o comércio da venda de bandeira anda aquecido. Vê quem quer, quem não quer deixa a coisa correr frouxa, viciando a eleição.

FARO DE PODER. Acostumados em freqüentar os gabinetes do poder, eles são uma garantia de vitória. Basta um olhar à volta nos comícios e caminhadas, lá estão eles com sua “cara de pau”.

PRESENÇA ILUSTRE. Maestro Joaquim França. Um cidadão acima de qualquer suspeita. Aproveitou sua presença entre nós para gravar mensagem de apoio ao candidato Camilo Capiberibe[ PSB].

PAPEL CHAVE. O do senador Papaleo Paes [ PSDB]. Discurso afiado é um dos nomes que melhor se pronuncia nos palanques e TV.

O ESTORVO. O eleito senador Randolfe Rodrigues [PSOL] parece não vir atraindo para Lucas Barreto [PTB] os votos esperados. Bem votado, gradativamente vai perdendo espaço dentro do arco de alianças construído por Barreto. Além de perder o brilho[ e por isso] acabou defenestrado da coordenação da campanha de seu mentor. Clécio Vieira simplesmente evaporou.

GOTA D’AGUA ?. O anuncio das adesões de Waldez Góes, ex-governador e Roberto Góes, prefeito de Macapá, envolvidos na Operação Mãos Limpos, à candidatura de Barreto. Para uns ato de desespero. Para outros algo inevitável por ser recomendação de Sarney atuando nos bastidores. Para muitos um risco calculado. Só o tempo dirá.

ADESÃO. Aderi a uma tribo muito especial. A liderada por Ronaldo Serra, Wagner Gomes, Job/Telma, Jojo, Jucicleber, Ladirson e outras feras. O papo que rola é de primeira. O som é de Finéas do jazz. Um privilégio.

Por hoje é só.

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