O Yashá quebrou sua jura, havia prometido que não ia escrever mais sobre o povinho amapaense; e eu peguei o vácuo, e também quebrei minha jura, havia prometido que não mais visitaria o seu bloguinho. Somos uns fracos! Não sustentamos sequer uma palavrinha banal, imagina se fizermos um pacto de sangue? Eu, de minha parte, não prometo mais nadinha – palavra de escoteiro.
Li a análise do Yashá sobre o resultado da pesquisa do Ibop. Qualquer historinha de bruxaria do Paulo Coelho é mais verossímil do que aquilo. Uma tapeação. Se o seu guru, Reinaldo Azevedo, lê aquilo vai desconfiar que o Yashá esconda Sarney em seu armário. E pior, ameaça soltar de chofre a raposa no galinheiro.
Yashá parece que aprendeu direitinho o catecismo do coroné mandachuva. E agora quer catequizar os eleitores amapaenses, inclusive o de oposição, com um factóide eleitoreiro que qualquer ritual cultista de macumbeiro tem mais credibilidade do que o dele. A não ser que ele vire “Pai Yashá” (o assentamento de batismo colabora), e abra um consultório de premonições, talvez seja mais convincente que sua análise de araque.
Yashá teve acesso aos dados detalhados da pesquisa, segundo ele. Viu lá umas coisas interessantes e achou divertido bolinar com a boa-fé do eleitor amapaense, que ele tanto subestima. Sem querer entrar no mérito, mas que tal ele considerar que o rencall de 2008 de Lucas Barreto, advém de uma mãozinha do Pedro Paulo?
Quando o Vice-Governador (virtual candidato ao governo) percebeu que a vitória a prefeito de Roberto Góes, credenciava o primo de Waldez Góes a ser candidato a governador na eleição seguinte, tentou puxar o tapete de seu concorrente. Pediu aos correligionários que votasse em Lucas Barreto, que ele era a sua nova criatura. E quase deu certo. E com isso foi visto com temeridade pelo grupo, pois respeito e caldo de galinha…
Só que hoje os dois candidatos estão em posição distinta. E como – Santo Deus! – a criatura pode está na frente do criador? Lucas Barreto e Pedro Paulo se uniram, às esconsas, para derrotar Roberto Góes, e ainda assim não tiveram êxito. Lucas Barreto não conseguiu sequer galgar ao 2º turno para disputar com o candidato de oposição. E agora separadamente ambos, segundo a pesquisa, estão na frente de Camilo? Tome de minha jugular; e aplique! (eu jurei que jamais usaria desta expressão intempestiva, mas como ando muito leviano com minhas promessas… Dane-se!).
Por mais boa vontade que eu tenha, não disponho de elementos para chegar à ilação que Yashá interpretou como lógica. Sua análise é um sofisma barato, a premissa é mais falsa que nota de 15 reais. Faz uma prestidigitação com os números, mas não ilude nem estudante em recuperação em matemática. E se reveste de experiência do alto de seus sub30 anos, e se acha auto-suficiente para dar lições de política, baseado na aritmética de que dois mais dois são quatro.
Se o Yashá não está habilitado para fazer análise política, talvez reúna conhecimento para fazer uma análise literária de um livro a ser lançado, de autoria de Renivaldo Costa. Quero passar-lhe aqui algumas informações sobre o autor para servir de elementos de apoio às considerações de análise. Veja a entrevista que fez com Ana Hollanda (irmã de Chico Buarque):
Renivaldo Costa – O episódio da estudante da Uniban (Geisy Arruda), não é a mesma da postura medíocre de certas mulheres que querem vencer na vida pelo mérito do corpo, e que isso reforça o que eu afirmei, de que para certas mulheres, o corpo vale mais do que as idéias?
Ana Hollanda – É natural e saudável que Geisy, como qualquer mulher normal, goste do seu corpo. O que vi no You Tube foi um desastre. O que me choca é uma garota que se vista de roupa chamativa seja acusada de puta por jovens. A doença está no ciúme e na inveja das colegas da Universidade e nos sentimentos de despeito e raiva que os rapazes sentiram ao serem aparentemente ignorados por uma garota que os atraia. A reação deles, em conjunto, foi promover aquele massacre fascista. E pior, com aval da Universidade.
A resposta que Ana deu à entrevista reduz o entrevistador à sua insignificância; e, creia, ele ainda teve coragem de pô-la como indicadora de seu livro. É muito cinismo. E para não achar que tenho má vontade com o sujeito do qual o livro eu ainda nem sequer li – e não gostei –, repare o que ele disse depois de findar uma entrevista com a escritora feminista Rose Mary Muraro, sem que ela pudesse retrucar sua afirmação: “o melhor movimento feminista é o dos quadris”. Cai o pano.
PS – Acabou a farsa, Capi e Janete gozam do estado democrático de direito. A condenação, que eram favas contadas para a “harmonia”, malogrou. A pesquisa do Ibop diante deste novo cenário tem sua validade vencida. Se outra pesquisa trouxer resultados estapafúrdios como o de então, sugiro que a análise seja feita com a tradicional latinha e por um laboratório de exames clínicos. É mais seguro, e fede menos…
A matemática desse povo azul ficou num erro matemático, não tem Malba Tahan que o direcionem para o bem, indunção matemática, eles estão fora, não 9, e sim 11, 12 e outros mais…