Rupsilva
Quem esperava uma postura republicana do TRE nessas eleições, desista. O procurador Cardoso, membro do Ministério Público Federal, já apareceu dando o tom deixando evidente que nada vai mudar. A oposição, falo da verdadeira, que trate de dar o seu jeito.
A definição do caso Jaime Nunes, vice de Lucas Barreto [PTB], candidato ao governo do Estado, não poderia ser mais sintomático. Quem manuseou o relatório do TCU que condenou Nunes por sua gestão do SEBRAE, se declara escandalizado.
Mas para o ínclito membro daquele ministério, responsável de dar ou negar provimento aos pedidos de impugnação, com uma candura de fazer dó “não viu nada demais” e negou, contrariando o TCU, fiscal das contas públicas e gestores que lidam com recursos do cidadão, em cujo relatório Jaime aparece como inelegível.
Diante disso não se pode negar a oposição o direito de argüir suspeição. Para ela [oposição] tem sido difícil convencer o TRE sobre suas teses. Ao contrário da harmonia que não perde uma. Nem sempre, numa ou noutra situação, há fundamentos sólidos. Fica muito por conta da vontade de impor dificuldades e manifesta intolerância
Veja o caso de Eli Almeida [PSB ], suplente ao senado na chapa do Professor Marcos Roberto[PT] cuja situação se assemelha ao do candidato Jaime. Foi impugnada pelo referido Procurador de rijo, baseado em relatório do TCE. Não se trata reclamar pela impunidade, mas pelo tratamento desigual.
O pior é que essa tendência é explicita. Nas rádios, quando provocado, tem se manifestado sem pudor sobre impedimentos dos candidatos da oposição, em particular a família Capiberibe. Isso incomoda em se tratando de alguém que tem que ser isento.
E digo mais, com a franqueza que aprendi com minha sábia mãe, que temos o direito de desconfiar das decisões em que se usa “dois pesos, duas medidas”. Não preciso lembrar que o tratamento isonômico dos casos é marca fundamental de um bom agente judiciário. O respeito à ética e não prevaricar são, entre tantos, alguns preceitos invioláveis.
Aliás, o judiciário do país vive um mau momento, reconheçamos. Praticamente aboliu a Constituição e as decisões são embasadas em “entendimento” desse ou daquele magistrado, que a interpreta segundo suas convicções.
Cansei do “desta vez a fiscalização do TSE vai ser dura e pra valer”, como falou na ultima eleição Aires Brito e nada aconteceu de novo. Tanto que o atual Prefeito de Macapá, para citar apenas um caso, teve seis pedidos de cassação e até o momento, dois anos depois, nada aconteceu.
Na verdade o TSE, na maioria das vezes, nada faz pra simplificar ações dos candidatos. Muito pelo contrário, como diria o velho guerreiro Chacrinha, vivia para confundir e não para explicar. E a vida segue.
A tímida limpeza feita até hoje não atingiu pontos nevrálgicos da campanha eleitoral. Como o uso indevido da mídia. Essa joga solta, direcionando ou distorcendo informações.
Podemos citar ainda a pichação de muros, o uso de bandeiras que identifica o eleitor que somado a pura e simples compra de votos, movimentam um mercado que envolve milhões de reais.
Desnecessário dizer que essas atividades deseducam o eleitor. O ciclo vicioso do processo o induz querer faturar “algum” nesse período, se lixando para a “limpeza” dos candidatos, programas dos partidos e seus planos de governo.
Que no frigir dos ovos alimenta a existência dos políticos de gabinete, distantes dos anseios da sociedade. Gente que prefere as negociatas com o Estado, mediante o que aufere recursos ilícitos que engordam seu patrimônio e/ou usados para comprar voto e se reproduzirem no poder. Quem não sabe que é assim?
Um campo fértil agora é a tal lei da Ficha Limpa. Feita a caráter para gerar demanda para os advogados, como já foi denunciado. E para as instituições judiciais. Em Minas, com mais de quinhentos pedidos de impugnação é um exemplo.
O Ministro Marco Aurélio, o mais lúcido de todo os membros do TSE, advertira para a enxurrada de recursos que bateria naquela casa podendo alcançar o Supremo, já que sua aplicação extemporânea fere a Constituição. Mas Lewandovsky e dinossauros optaram pelo caos.
Aguçou uma tendência da qual Sarney é mestre, ninguém quer disputar eleições. Nem discutir propostas de governo, deter-se sobre as razões da ignorância da maioria da população, da existência de um sistema de saúde falido, de tantos crimes e delitos sociais, enfim, da pobreza que atinge o Brasil e o Amapá.
A manobra do momento é eliminar o adversário no tapetão, favorecendo aos que tem grana e poder. Novamente a justiça eleitoral dando uma forcinha para complicar o pleito.
Enquanto isso outros vícios e privilégios vão se mantendo conforme o interesse e simpatia da corte. A mídia continua facciosa, protegendo o poder vigente. As bolsas e cestas básicas, proscritas, continuam correr frouxo. As tais “reuniões” com populares cadastram futuros vendedores de votos e há coligações que tem “milícia” particular para impedir invasão de área. Na bordoada e na bala!
E tem coisa muito mais grave, garante um interlocutor com crédito na praça. Agora, já nesse pleito o TRE tem feito vista grossa a coligações que fizeram seu registro fora do prazo da legal, ligadas naturalmente a harmonia, por exemplo.
Mas não se desespere. Segundo Correa Neto, um otimista por natureza, esse é um longo processo. Um dia essa gente passará, deixará a cena.
É possível. Penso, no entanto, em algo maquiavélico. De ser intencional e feito por mentes deformadas. Manter o país doente, dominado por políticos inescrupulosos que se abrigam no poder para roubar da sociedade. Essa é a cara do Brasil e do Amapá também.
POUCAS & BOAS
LIXEIRA PÚBLICA. Foi o que conseguiram transformar o twitter, essa revolução tecnológica. O que falta de debate sério sobra em agressão. O twitter não é um mundo inteligente é uma lixeira aberta, infelizmente.
O BOM DEBATE. Está faltando na maioria dos candidatos. Que preferem contratar “jornalistas” para agredir e desinformar. Exumar defuntos é a prática mais usual. Essa coisa de “projeto familiar”, muito usado pelo candidato Lucas do PTB, tem cheiro de canfora. Já foi vencido pelos fatos.
O RALHO. Muito feliz Correa Neto foi direto ao ponto. Seu comentário foi curto e grosso. O problema não está na presença da família em qualquer projeto político. Vale o que ela faz pela sociedade. Não vale é roubar o dinheiro público em prejuízo da socidade.
MAUS EXEMPLOS. Aqui temos várias famílias, cada uma com seu estilo, constituindo o tal “projeto familiar” que só enxergam nos Capiberibes. Os Borges, Alcolumbres, Ramos, Dias de Carvalho, Amanajas e Sarney, o maior de todos.
ALMAS PENADAS. Dalva Figueiredo [ PT] e Randolfe Rodrigues [ PSOL] vagam no limbo. A petista não subirá, até agora, o palanque de Dilma, crucial para sua reeleição. Randolfe, ainda candidato ao Senado, teve impugnado pela Executiva Nacional a coligação do PSOL com o PTB de Lucas Barreto.
TODO MUNDO SABIA. Que a coligação PTB/PSOL não seria autorizada pela Executiva socialista, menos o candidato Randolfe, que como Presidente Regional deveria saber mais que todo mundo. Pagou para ver e se deu mal. Pegou tanta corda que acabou rebentando. E Lucas perdeu o seu adereço de oposição.
E POR FALAR NISSO. Uma eventual vitoria do candidato dos empresários, transformará todos os “neo-oposicionistas” em Sarneyboys. Sarney como mentor do candidato petebista, vai dar as cartas no governo, ou alguém imagina que será diferente e que o candidato é mesmo de oposição e vai muda o quadro atual? Vão comer caladinho, se comer.
MEDO DE PERDER. Fazer oposição é uma tarefa para poucos. Gente que tem compromisso com o Amapá. Sintonizada ao sentimento popular. O resto quer se dar bem. Não tem medo do amanhã, pois prefere viver com dignidade a vender a alma.
CONFRARIA TUCUJUS. Os sócios fundadores bateram em retirada. A entidade nada mais tem dos ideais que inspiraram sua criação. Até o estatuto foi rasgado para permitir a perpetuação dos seus presidentes, coisa vedada no ato de fundação. Virou uma ”confraria” de amigos.
O BOM DEBATE. Enfim um passo adiante. O sistema Beja Florde Comunicação, sob Reginaldo Borges, promove entrevistas interessantes com candidatos ao governo. Alguns bem, outros nem tanto puderam dizer o que pensam fazer quando governadores. A nota dissonante, para variar, o boicote a Camilo Capiberibe [ PSB], cuja entrevista foi interrompida por corte de energia e não foi transmitida para o interior, como as demais. Inacreditável que isso ainda aconteça. Lamentável. Acorda TRE! As entrevistas são concessão da justiça eleitoral que cabe fiscalizar, sob pena de prevaricação.
DESCONFIE. De governo [ falo de todos] que tem um canteiro de obra a exibir as vésperas de eleição. Enquanto Lula, por exemplo, exibe números fantásticos da economia e anuncia obras pelos quatro cantos do país, nos aqui temos o PPDH que espera operar o milagre de construir o que não fez em sete anos. Pior é que muitos acreditam.
PITO EM REGRA. Foi o que deu no procurador Cardoso do MPF o Juiz Rui Guilherme, censurando, em artigo, a exposição pública daquela autoridade, que estaria se baseando em premissas jurídicas incorretas para expurgar da eleição alguns candidatos [ CAPIBERIBES, por exemplo] e usar critérios diferentes na apreciação de casos idênticos. Boa briga em favor da justiça, tanto melhor por se tratar de alguém que conhece de Direito muito mais que todos nós [leigos] juntos.
Com essa eu encerro.Por hoje é só.
eu não acredito!!!
pensava que o mundo em liberdade fosse algo maravilhoso, que as pessoas que aos olhos representativos, ocupasse uma posição de dignidade e mostrasse que o desenvolvimento social fosse a sagrada prioridade e o respeito a democracia integramente fosse respeitada.Para uma pessoa que conviveu em risco social e marginalizou-se levando ao lixeiro humano, chamada de penitenciaria aos 18 anos de idade por um crime que não cometeu e ainda aceitar uma condenação dizendo! que foi bom para sua vida ter sofrido a injustiça da justiça. depois estudar dentro de uma escola que alunos são assassinados e materiais escolares jogados na lama, por ocasião de pessoas com responsabilidade publica, que recebem o seu pagamento por intermedio de nossos impostos não ajudarem em sua ressocialisação, acreditando que em liberdade encontraria a verdadeira harmonia social,que pessoas que assumem a responsabilidade publica fossem verdadeiros e dignos de assumir a representatividade de todos , eu que pensava que a justiça só punia os pobres, os expresidiarios, os negros e os que não tem um Pai ou apadrilhado dentro dela. Mais estou vendo que a justiça em grande maioria julga não os interesses da sociedade mais sim dos “sociedonos” de nosso País. E tenho a certeza que sou um grande exemplo social de desenvolvimento de nosso País, diferente de pessoas que estão por trás do “véu” que esconde o que voce nunca imagina.
“êi el capone ver se te orienta assim dessa maneira o amapá não aguenta”.Além de protegido pelo MPF é além de el capone o maior especulador imobiliário do amapá.É uma ilegalidade e uma grande imoralidade.
Esse procurador eleitoral serve…. sem comentários.
Tá tudo dominado, valha-nos Deus. Está na hora de denunciar esses tais para o CNJ, sob pena de reprise da compra de voto escandalosa do último pleito, que segundo algumas figurinhas carimbadas não houve crime eleitoral nenhum, até porque “eles” continuam no comando do processo eleitoral por aqui. Tem que vir tropas federais para cá, além de observadores do CNJ, CNMPF, não podemos ficar reféns da turma do ganho fácil.
Foi assim que a HARMONIA CORRUPTA faliu o estado do Amapá.A justiça protegendo FDP.
Acho que nossas autoridades eleitorais deveriam ter mais comedimento ao falar de candidaturas. O julgador tem de manter imparcialidade e se distanciar, ao máximo, de questões partidárias. Não pode demonizar uma candidatura e santificar outra. Observa-se que alguns jornalista induzem e flagrantemente fazem suas considerações para atingir e defenestrar adversáios e/ou inimigos a mando de quem lhe paga os salários. Esquecem que emissoras de rádio e televisão são concessões públicas e que também estão sujeitas ao manto da legislação. É por essas e outras que sou adepto do controle social dos meios de comunicação. O boicote que o sr. Camilo teve ao ser entrevistado em programa radiofônico denota muito bem a rede de intriga e interesses escusos que se escondem por trás desses programas.
A coligação deveria ajuizar Ação na justiça eleitoral contra o jornalista-apresentador e a emissora de rádio, inclusive multando pesadamente seus proprietários ou fazendo nova entrevista com o candidato. Não pode haver dois pesos e duas medidas.
A legislação veda tratamento desigual aos candidatos e algumas emissoras e jornalistas teimam em querer burlar a legislação eleitoral tecendo loas a seus protegidos e boicotando as demais candidaturas. Tá na hora de enquadrar essa turma que se acha acima das leis.
Os membros de alguns poderes para querer aparecer usam as emissoras e tvs dos zolhudos para atacar adversários,uns e outros tem até programas de rádio para falar besteira e assim o nosso Amapá está indo a caminho do Maranhão.
Dizem que o processo de moralidade da justiça é lento. Pois eu digo que depende de nós. Se verdadeiramente quisermos podemos, expulsar os bandidos que dificutam o fazer justiça, já.