Aos meus familiares, amig@s, companheir@s de luta e ao povo do Amapá,
Ao escolhermos nosso caminho para seguir nessa eleição, além de nossas convicções, sabíamos dos riscos e incompreensões que enfrentaríamos em uma aliança com “diferentes”, mas diante de tantas dificuldades e da dramática situação por que passa nosso estado e nosso povo, esse caminho mais do que justificável, tornou-se necessário e empolgante. O apoio de nossas bases em todos os municípios, lugares, segmentos e o aceno positivo de nossa direção nacional, nos davam cada vez mais clareza que esse era o passo certo a ser seguido.
Infelizmente não tivemos êxito, não pelo PTB/AP, tampouco por Lucas Barreto, aliás, quero aqui fazer o meu agradecimento ao Lucas, ele também nos surpreendeu positivamente, pela forma como conduziu nosso enlace político- eleitoral primeiro porque nos tratou com respeito político, mas também porque soube ouvir, ser flexível e sustentar suas teses dentro do legítimo território da política. O que impediu nossa aliança foi à disputa interna, nefasta e impregnada nos partidos e algumas lideranças da esquerda, que colocam essa disputa acima das dores e das necessidades do povo.
Nessa nova cena tive que abrir mão de minha candidatura a deputado federal pelo PSOL/AP e por essa posição entendo que devo alguns esclarecimentos. É por isso que escrevo.
Nesses últimos dias, vivi junto com muitos companheiros momentos de muita angústia (pelas disputas internas em relação à coligação), mas também de enorme satisfação, nesses dias de pré-campanha a deputado federal. Confesso que vivencio minha melhor fase política e eleitoral, fruto da nossa organização em quase todos os municípios, da nossa inserção nos movimentos sociais, das nossas experiências acumuladas e divididas no dia-a-dia de nossa militância, e do reconhecimento do nosso mandato de vereador em Macapá, entre outras coisas. Isso torna a retirada da candidatura um pouco mais dolorosa, mas também me enche de orgulho, uma espécie de doce derrota.
Foram dias gratificantes, de muitas declarações de apoio e voto que eu não poderei mais conferir, mas, sobretudo de muito carinho e confiança que ainda permanecerão em mim. Isso não tem preço, mas pra mim tem muito valor!
Foram essas demonstrações de confiança e incentivo que me colocam a responsabilidade de não abandonar a luta política com lado na sociedade, o lado do povo, prioritariamente dos desprotegidos e dos mais carentes, (de política e esperança, inclusive), pois a vida é muito mais difícil sem ambas.
Confesso também, que ainda estou mareado pelo peso da decisão que em última análise cassou minha candidatura, sem que eu devesse nada nem a justiça, nem aos procedimentos partidários, tampouco seja um ficha suja. Às vezes me sinto como se abatido em pleno vôo. Pra me confortar, minha mãe me disse hoje, pra eu não me abater, que tudo que Deus faz é perfeito, e eu também acredito, muito embora as coisas por aqui estejam muito fora do esquadro. Vamos lá! – “Fé na vida, fé no que virá”.
Adiamos um projeto, já engatamos outro, eleger Randolfe Rodrigues, senador da República, pelo Amapá.
Lutei com todas as minhas forças e minha convicção, não deu! Não serei candidato a deputado federal, pelo menos nessa eleição, como diz aquela canção “Índio perdeu, mas lutou que eu vi!”, no entanto, já me considero recompensado, é por isso que escrevo também, para agradecer imensamente, menos pelos votos que não chegarei a conferir, mas muito, muito mais, pelo carinho, demonstrações de respeito, admiração e confiança que recebi nos últimos dias. Valeu demais!
Continuarei nosso mandato de vereador de Macapá, muito mais orgulhoso e empenhado ainda, obrigado mesmo! Até a vitória sempre!
Clécio Luís – Vereador de Macapá
Clécio, você não sabe quem sou, nunca apertei sua mão, e nunca recebi um favor sequer seu. Mas tenha a certeza de que admiro muito a sua história política, e respeito su posição firme e a serenidade com que analisa toda essa situação em torno das candidaturas regionais do PSOL. Tenho a certeza que você e Randolph são expoentes da nova geração da política amapaense que será vitoriosa, não pelo poder político ou econômico, mas pelo poder da inteligência e da seriedade com que encaram o exercício de um mandato político. Sucesso na jornada.
Certo que vivemos um momento dificiu no Estado, do ponto de vista das forças políticas de esquerda, sobretudo da reagrupação da mesma em face a um grande programa e que aponte uma alternativa no campo democrático/popular. Que possa conformar as diversas reinvidicações dos partidos de esquerda e dos setores populares bem como e principalmente, empolgar a velha militancia junto as mais novas gerações, se é que isso é possível. Agora apontar uma aliança com o PTB/AP de Lucas, Sarney e Gilvan e ainda assim sustentar a tese de bons moços políticos que irão salvar o amapá e que são o novo. Isso é muito velho meu caro Clécio. Diga claramente as suas báses e a todos, quem hoje se constitui num obstáculo a essa tão sonhada frente política de esquerda no Estado do Amapá. Caciques? Ideologias? Ambições? Vaidades?
Não faça como um grande partido que outrora se propunha a governar junto e para os trabalhadores, e como você bem diz: “prioritariamente dos desprotegidos e dos mais carentes” e em seu percurso, se aliou a tudo e a todos para governar a qualquer custo, inclusive contrariando a tudo que defendia antes. Acho que o grande desafio do PSOL
Clécio Luis,
Sinceramente, emitir uma carta de explicações que deixam mais dúvidas que esclarecimentos não me parece muito coerente. Está muito parecida com a carta renúncia de Janio Quadros. Dê uma olhada e diga se não tenho razão (http://is.gd/duAUw). Se seu objetivo é não atrapalhar o jogo, então seria melhor sair de fininho, à francesa. Mas se for pra realmente demonstrar o quanto não gostou da “cassação de sua candidatura”, então atire a merda no ventilador. Cuspir pra cima não adianta, tens que apontar pra um lado ou pra outro. Se queres realmente ser coerente, explique o trecho em que vc diz: “O que impediu nossa aliança foi à disputa interna, nefasta e impregnada nos partidos e algumas lideranças da esquerda, que colocam essa disputa acima das dores e das necessidades do povo”. Mas se é pra falar o milagre mas não contar o santo, melhor ficar quieto e aceitar as coisas do jeito que estão, porque se mexer na merda ela fede.
Walter Silveira
É uma pena o Clécio querer culpar pelo seu fracasso golpe as disputas internas do Psol e algumas lideranças de esquerda como ele fala na sua triste missiva.Seria bom ele dizer que quem deu corda nele e no Randof, foram grupos de pessoas sem ter o que fazer que atuam dentro do PTB-ap,partido da direita mais atrasada existente dentro do Estado e para tirar uma onda de esquerda a mando do Sarney.Se eu fosse você Clésio eu teria vergonha de culpar outras pessoas que não seja Clécio Luis e Randof Rodrigues.
Juntar-se ao PTB de Roberto Jefferson e do Menssalão, de Lucas Atos Secretos Barreto, Seabra Sanguessuga, de Rosemiro e Mira Rocha, etc. pra mudar a vida do povo?
Como diria Faustão: Ô loko meu, brincadeira!!!
Merda no ventilador é pouca, pq vi no orkut por aí que Clécio “desistiu” e não que foi cassado pelo TRE/AP. Ele informou esta decisão na ultima reunião do diretório do PSOL que debateu a “nova situação” do PSOL nesta eleição de 2010, mas o mesmo será suplente do Randolfe!!!! Como o TRE o teria cassado então? Hein, Hein?
Mas fora sua melancolias e delirios pessoais, só tenho uma certeza: Clécio tem ficha limpa!!!
Mas o resto que ele escreve na carta só posso entender como piada!!!