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Artigo

Tá no Globo – Urnas eletrônicas – Abracadabra! Eis o resultado da eleição – por Ademir Pedrosa

Artigo do leitor Ademir Pedrosa Araújo

Cursei datilografia pela extinta LBA. Fiz minhas lições numa Remington profissional. Até hoje eu datilografo com todos os dedos, mas confesso que se eu continuasse batendo nas teclas com tanta força, as minhas falanges, falanginhas e falangetas estariam mais curtas.

” Consolidado no mundo da era da informática, o Brasil chegou às urnas eletrônicas e oferecemos o nosso avanço aos Estados Unidos. Eles estranhamente rejeitaram a ideia. ”

Quando surgiu a máquina de escrever eletrônica, e com fita corretiva, considerei o advento do século, já que o arquiteto e governador paranaense Jaime Lerner referendou a caneta Bic como a invenção mais próspera da humanidade.

Década depois surgiu o computador, em seguida nasceram o celular e a internet, que juntos são de várias utilidades.

O computador é o cérebro que rege todos os outros adventos eletrônicos, mas não é de inteira confiabilidade. Os bancos estão aí para não me deixar mentir.

Consolidado no mundo da era da informática, o Brasil chegou às urnas eletrônicas e oferecemos o nosso avanço aos Estados Unidos. Eles estranhamente rejeitaram a ideia. Inveja? Não. Recusaram por considerá-las facilmente manipuláveis, sujeitas à fraude.

O Brizola, nas eleições de 1982 no Rio de Janeiro, não teria como impedir que a Proconsult, empresa contratada para fazer a apuração dos votos, fraudasse a eleição em favor de seu adversário Moreira Franco, candidato do governo. Se não fosse a velha e a boa escrutinação manual, a fraude da Proconsult seria bem-sucedida. Brizola estaria derrotado porque no sistema das urnas eletrônicas é impossível recontar os votos.

” Eu acho que as medidas foram contraproducentes: ao em vez de melhorar a segurança, agravou-se substancialmente o risco ”

É por isso que a Deputada Janete Capiberibe (PSB-AP) quer mudança na Lei Eleitoral: “Quero ter certeza, como todos os eleitores, de que o candidato que recebeu o meu voto seja mesmo o que escolhi.”

A Justiça Eleitoral jura que nosso sistema de votação é inviolável. Eu acho que as medidas foram contraproducentes: em vez de melhorar a segurança, agravou-se substancialmente o risco.

Na última eleição do Brasil, o papa-léguas seria um cágado se comparado com a velocidade assustadora da apuração dos votos. Em pouco mais de uma hora nós já tínhamos o resultado quentinho.

Quando o computador ganhou fama, perguntaram ao Carlos Drummond Andrade o que ele achava. O poeta declarou que não achava nada demais, porque, por trás do cérebro eletrônico, há o cérebro humano constituído de bilhões de neurônios.

Hackers conseguem imiscuir-se em computadores domésticos e descobrem sua senha, sua conta bancária, seus documentos, sua amante, até seu DNA. Um garoto americano de dezesseis anos conseguiu abrir o sistema de segurança do Pentágono. Imagina o sistema do TSE.
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Comentários

7 comentários para “Tá no Globo – Urnas eletrônicas – Abracadabra! Eis o resultado da eleição – por Ademir Pedrosa”

  1. O fato é que a desconfiança sobre o sistema eleitoral no Brasil é generalizado. Sem máquina ou com máquina a insatisfação é a mesma. A impunidade predominante sob candidatos endinheirados e sem escrúpulos provam que a ineficiência do TRE é alarmante. Roberto Goés foi eleito de forma vil e escandalosa. Eis alguma perguntas: O TRE possui estrutura para fiscalizar e acompanhar o andamento de uma eleição? As denuncias feitas pelo telefone funcionam? Porque as decisões do TRE em relação as propagandas antecipadas pelo Governo do Estado (me refiro às placas do governo Waldez, para exemplificar) são proibidas somente depois de muito tempo. Por que, enquanto eleitores que somos, precisamos “provocar” o TRE, as informações geradas pelo meio de comunicação não são notórias e, portanto, públicas (me refiro a contigencia de noticiários nitidamente sendo parcial mesmmo, na cara dura, por preferência de candidatos do poder governamental). Provocar pra quê? Me responda Ademir!!!!!

    Escrito por Protesto | 13/07/2010, 21:36
  2. Olha eu espero que nao tenha fraude nessa eleiçao porque ja chega de tanta sacanagem.

    Escrito por erick | 13/07/2010, 22:45
  3. Não tenho pressa em saber o resultado das eleições mesmo que seja com uma semana depois daseleições. Não quero rapidez na apuração. Quero a rapidez mais com segurança e certeza da idoneidade do sistema. É claro que o sistema do TSE é sujeito a fraude e pode facilmente ser burlado por pessoas estranhas(ladrões de arquivo/programas) ou pessoas ligadas aos formulares dos software.

    Hoje confesso que confio mais na contagem manual que nos sistema gestados por pessoas ligados a não sei quem.

    Chegará o dia em que levaremos o comprovante de votação para casa com o noime e o número das pessoas que votamos. Aliás, chegará o dia que o voto não será mais obrigatória e iremos as urnas não porque seremos punidos com multas e outras penalidades,mas pelo livre arbítrio e pela nossa liberdade e espontaneidade de participarmos do processo eleitoral com a consciencia do dever cumprido.

    Sinceridade, EU NÃO CONFIO NO SISTEMA DE VOTAÇÃO DE URNAS ELETRÔNICAS DO TSE.

    Escrito por Vasconcellos | 14/07/2010, 10:11
  4. Meu caro “Protesto”:
    A sua pergunta (me responde Ademir!) de forma imperiosa acaba por suscitar dúvidas se você está de acordo ou não comigo. Tenho a impressão de que você não entendeu meu artigo. Pedirei que leia mais vezes, pois quem sabe assim seus argumentos tenham mais coerência com suas interpelações. Por exemplo: “O fato é que a desconfiança sobre o sistema eleitoral no Brasil é generalizado.” A desconfiança não é só no Brasil, é no mundo todo. O desconfiômetro garante que o seguro morreu de velho. No Brasil, no entanto, ainda que haja desconfiança, a imposição do sistema de apuração digitalizado, facilmente sujeito à manipulação e à fraude, prevalece. É isso que tem que ser mudado, como quer a Deputada Federal Janete Capiberibe. Enquanto prevalecer esse sistema muderninho de apuração, todas as outras coisas questionáveis vão parecer discussão sem trégua sobre o sexo dos anjos. Vamos parecer o cachorro que corre em círculo na tentativa vã de morder o próprio rabo. E outra, enquanto eu respondia à sua pergunta, o professor que há em mim me cutucava a todo o instante me indicando as suas incorreções com o vernáculo. Disse-me que além de não se abrir frases com pronome oblíquo, todo o vocativo exige a vírgula; sua última pergunta deveria ser assim: Responda-me, Ademir! Disse-me também que você é muito perdulário com as exclamações, uma só basta para o bom entendedor. Desculpe a nós dois; a mim por minha franqueza, e ao professor que há em mim por suas caturrices puristas…

    Escrito por Ademir Pedrosa | 15/07/2010, 23:20
  5. Sr. Protesto e Sr. Ademir. A resposta é simples: Os nossos deputados e senadores constituintes escolheram atribuir ao Poder Judiciário, o “princípio da inércia”. Qualquer acadêmico de direito saberia responder que por esse princípio, o juiz ou o tribunal não pode, por si mesmo, iniciar um processo, sob pena de violação a outro princípio, a saber, da imparcialidade do juiz, visto que o juiz não pode ser parte (autor da ação) e julgador ao mesmo tempo. Por isso é necessário que pessoas (físicas ou jurídicas) provoquem o judiciário em suas demandas. É por isso que não basta ao judiciário, “saber” dos fatos através da imprensa, ou das conversas de esquina. É necessário que alguém com interesse na causa, dê início ao processo judicial. Além das pessoas comuns, o Ministério Público também é legitimado a propor certas ações, dentre elas, as eleitorais, que nos interessam no momento.
    Digo isso não para defender o judiciário, mas para esclarecer que isso decorre da vontade dos legisladores, deputados e senadores escolhidos por nós. Se nós não os escolhermos bem, eles farão leis que não refletem os interesses da sociedade.
    Quanto a urna eletrônica, tenho vários motivos para confiar que o resultado dela reflete a vontade do eleitor. Talvez não reflita para certos candidatos derrotados. para estes, sempre haverá uma desculpa para o seu fracasso, e é mais cômodo, nestes casos, jogar a culpa nas urnas e na Justiça Eleitoral. O engraçado é que os candidatos que hoje questionam as urnas, não as contestaram quando foram eleitos. Somente quando se sentiram injustiçados, resolveram reclamar… Mas tudo bem… sempre foi assim… sempre será…
    Quanto à manipulação e fraude, por favor; não há sequer comparação entre o risco de manipulação das antigas urnas de lona e dos votos de papel pelos antigos “escritunadores” e o sistema eletrônico de votação. Os sistemas são abertos aos partidos, e há uma série de dispositivos de segurança que são ignorados pelos que propalam desconfiança das urnas. Agora pergunta-se: quantos partidos comparecem às sessões públicas do TSE para exame dos sistemas e programas? – conta-se nos dedos!
    Quem conhece um pouco de sistemas de segurança de informação sabe que não se pode abrir abrir o sistema como querem alguns. Imagine se nós chamássemos a vizinhança toda para mostrar-lhes o segredo do seu cadeado. Onde ficaria a segurança? E se os bancos, que guardam o nosso parco dinheiro abrissem seus sistemas para serem auditados externamente? alguém se arriscaria levantar essa bandeira?
    Por fim, lamento que ainda tenhamos a mentalide pobre de que do Brasil nada presta. Se fosse um sistema americano, russo, talvez confiássemos. Mas é brasileiro, “infelizmente” para uns, “felizmente” para outros.

    Escrito por José Oliveira | 16/07/2010, 9:50
  6. Obrigado Ademir, mas nossa desconfiança é uma certeza! Sobre o imperativo, concordo com você. E quanto ao vernáculo, as exclamações representam mais o coloquial de uma conversa entre amigos, nada muito purista, entende? “Fala Ademir!!!” ou “Fala Aderbal!!!”.

    Escrito por Protesto | 16/07/2010, 10:28
  7. José Oliveira, de onde o senhor tirou essa idéia de jerico de que temos mentalidade pobre?Eu não disse que no Brasil nada presta. Há coisas que não se duvida de que não prestam, por exemplo: a Seleção Brasileira. Foi escalada errada por um técnico que também não presta. Mas isso não é só no Brasil, no exterior há a Seleção Argentina que também não presta; comandada por um técnico fanfarrão que quando jogou futebol chegou ao absurdo de querer se comparar com Pelé. Pobre mortal! No exterior é assim, há coisas que prestam outras nem tanto. A seleção da França é um fiasco, mas em compensação a mulher do Presidente Sarcozzi presta à beça. Não vamos longe, aqui mesmo em Macapá somos muito bem servidos; não sei se são meus olhos, mas a Jornalista Ana Girlene é um espetáculo de criatura! Sei que é muita areia pro meu exíguo caminhão; mas eu faço dois carretos, duas viagens. Seu José Oliveira, o senhor acredita mesmo nas urnas eletrônicas? Palavra de escoteiro? Eu conheço gente que acredita em Saci-Pererê, em Cegonha, em Papai-Noel; vai ver que o senhor acredita também nas cenas explícitas com roupas do Dep. Leury Farias? O senhor diz que só quem reclama das urnas são os candidatos derrotados. Ledo Ivo e engano. A candidata Janete Capiberibe foi proporcionalmente a Deputada mais votada do Brasil; e no meu artigo que vai acima ela faz uma declaração nada favorável à confiabilidade da geringonça. E pra não achar que estamos démodé, que apostamos no atraso, chupa essa manga: a Lei Capiberibe Nº 131 é o advento do século da era da informática, e é tão confiável quanto o jogo do bicho, porque também vale o que está escrito…

    Escrito por Ademir Pedrosa | 17/07/2010, 0:04

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