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Leite materno:muito mais do que leite, amor – por Professor Alcides de Oliveira

Na natureza os animais mamíferos tem uma necessidade premente ao nascer, que é o de se alimentar imediatamente ao dar o primeiro suspiro, alimentação essa que está logo ali, está ao seu dispor no seio de quem lhe deu a luz, ou seja, a mãe.

Os seres humanos, ao se enquadrar nessa ramificação, encontra essa necessidade natural ao nascer e essa necessidade é suprida, é saciada ao seguir seu instinto de sobrevivência, que por sua mãe ao ser colocado no seio, esse passa a sugá-lo freneticamente, na busca da obtenção de algo que o satisfazerá e o manterá vivo, e esse algo é um maná que Deus, através da natureza, colocou a sua disposição em forma de leite, em forma de leite materno, pois é produzido  pela pessoa humana que acabou de lhe dar a vida, a sua mãe.

Esse liquido precioso ao ser sugado e absorvido pelo sistema fisiológico desse que acabara de nascer, por certo lhe trará conseqüências maravilhosas no que diz respeito a todos os processos de desenvolvimento físico, livrando-lhe de males que o espreitam, livrando-lhe de aspectos de fome e assim tornando-lhe desde o seu início de vida, em uma pessoa saudável, protegida contra ações causadoras de doenças, que possam causar dor e sofrimento ao ser   pequenino,  que com certeza trará conseqüências danosas ao corpo por toda a vida, se essa fome, essa sede não for saciada com o sagrado liquido da vida.

Os animais irracionais assim o fazem, eles matam a fome e a sede de seus filhotes com o leite de suas mamas, eles tem o precioso liquido para proteger seus filhotes, mas eles somente tem isso através do instinto animal irracional que busca a sobrevivência, o ser humano nesse mister tem muito e muito mais, o ser humano ao ser racional tem a sensibilidade da alma, tem o amor do coração, tem o querer dar-se inteiramente em favor da sua cria, ele trás a graça de Deus ao procurar antecipar na proteção a tudo que possa fazer mal agora e no futuro àquele ser que acabou de nascer, e uma dessas proteções, talvez a mais importante, é o dar o leite, que é fruto do seu sangue, fruto das suas entranhas, nessa proteção, e assim esse ato de dar torna-se muito mais que um ato de amamentar, de dar o leite, mas torna-se um ato de um grande, de um fantástico ato de amor, porque esse ser nascente sendo carne de sua carne e sangue do seu sangue é merecedor não só desse leite protetor, mas merecedor de sua própria vida, porque ali está além do corpo, uma alma nascida e ofertada por Deus, através de uma outra grande alma, que é a sua mãe, fiel depositária do liquido da vida a ser depositado em favor do seu amado rebento e portanto, o amamentar tornado-se o dar vida.

A temporalidade em que esse ato possa ser vivenciado entre esses dois seres amados por Deus, não pode ser um problema, ele deve ser pactuado até que a própria natureza decida em favor dos dois o momento de desmamar, e nesse momento, conforme o que preceitua as normas existenciais, os dois estarão plenamente preparados para seguir o caminho abundantemente cheio de vida.

Nossas mães tucujus, nossas mães amapaenses, estão de parabéns, pois com certeza não tem esse problema de temporalidade para doar o liquido da vida, ao contrário, estão estatisticamente ficando muito mais tempo com seus filhotes nos seus seios e muitas vezes com filhotes de outras, fazendo jus assim a uma merecida honraria pelo Governo Federal às mães do Estado do Amapá, mas muito mais do que isso, certamente os que mais estão dando os parabéns são seus filhos, nesse momento, nos seus seios carregados do liquido da vida e, portanto derramando de amor.

alcides.oliveira2005@ig.com.br

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