O arranjo final das coligações foi sempre assim e assim será. Uma disputa encarniçada cuja sobrevivência depende da força política que ostenta.
Como fazem os filhotes de lobo ao brigarem por espaço no colo da mãe loba, que após o empurra, empurra , cessa quando todos se acomodam da forma que melhor tire partido da posição conquistada.
Analogia à parte, em algumas coligações, como do PP, em que a cabeça é o governador Pedro Paulo Dias a coisa andou preta. Não foram só empurrões. Teve ameaças, socos , ponta-pés e uma choradeira sem fim.
A fila que começou pequena, pois apenas o PDT, que foi governo oito anos e indicara Pedro Paulo como sucessor do projeto da harmonia, tinha candidato, cuja postulação, considerada pacífica, dependia do interesse e vontade dos indicados trabalhistas.
A princípio ninguém queria. Considerada um azarão, os militantes pedetistas preferiam tentar a sorte n’outras praias. Tanto que Conceição Medeiros, Anésia Nunes, Alberto Goes [escolhido depois] entre outros, passaram. Marilia Goes, ex-primeira dama queria, mas teria sido recusada, não se sabe bem por que.
Foi quando a força da máquina do governo, como se diz, entrou em campo. Com a caneta numa mão e a porta do cofre aberta na outra, o governo operou miséria em causa própria. A ordem era dizimar a concorrência, estivesse onde estivesse.
Investiu onde pôde, inclusive no PT, a maior de todas as batalhas e perdeu. Manteve, no entanto, sua base intocada, apesar da resistência de Jorge Amanajas [PSDB] e Lucas Barreto [PTB], como Pedro Paulo, companheiros de harmonia. A idéia era construir uma ossatura forte para enfrentar a Frente Popular, cujo lugar no returno estaria garantido.
A batalha ganhou corpo quando o governo anunciou seu ambicioso [ ou fantasioso?] programa de obras que anda falando realizar até o final do ano, projetos que passaram incólumes sete anos. Caso da ampliação da rede física do sistema de saúde, cujo orçamento, antes, perdia feio para gastos com festas juninas, shows artísticos, carnavais, futebol, etc e tal.
Foi quando o DEM, parceiro histórico do PSDB, bateu em retirada da coligação tucana, até então pacífica em favor de Amanajas e Serra.
Começou a sangria na base do candidato da AL, para alguns com a ajuda do Prefeito Roberto Goes, ainda considerado por Jorge um aliado inestimável. Trabalhou a favor do primo Waldez Goes, fortalecendo sua campanha ao Senado.
Para muitos a tentativa de enfraquecer Jorge resulta da contrariedade de Sarney com a rebelião do PMDB contra sua vontade, situação que lhe compromete junto a Lula e Planalto.
O investida do Governo foi para valer e ninguém recusar, afirmou Moises Souza [PSC], inimigo do Setentrião, que teve seu partido abalado pelo valor da oferta [ um milhão de reais, segundo ele], deflagrando uma luta fratricida que envolveu o ex-deputado Waldenor Guedes, que falava em nome de grupos evangélicos, interessados na proposta governista.
As denuncias do deputado Moisés Souza são gravíssimas, mas como sempre ninguém se espantou e se interessou saber sobre sua veracidade. Nem o “nosso guardião” Ministério Público, acostumado com os rumos do dinheiro público que quase sempre é desviado de suas finalidades, não chegando ao cidadão.
No final parece que todos saíram ilesos. A definição por Alberto Goes [PDT] era a vitória da lógica sobre a ignorância. O PDT, depois de oito anos no governo, não poderia abdicar do poder que a vice tem. Que nem Waldez Goes, caso se eleja, poderá garantir.
Os vencidos ficaram pelo caminho, caso do DEM, chegado de última hora, que queria emplacar Josué Alcolumbre, irmão do Deputado Davi, cuja eleição anda difícil.
Perdida a guerra tentou barganhar o setor de comunicação do governo [ por que será?], que PPD não topou. Provocaria atrito com outros setores da mídia, um dos pilares do governo.
O PC do B, quase um nanico não fosse por sua história, aliado de sempre do governo, queria Evandro Milhomem, sua maior liderança no cargo de vice. Puro mecanismo de defesa. Como Davi é um dos candidatos com dificuldades para se reeleger.
O PT queria também. Não sei bem como poderia Nilza Amaral, preposta de Dalva Figueiredo, alcançar esse prêmio. Afinal fora derrotada fragorosamente na convenção do seu partido, que decidira coligar com o PSB, tornando-a figura inócua, sem poder de decisão, que nem o fato de pertencer a Executiva Nacional conseguiu reanimá-la.
Dalva Figueiredo rebelou-se contra a decisão da maioria do PT e isso poderá lhe custar caro. E sua reeleição, já considerada improvável, algo inalcançável sem o abrigo do PT que lavou as mãos e do palanque de Dilma que sonhara montar com SARNEY e harmonia.
Tudo por um punhado de cargos e forte dose de rancor ao PSB que lhe abandonara em 2002 por Waldez Goes, no segundo turno, hoje seu aliado.
Nas idas e vindas do amor e do rancor, uma coisa está cada dia mais clara. O partido do Setentrião produziu estragos na base do PSDB que mesmo assim se salvou.
O PTB de Lucas procura administrar um batalhão de recrutas nanicos e uma possível intervenção no PSOL que representa seu passaporte para a “oposição”.
Já a reinventada Frente Popular [PT/PSB], depois das graves investidas do governo, de Sarney e Dalva, caminha segura para mais uma batalha.
A maior dificuldade está na resistência encontra para convencer o TRE de manter-se eqüidistante das candidaturas e garantir um pleito sem os vícios costumeiros que desrespeitam a vontade da sociedade.
O quadro indica que haverá uma guerra particular entre o governo e Jorge Amanajas, pois ambos acreditam ser melhor para a harmonia. E os dois contra Lucas Barreto que vem roubando a cena ultimamente e representa um risco pelo apoio que tem do empresariado.
De Lucas Barreto contra a Frente Popular [PSB/PT] ao tentar intrometer-se numa praia que não é a sua, na tentativa de se passar por oposição, artimanha atribuída a Sarney que teve a sagacidade de “embebedar” o PSOL para lhe emprestar um rótulo que não lhe senta bem.
A tese é que os candidatos ao returno sairão dessas refregas domésticas. Jorge e seu PSDB contra Pedro Paulo e PP, e Lucas[PTB] contra PSB/PT de Camilo Capiberibe. E todos contra o candidato da Frente Popular, haja vista que , historicamente, o PSB sempre esteve no segundo turno.
Bira, o Carlos Pororoca já está metido extorsão.Porque ele não fala dos Fichas Sujas do PTB, todos com grande gravidade já que foram condenado por roubo do dinheiro público.O especialista Carlos Pororoca vai preso outra vez.
Essa turma da “harmonia” faz qualquer coisa pra manter a chave do cofre do orçamento público sob domínio, agora na maior cara de pau, quer impor figura política de direita,que ao longo dos mandatos que exerceu como deputado estadual nunca teve identidade popular, ligado às questões das lutas sociais, pelo contrário sempre foi e é aliado de políticos conservadores, como se fosse de oposição à essa elite que domina os poderes no nosso estado. Na verdade é mais um golpe que a harmonia pretende dar ao povo nessas eleições.Político tem lado, assume posição, portanto esse golpe de tentar se dizer de oposição é ridiculo e demonstra o menosprezo que a harmonia tem pela nossa inteligência.
Sempre leio seus artigos pois reforçam a certeza que tenho sobre como um ser humano pode se deixar influenciar a ponto de se tornar um grande alienado. Sempre que o faço, lembro-me de Diderot que afirmava que “Do fanatismo à barbárie não há mais do que um passo.” Acho que falta pouco.
Esse “bereco”, que sequer tem a hombridade de assinar o próprio nome, não nega que é regiamente pago pela harmonia, ou seja, é mais desqualificado um a serviço da máfia.res res res…
Pedro.