Da agência Estado – A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o edital do leilão de energia nova que o governo pretende realizar no dia 30 de julho. A Agência também aprovou os preços-teto das tarifas dos três projetos de novas hidrelétricas, cujas concessões serão disputadas na concorrência. Assim, para a Hidrelétrica de Garibaldi, em Santa Catarina,(175MW), o preço teto da energia ficou em R$ 133,00 por MW/h. Para a usina de Ferreira Gomes, no Amapá, (153 MW), o teto é de R$ 83,00 por MW/h. E para a Usina de Colíder, no Mato Grosso, (300 MW), o preço máximo foi fixado em R$ 116,00 por MW/h.
Conseguirão os contratos de concessão para construir e operar essas usinas os empreendedores que se dispuserem a cobrar o menor preço pela energia, abaixo dos tetos previamente fixados.
O leilão do dia 30 de julho deverá contar com a presença de uma quarta nova hidrelétrica, que já possui contrato de outorga e assim só entrará no leilão não fase de disputa pelo contrato de venda de energia. Trata-se da Hidrelétrica Santo Antonio do Jari, no Amapá, (300 MW).
Um comentário para “Aneel aprova edital do leilão de energia nova”
O curioso é que no EIA-RIMA do Aproveitamento Hidrelétrico de Ferreira Gomes, está dito que a usina irá produzir 253 MW, manobra realizada pela empresa Odebrecht com o apoio da Eco-Tumucumaque.
Quando da audiência pública realizada no auditório da UEAP questionei acerca dos custos de implantação dessa usina, que segundo documentos apresentados está estimado em 1,3 bi de reais.
Fiz a seguinte comparação: Belo Monte está orçada em 20 bi de reais e irá gerar cerca de 11.000 MW;
Ferreira Gomes está orçada em 1,3 bi de reais e irá gerar cerca de 153 MW;
Conclusão: ou Belo Monte está subfaturada (o que não acredito) ou Ferreira Gomes está superfaturada?
Nem empresa (Odebrecht), nem SEMA, nem Eco-Tumucumaque me responderam essa questão. Aliás não responderam nenhum dos oito questionamentos feitos por mim.
Estive recentemente em visita à Hidrelétrica Coaracy Nunes, nosso Paredão, e obtive a informação que estão sendo viabilizadas as construções de mais duas usinas hidrelétricas no rio Araguari: uma lá no Paredão e outra acima de Porto Grande ( localidade de Caldeirão), essa estratégia juntamente com a construção do Linhão de Tucuruí irá possibilitar que o Amapá passe da condição de exportador de energia hidroelétrica para o Brasil, situação essa que num primeiro momento parece boa, porém não estão sendo discutidos com seriedade os impactos (sociais, ambientais, econômicos, culturais…) decorrentes desses empreendimentos.
O curioso é que no EIA-RIMA do Aproveitamento Hidrelétrico de Ferreira Gomes, está dito que a usina irá produzir 253 MW, manobra realizada pela empresa Odebrecht com o apoio da Eco-Tumucumaque.
Quando da audiência pública realizada no auditório da UEAP questionei acerca dos custos de implantação dessa usina, que segundo documentos apresentados está estimado em 1,3 bi de reais.
Fiz a seguinte comparação: Belo Monte está orçada em 20 bi de reais e irá gerar cerca de 11.000 MW;
Ferreira Gomes está orçada em 1,3 bi de reais e irá gerar cerca de 153 MW;
Conclusão: ou Belo Monte está subfaturada (o que não acredito) ou Ferreira Gomes está superfaturada?
Nem empresa (Odebrecht), nem SEMA, nem Eco-Tumucumaque me responderam essa questão. Aliás não responderam nenhum dos oito questionamentos feitos por mim.
Estive recentemente em visita à Hidrelétrica Coaracy Nunes, nosso Paredão, e obtive a informação que estão sendo viabilizadas as construções de mais duas usinas hidrelétricas no rio Araguari: uma lá no Paredão e outra acima de Porto Grande ( localidade de Caldeirão), essa estratégia juntamente com a construção do Linhão de Tucuruí irá possibilitar que o Amapá passe da condição de exportador de energia hidroelétrica para o Brasil, situação essa que num primeiro momento parece boa, porém não estão sendo discutidos com seriedade os impactos (sociais, ambientais, econômicos, culturais…) decorrentes desses empreendimentos.