Por Dione Amaral, do Ministério Público
Wellington Luiz Costa Raad, que no início da investigação se apresentava como um dos maiores amigos da vítima Marcelo Konishi e íntimo da família, é revelado pela investigação como algoz autor do triplo assassinato praticado na noite do dia 10 de maio de 2010.
Wellington Luiz Raad Costa, 19, foi indiciado como o assassino de Caroline Camargo Rocha Passos, 34, Marcelo Konishi, 17, e Vitória Konishi, 11. A primeira fase da investigação foi concluída e apresentada pela Polícia Civil, pela Promotoria de Investigações Cíveis e Criminais (PICC) e pela Polícia Técnico-Científica (Politec) na manhã dessa sexta-feira, 21.
Alguns pontos da investigação foram apresentados, como a dinâmica do crime e o percurso que o acusado fez no dia do crime. Segundo o delegado Celson Pacheco, coordenador do Grupo Tático Aéreo (GTA), após assassinar as três vítimas, na noite do dia 10 de maio, Wellington foi lanchar com a namorada, que junto com uma amiga sentiram o “pitiú de sangue”.
Nessa noite ainda, Wellington estava de posse do celular de Vitória, o qual daria para a namorada. Além do aparelho de Vitória, levou ainda o celular de Caroline e o Playstation de Marcelo. “No dia 14 de maio, após intenso trabalho das equipes da PICC e da Polícia Civil, são localizados os bens retirados da casa da vítima, que foram jogados em um bueiro da avenida 1º de maio”, relatou o delegado Celson.
Wellington confirmou em seu depoimento que agiu sozinho, sem motivação conhecida. Delegados e promotores só chegaram ao réu confesso quando a namorada de Marcelo informou que ele estivera na noite do dia 10 de maio na casa da família. Os policiais buscaram o então suspeito para ser ouvido e receberam a informação de que ele teria lesões em sua mão esquerda. “Wellington informou para testemunhas que esse ferimento era decorrente de uma briga e que a namorada não deveria falar nada para ninguém”, revelou o delegado Celson. “Em depoimento, ele disse que tinha sofrido um assalto em sua residência”, destacou o promotor de Justiça, Flávio Cavalcante, da PICC.
No dia 14 de maio, sexta-feira, a Politec apresentou exame preliminar dando conta da existência de vários fragmentos de impressões digitais e palmar (com sangue) de Wellington na cena do crime. No mesmo dia, delegados de Polícia representam pela prisão preventiva do acusado. “O juiz plantonista decretou a prisão preventiva de Wellington para manutenção da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e garantia da aplicação da lei”, disse o delegado Roberto Prata, titular da Delegacia Especializada de Investigações de Crimes contra a Pessoa (Decipe).
Interrogado pelos delegados de polícias e promotores de Justiça, Wellington disse não lembrar os detalhes do crime, versão defendida até a fase final de investigação. “No dia 15 de maio, ele foi levado à casa das vítimas, a seu pedido, justificando que queria tentar lembrar detalhes do crime”, afirmou o promotor de Justiça, Flávio Cavalcante.
“Wellington, que no início da investigação se apresentava como um dos maiores amigos da vítima Marcelo e íntimo da família, foi revelado pela investigação como algoz autor do triplo assassinato praticado na noite do dia 10 de maio de 2010”, finalizou o promotor Flávio Cavalcante.
O acusado responderá como incurso no artigo 121, § 2º, inciso III(emprego de tortura e meio cruel) e IV(a traição e com uso de recursos que tornaram impossível a defesa das vítimas) combinado com artigo 61, inciso II, letra “h”(contra criança) e 69 (por três vezes) todos dispositivos do Código Penal.
Acompanhe a cronologia do caso
- Dia 11 de maio de 2010 (terça-feira)
- 10h17. CIODS recebe comunicação de que a empregada doméstica entra na residência situada na Rua João Sussuarana, bairro Jardim Equatorial, e encontra vários vestígios de sangue. Polícia Militar chega ao local e encontra três corpos em um quarto da casa.
- Polícia Técnica realiza o exame no local do crime;
- Corpos são necropsiados pelo Departamento de Polícia Técnica;
- São encontradas duas facas na casa (a empregada reconhece que as facas são da própria residência das vítimas);
- Dia 12 de maio de 2010 (quarta-feira)
- Várias hipóteses para os crimes são levantadas e estudadas pelas equipes;
- São observados inicialmente o desaparecimento do local do crime de alguns objetos, tais como os aparelhos de telefonia celular das vítimas Caroline Camargo e Vitória Konishi assim como, o Play Station Portable(PSP) da vítima Marcelo Konishi;
- O aparelho celular de Marcelo Konishi permaneceu no local dos crimes.
- Dia 13 de maio de 2010 (quinta-feira)
- Várias testemunhas são ouvidas pelas equipes de Delegados, sob o acompanhamento de Promotores de Justiça;
- Em depoimento, a namorada de Marcelo informa que Wellington Luiz Raad Costa estivera na noite do dia 10 de maio na casa da família encontrada morta;
- Policiais buscam Wellington para ser ouvido e recebe a informação de que ele apresenta lesões em suas mãos.
- Wellington presta depoimento e confirma que estivera na casa das vítima na noite do dia 10 de maio;
- Wellington apresenta versão de que fora vítima de agressões à faca em sua casa na noite do dia 12 de maio;
- Wellington é encaminhado para vários exames periciais.
- Dia 14 de maio de 2010 (sexta-feira)
- Equipes se desdobram na busca de provas;
- Após intenso trabalho de inteligência das equipes da PICC e da Polícia Civil, são localizados os bens retirados da casa da vítima, que foram jogados em um bueiro da Avenida 1º de maio;
- Polícia Técnica apresenta exame preliminar dando conta da existência de vários fragmentos de impressões digitais e palmar (com sangue) de Wellington na cena do crime.
- Delegados de Polícia representam pela prisão preventiva de Wellington;
- Juiz plantonista decreta a prisão preventiva de Wellington para manutenção da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e garantia da aplicação da lei.
- Wellington é preso e trazido à sede da Promotoria de Justiça de Macapá;
- Wellington é submetido a interrogatório pelos Delegados de Polícia, na presença de Promotores de Justiça e Advogados;
Dia 15 de maio de 2010 (sábado)
- No dia 15 de maio (sábado), Wellington é levado ao local dos crimes, a seu pedido, justificando que queria tentar lembrar detalhes do crime.
Dia 17 de maio de 2010 (segunda-feira)
- No dia 17 de maio são ouvidas a namorada de Wellington, amiga da namorada e mãe desta amiga. As três afirmam que encontraram Wellington por volta das 23h30 do dia 10 de maio (segunda-feira), e que Wellington ofereceu para a namorada o aparelho de telefonia celular com idênticas características do celular da vítima Vitória.
- Testemunha que limpou os ferimentos da mão esquerda afirma que Wellington tinha “Pitiú” de sangue.
- A namorada e amiga da namorada de Wellington viram na terça-feira (dia 11), dentro do carro de Wellington uma mochila cargueira, de cor rosa e lilás. Indagado sobre a mochila pelas duas, Wellington disse:
- “Larga isso daí que não é meu”
- Conforme colhido na escola de Vitória e confirmado pela empregada de sua casa, a mochila vista no carro de Wellington possuía enorme semelhança com a mochila escolar de Vitória.
- Franqueado pelo pai, no dia 17 de maio realiza-se busca na casa de Wellington onde dentro da cômoda do quarto foi encontrado adaptador de cartão com um microchip, com vídeos de Caroline Camargo.
Eu até agora me pergunto por quê de atitude tão cruel! Psicopatia? Simples assim?!Mata-se tres pessoas de uma familia,acaba-se com a história de vida de tres inocentes e observa-se depois a frieza de seu algoz! Jesus!Somos mesmo filhos do mesmo PAI???
Outro questionamento é em relação a divulgação nos nmeios de comunicação nacional, por que não houve?Essa barbárie deveria ser “capa” do Fantástico!
É LAMENTÁVEL INFAUSTO ACONTECIMENTO; A QUE PONTO CHEGA A CRUELDADE DE UM SER HUMANO; INFELIZMENTE ISSO ACONTECEU EM MACAPÁ.
manda esse prototipo de gente para o presidio……que la a justica e feita, pelos presidiarios
meu marido foi preso por pensão alimenticia foi jogado naquela penitenciaria sem direito pelo menos de se defender.depois de 3 dias ele foi motrto la dentro.agora esse assassino nao pode ir para o presidio esta numa casa de custodia com direito a toda mordomia.o que me conforta e que ele esta sorrindo com a justiças desses homems aqui na terra;mas a justiça divina ele nao vai escapar
até agora não acredito no desfecho deste caso. Muita coisa tem contradição… como a carol estava toda rocha por ter sido espancada.. fui ao velório dela e de branca/clarinha que ela era como aparece nas fotos, ela estava preta!!! ela foi espancada ou não??? não sabia que tinha morrido de infarto??? pois que eu saiba é de infarto que a pessoa fica negra após a morte. Se ele matou tão rapidamente como diz a pericia e os delegados qual o motivo das agressões a carol??? e porque tanta crueldade com a pequena vitória que mal ela cometeu??? foram mais de 40 facadas e por MAIS QUE A PERICIA PROVE!!! POR MAIS QUE ELE SEJA CONDENADO EU NÃO CONSIGO ACREDITAR QUE ELE TENHA FEITO ISSO SOZINHO!!! QUE A POLÍCIA DO AMAPÁ NÃO FIQUE DESACREDITADA PELO QUE TA FAZENDO!!! E QUE A JUSTIÇA SEJA FEITA!!! SÓ PARA TERMINAR FORAM 13FACADAS NA CAROLINE/14 NO MARCELO E MAIS DE 40 NA VITÓRIA!!!! MESMO QUE ELE TENHA GOSTADO DE MATAR!!! E A TORTURA QUE FOI OCULTA COMO EXPLICAR… ESPERO QUE A SOCIEDADE AMAPAENSE NÃO SE CALE E QUE ESSE CASO NÃO CAIA NO ESQUECIMENTO COMO MUITOS OUTROS… revolta é o que sinto….