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A Imprensa Amapaense e os Rumos do PT nas eleições 2010

Por Kelson Rocha
Nos últimos dias, alguns setores da imprensa amapaense vêm tentando pautar o debate interno no PT do Amapá, usando uma tática patética de que a Direção Nacional do PT intervirá na decisão que o partido no Amapá tomou no dia 17/05 e que provavelmente, será atualizada e aprofundada em questões cruciais, tais como: (i) O Programa de Governo; (ii) Um Projeto de Desenvolvimento para o Amapá; e (iii) As eleições 2012, na reunião do Diretório Estadual do PT no dia 24/05.

Só quem sabe dos debates internos no partido pode estar alimentando esses setores da imprensa, com informações que são estritamente internas, pois, mesmo que a possibilidade de intervenção nacional fosse possível no Amapá – coisa que não acredito, pois todos os procedimentos estão de acordo com o que rege o Estatuto e o Regulamento do processo eleitoral 2010 – politicamente a Direção Nacional do Partido, não cometeria esse equívoco, e não o cometeria por três motivos:

a) Uma nova maioria no PT: Desde o final PED 2009, uma nova maioria se consolidou internamente no Partido. Essa nova maioria desde a posse conseguiu eleger e compor os principais cargos da Comissão Estadual Executiva, e tem se consolidado enquanto um campo com atuação articulada, não permitindo que interesses particulares estremeçam essa relação.

b) O PSB como um importante aliado Nacional: O PSB é um aliado com peso político considerável no cenário nacional, principalmente depois da retirada, pela Direção Nacional do PSB, da candidatura de Ciro Gomes à Presidência da Republica e sua adesão “voluntária” a candidatura da companheira Dilma Rousseff, e uma intervenção poderia estremecer essa aliança nacional com o PT;

c) Uma decisão como essa não se volta atrás: A Direção Nacional do PT, jamais colocaria o PT do Amapá em uma posição desconfortável no Estado, apenas para atender interesses particulares de uma personalidade do Partido. Além disso, sabe que se fizer isso, o partido ficará mais dividido do que se encontra hoje.

Por isso, para esses setores da imprensa amapaense, que querem pautar, interferir e até mesmo influenciar os rumos que o partido tomará no Amapá, a Direção Estadual deve responder à altura e na política com bastante firmeza e tranqüilidade, deixando claro, que a posição de se fazer uma aliança com o PSB é e será irreversível e se trata, diga-se de passagem, de mais uma vez, o PT no Amapá fazer um esforço para reconstruir o campo democrático e popular no Estado, assim como foi feito em 1994, 1996 e 1998, quando o PSB deixou a desejar, não só com o PT, mais também com outros partidos que compunham com ele um campo de esquerda no Estado.

O que essa nova maioria no PT terá que fazer não é uma tarefa simples, até porque um setor dessa nova maioria no partido tem politizado até o que é “impolitizável”.

Portanto, por mais que se argumente que a “democracia interna tem que ser respeitada” não se pode impor derrotas sem a menor justificativa. A tentativa exaustiva de diálogo é necessária, e mais do que isso, é URGENTE, a não ser que essa nova maioria, não queira unificar e ter do seu lado, esse importante setor do partido, que felizmente hoje é minoria.

Se for isso, então estão cometendo um erro gravíssimo, pois um racha no partido nesse momento, não ajudará em nada na disputa eleitoral que se avizinha, além é claro de ser muito ruim para o partido, a sociedade e os partidos aliados ver o PT dividido.

Kelson Rocha é membro do Diretório Estadual do PT-AP

Siga Luciana no Twitter : www.twitter.com/lucapi

Comentários

2 comentários para “A Imprensa Amapaense e os Rumos do PT nas eleições 2010”

  1. A última intervenção que o PT fez foi,no Rio de Janeiro em 1998.Resultado, o PT/RJ, nunca mais conseguiu ter um candidato de peso para disputar uma eleição majoritária.

    Escrito por Benedito | 24/05/2010, 9:42
  2. TEM QUE HAVER SENSATEZ ENTRE OS COMPANHEIROS!

    Sejamos franco. As esquerdas no Amapá tem que parar com as vaidades e permitir que cada um tenha a sua vez de desenvolver o seu trabalho político.

    Penso que houve um erro em 2002, quando o PSB-AP, que tinha aliança com o PT-AP em 2 mandatos de JOÃO CAPIBERIBE (PSB-AP), não deveria ter lançado o nome de CLÁUDIO PINHO (PSB-AP) e, sim, ter apoiado a candidata do PT-AP, Dalva Fugueiredo, ao governo, naquela época.

    Se isso estivesse acontecido, não estaríamos nesse balaio de gato.

    Espero que as vaidades fiquem de fora e que prevaleça a coerência. Se as esquerda, relmente, quiserem governar esse Estado. Caso contrário, esses pilantras que estão no poder vão levar de novo.

    Chega de safadeza e vaidades!!!

    Escrito por TICO BAUHAUS | 24/05/2010, 11:56

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