Por Heverson Castro
O governo do Estado do Amapá (GEA) vem atuando em várias frentes segundo informações de funcionários da maternidade para identificar quem facilitou a entrada de repórteres do Fantástico para fazer as gravações sobre as mortes de bebês na Maternidade Mãe Luzia, que foram exibidas no último domingo, 02.
Dentre as ofensivas o GEA trabalha através da imprensa governista e utiliza a estratégia de desqualificar e atacar o Fantástico dizendo que o programa denegriu a imagem do Amapá e tentam com isso abafar o caso e criar justificativas vazias para explicar as cenas mostradas pelo programa televisivo.
Apesar de o governo Estadual agir em várias frentes em relação à maternidade, ele se omite em investigar efetivamente as razões que levaram as mortes dos recém nascidos, desde o dia 09 de fevereiro, época em que foram denunciadas e que o governo tem conhecimento do problema dentro da maternidade, mas até hoje não fez conclusão de sindicância administrativa, que tem prazo de conclusão de 30 dias, já vencido a pelo menos dois meses.
Na operação abafa no desgaste imposto pelas mortes dos recém- nascidos na maternidade, o governo do Estado deu um passo ousado ao articular o esvaziamento da sessão desta terça feira, 04, da Assembléia Legislativa para que o debate sobre o assunto não fosse transmitido pela rádio Assembléia na 94,5 FM.
Segundo informações de bastidores da AL, o governador Pedro Paulo Dias de Carvalho (PP-AP) agiu politicamente para esvaziar a sessão com objetivo de não repercutir o assunto da Maternidade que teve destaque nesta segunda-feira, quando o plenário aprovou requerimento de autoria do deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB-AP) que pede a convocação do secretário de Estado da Saúde, Elpídio Dias de Carvalho.
No segundo dia após a veiculação da matéria no Fantástico sobre a morte de bebês na Maternidade Mãe Luzia, se esperava muitas cobranças dos deputados na Assembléia Legislativa do Amapá, mas sem muita explicação, apesar de ter vários deputados na Casa não houve sessão.
Mesmo com a presença dos deputados de oposição Rui Smith (PSB-AP) e Camilo Capiberibe (PSB-AP), de forma estranha a secretaria legislativa anunciou que não haveria sessão nesta terça-feira, apesar de estarem presentes na casa os deputados Jorge Amanajás (PSBD-AP), Dalto Martins (PMDB-AP), Jorge Salomão (DEM-AP), José Soares (PDT-AP), Isaac Alcolumbre (DEM-AP), Alexandre Barcellos (PSDB-AP), Edinho Duarte
(PP-AP), Paulo José (PR-AP) e Joel Banha (PT-AP).
Nesta quarta-feira, 05, ficou claro que o governo do Estado está agindo e pressiona a AL para não repercutir o assunto. Motivo de mais uma vez não ter sessão na casa de leis. Com essa manobra ficam duas indagações no ar. Será que o presidente da AL, deputado Jorge Amanajás, fez acordo com o governador Pedro Paulo para tentar preservar a já desgastada imagem do governo? Ou Pedro Paulo, já tem a maioria dos deputados da AL em sua base?
Comentários
Nenhum comentário para “Governo Pedro Paulo articula e impõe lei do silêncio na AL sobre mortes de bebês no Amapá”
Comentar