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Artigo

Meu Botafogo e do Armando Nogueira – Por Ademir Pedrosa

pedrosademir@hotmail.com 

A literatura e a língua portuguesa está em mim, no meu DNA. Meu território literário, onde nele me espraio prazerosamente, em prosa e verso.  Gosto de todos os gêneros das letras. Sou fã de carteirinha do escritor Armando Nogueira, maior cronista esportivo de todos os tempos. Sempre li e escrevi sobre o poeta dos esportes. Botafoguense ilustre que elevou o futebol a categoria mais alta de todos os esportes.

Escrevi, por exemplo, sobre uma crônica lírica que o poeta fez ao craque Zico. Por conta disso, perguntaram-me inadvertidamente se eu era – com licença da palavra – flamenguista. Respondi que não, que sou alfabetizado, que sou botafoguense. Desculpa aí a sacanagem. Mas me chamar de flamenguista é o Ó… 

Armando Nogueira se foi, virou estrela. A mesma estrela que pulsa magnífica no peito de cada botafoguense. E virou paradigma aos outros clubes, que se utilizam da estrela para ilustrar honrosamente em seus escudos cada campeonato conquistado. Estrela de fogo porque é chama, mas que seja infinita enquanto brilha – paráfrase de outro nobre torcedor alvinegro, Vinícius de Moraes. 

A história da Filosofia (mãe de todas as ciências) se divide em dois estádios, pré e pós-socráticos; Sócrates foi a Filosofia, viveu sua essência. Mas foram seus discípulos Platão e Aristóteles que registraram para os anais da história a vida de Sócrates, sem a qual a humanidade seria um enigma.

O futebol é, hoje, o maior esporte do mundo graças a Santos e Botafogo; e é um dos segmentos do esporte que consegue ser sozinho mais popular que as Olimpíadas. E foi Armando Nogueira quem testemunhou e registrou os ensinamentos da arte do futebol, protagonizados por dois dos maiores gênios da humanidade, Garrincha e Pelé.

Eu costumo dizer – e até reivindicar – que Santos e Botafogo em todos os campeonatos que participassem não haveria de cair. Mesmo que fossem lanternas, os fonas da tabela seriam intocáveis, permaneceriam firmes como o Corcovado, dignamente na 1ª Divisão. Ora, times que tiveram duas majestades no futebol – data venia –, é hors-concours. Estão acima das camadas de turbulência. Bem acima de onde está a pobre mãe do juiz ladrão.

Botafogo e Santos encantaram o mundo com o futebol brasileiro, com os dribles desconcertantes de Garrincha e os gols de letra de Pelé. O futebol depois desses dois gênios da arte da pelota (Sua Majestade, a Bola) é desde sempre o maior esporte do mundo, porque haverá sempre aquele que quer dar um drible como Garrincha ou fazer um gol como Pelé.

Ainda que dos títulos honoríficos Santos e Botafogo sejam merecedores, os dois alvinegros dignificam a camisa que vestem: Botafogo e Santos são Campeões de 2010. Aliás, para o Botafogo o título deste ano de 2010 era favas contadas, previsto no filme “Xuxa e os Trapalhões”, de 1989.

E neste ano de 2010 o Botafogo ia passar batido? Já estava escrito nas estrelas. Se as premonições vislumbram alguma coisa, não esquecer que em 1910 o Botafogo comemorou seu 1º campeonato. Único carioca que até hoje é verdadeiramente Tetra – quatro vezes seguidamente campeão, sem nenhum hiato: 1932, 1933, 1934, e 1935.

O Botafogo até a Copa-2014 no Brasil, vai formar o melhor time do Planeta. O botafoguense Eike Batista (empresário de 30 bilhões de dólares) vai comprar os passes dos melhores jogadores do mundo para o Bota, e os jogadores vão subir de cotação no mercado futebolístico. Caio (garoto de 18 anos), por exemplo, vai valer uma grana preta. Isto porque ele é reserva, se for titular vai ser mais caro que qualquer Messi, Ronaldo e Kaká na vida. Duvida? Rum!, quem viver, verá…

O Campeão Armando Nogueira está em paz ao lado de Deus. E que o Santo Deus me perdoe se cometo blasfêmias. Mas – juro por Deus! –, eu desconfio de que o Senhor seja botafoguense. Senão como explicar ter colocado no mundo um anjo de pernas tortas que fez o diabo com os adversários? Deus escreve certo por linhas tortas – Amém!

P.S.: Crônica à jornalista alvinegra Girlene Oliveira. Ela merece. Também mereço, mas ela me nega cruelmente e sem o menor pudor. Mas deixe estar, quem quer pegar o passarinho não diz xô…

Siga Luciana no Twitter : www.twitter.com/lucapi

Comentários

2 comentários para “Meu Botafogo e do Armando Nogueira – Por Ademir Pedrosa”

  1. Parece maluco, mas não é, é genial. Parabéns Ademir.

    Escrito por Pedro Lino | 3/05/2010, 22:08
  2. Lino,

    Você está correto. Eu sou maluco. Maluco pelo meu Botafogo. Obrigado pelo parabéns. Meu Botafogo merece…

    Escrito por Ademir Pedrosa | 4/05/2010, 21:37

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