O ex-secretário de Governo, Alberto Góes, que deixou o governo do Amapá junto com o ex- governador Waldez Góes, que renunciou ao cargo para concorrer a uma cadeira no Senado, está dando plantão na sede do BNDES, no Rio de Janeiro. O plantão objetiva apressar um financiamento junto ao BNDES, com a desculpa de viabilizar os últimos meses de governo do Amapá. O interessante é que entre 2003 e 2008, o governo do Amapá não recorreu ao BNDES, deixou para fazê-lo no apagar das luzes da administração em outubro de 2009. Essa atitude provoca um cheiro de fio desencapado e queimado no financiamento. A situação e a insistência de Góes são atitudes tão atípicas que surpreenderam até os técnicos do BNDES. Apenas em outubro de 2009, o governo do Amapá resolveu buscar os primeiros recursos do BNDES que são subsidiados pelo Tesouro Nacional. Quem pescou as informações sobre esse imbróglio foi à deputada federal Janete Capiberibe (PSB-AP) que solicitou informações ao banco. Do pedido de outubro de 2009, o BNDES liberou R$ 136,48 milhões, para serem investidos em obras de infraestrutura. Mas, o governo do Amapá não informa onde estão sendo investidos os recursos. É uma caixa-preta. Agora, o governo do Amapá pediu mais R$ 204 milhões, que estão sendo toureados pelo ex-secretário Góes, pois precisam ser liberados até 30 de junho por causa do ano eleitoral. Tudo isso é muito estranho, pois o governo do Amapá pretende em seis meses fazer o que não fez em um período de seis anos. É o caso típico de fio desencapado em ano eleitoral. Segundo o subsecretário do Tesouro Eduardo Coutinho “a operação não está finalizada. Só foram aprovados os limites e condições para acessar o financiamento. Para ser liberado, o pedido ainda precisa receber o sinal positivo da Procuradoria da Fazenda Nacional, sobre as garantias da União, e ser assinado o convênio”. O porreta é que esses financiamentos têm um ano de carência, portanto vão sobrar para os próximos ocupantes da cadeira de governador do Amapá. Que tal, o Ministério Público Federal, já que os recursos são do Tesouro Nacional, pedir informações ao governo do Amapá sobre o destino dado ao financiamento já liberado e o que será dado aos R$ 204 milhões que podem ser liberados.
Esse dinheiro (200 milhões) vai sair com muita dificuldade. Mas, os quase 1 bi que o governo do Amapá quer não sai.