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Curtinhas

Charles Marques rumo a AL

O deputado Ricardo Soares(PTdoB) será arguido publicamente hoje na Assembléia Legislativa, mais um passo para que ele assuma uma vaga de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Amapá. No lugar de Ricardo Soares quem assume é o suplente Charles Marques(PTdoB) de Santana, que já pode ir tirando o paletó do armário.

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Comentários

2 comentários para “Charles Marques rumo a AL”

  1. Prezado amigo Charles Marques,

    Em junho de 1865, o Paraguai já estava em guerra com o Brasil há 6 meses. Uruguaiana estava ocupada por 10.000 homens, e Corumbá, por 2.000. A Argentina perdera a Província de Corrientes. O Exército paraguaio tinha
    quase o dobro do efetivo das forças argentinas, brasileiras e uruguaias combinadas. Por outro lado, o potencial humano e econômico destes três países era maior, dando-lhes vantagem a médio prazo (motivos, pretextos e
    resultados da guerra não vêm ao caso para esta narrativa).

    A chave das operações para os dois lados estava no controle do uso dos rios Paraná e Paraguai, que eram as principais artérias de comunicação da região. Se os paraguaios o conservassem, poderiam abastecer suas tropas e até avançar. Caso a Tríplice Aliança o conquistasse, seria possível anular as conquistas paraguaias e levar a guerra ao próprio Paraguai.

    O palco escolhido para esta operação foi a confluência dos rios Paraná e Riachuelo, na Província de Corrientes. As 2a e 3ª Divisões da Esquadra brasileira, sob o Chefe-de-Divisão (hoje Contra-Almirante) Francisco Manuel Barroso, estava fundeada no Paraná, dando cobertura a operações em terra. A margem esquerda (leste) do Paraná era ocupada pelos paraguaios, e em suas
    altas barrancas foram camuflados Batalhões de infantaria e Baterias de artilharia.

    Na manhã de 11 de junho de 1865, 9 vapores paraguaios, comandados pelo
    Capitão-de-Navio Meza, aproximaram-se velozmente, aproveitando-se da correnteza favorável, e passaram pelos brasileiros, em direção do Riachuelo. Foram primeiro avistados pela Canhoneira Mearim, que deu o alarme. Barroso, a bordo da Fragata Amazonas, deu ordem de suspender e perseguir o inimigo.

    Às 09 h 25 min, com a batalha a começar, Barroso mandou hastear no mastro da Amazonas o sinal “O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever”, seguido de outro, com instruções de combate: “Atacar e destruir o inimigo o mais de
    perto que cada um puder”. Foi então que as tropas paraguaias em terra subitamente abriram fogo. A situação tornou-se confusa e perigosa para os navios brasileiros, que também viram-se atacados por chatas artilhadas
    rebocadas pelos vapores paraguaios, e encontraram bancos de areia desconhecidos, num ponto onde o Riachuelo tem cerca de 200 m de largura.

    As Canhoneiras Jequitinhonha e Parnahyba encalharam. A primeira, apesar de
    atacada por três navios paraguaios, conseguiu manter todos, e mais canoas com infantes, à distância. Já a Parnahyba não teve tanta sorte. Os vapores
    Paraguay, Tacuary e Salto acostaram e seus tripulantes abordaram a canhoneira. A luta no convés foi intensa, por mais de uma hora, pois os brasileiros recusaram-se a render o navio. Entre os mortos, estavam o
    Guarda-Marinha João Greenhalgh, o Imperial Marinheiro Marcílio Dias e dois oficiais do 9o Batalhão de Infantaria do Exército, o Capitão Pedro Afonso Ferreira e o Tenente Feliciano Maia (o Batalhão estava embarcado na Esquadra, juntamente com uma Bateria de Artilharia, tanto para ação naval quanto para eventuais desembarques). Fuzileiros e Artilheiros do então Batalhão Naval (atual Corpo de Fuzileiros Navais) também participaram da batalha.

    Por fim, Barroso (mais tarde feito Barão do Amazonas) acorreu, com a Fragata Amazonas e as Canhoneiras Mearim e Belmonte, repelindo os navios paraguaios e socorrendo a Parnahyba. A perda desta foi assim evitada. As chatas paraguaias, levadas pela correnteza ou com a munição esgotada, representavam menos perigo. Barroso decidiu bombardear as posições paraguaias em terra com sua Divisão, causando grandes danos e perdas. Então, aproveitando o fato de sua fragata ter rodas laterais de propulsão e construção sólida, ele atacou diretamente os navios paraguaios, abalroando-os com sua proa. Neste momento, subiu seu terceiro e último sinal na batalha: “Sustentar o Fogo que a Vitória É Nossa”!

    A Amazonas atingiu, e pôs a pique, três navios paraguaios: o Jejuy, o Salto e o ex-Marquês de Olinda (este era um navio brasileiro capturado a 12 de novembro de 1864, num dos pretextos para o início da guerra). O Capitão Meza, diante desta situação, e
    gravemente ferido (ele morreu alguns dias depois), retirou-se com os seis navios que lhe restavam rio acima, em direção ao Paraguai. Após quase 10 horas de combates, a Batalha do Riachuelo estava terminada.

    Barroso conquistara uma incrível vitória tática, apesar de grandes desvantagens. Nenhum navio brasileiro foi destruído ou capturado, apesar de encalhes, abordagens, superioridade inimiga, e das graves perdas humanas (os paraguaios também lutaram corajosamente, com grandes baixas na Esquadra e em terra). Estrategicamente, o resultado foi extraordinário, pois as tropas paraguaias em Uruguaiana foram forçadas a se renderem em 19 de setembro, Corrientes foi em grande parte liberada, e a Marinha
    paraguaia não mais desempenhou qualquer papel na guerra. Os aliados passaram a dominar totalmente a navegação fluvial fora do Paraguai, com grande liberdade de ação e logística. Foi possível montar o acampamento de Tuiuti, base de operações por 2 anos e local das duas maiores batalhas campais da América Latina. A ação do Riachuelo só não foi totalmente decisiva devido à poderosa Fortaleza de Humaitá, transposta apenas a 19 de fevereiro de 1868. A partir de então, a guerra ainda durou mais de dois anos…

    Portanto, caro amigo, seu trabalho árduo e silencioso realizado diuturnamente, te trouxe até esse momento. Você venceu essa batalha, porém, há a necessidade de prosseguir, na certeza de que a guerra não acabou. É hora de continuar sua luta diária para o fortalecimento político, econômico e social do nosso Estado do Amapá na Assembléia Legislativa.

    “Sustentar o Fogo que a Vitória É Nossa” é uma excelente frase, compacta, forte e de mensagem positiva para você nesse momento.

    “O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever”

    “Atacar e destruir o inimigo o mais de perto que cada um puder”

    “Sustentar o Fogo que a Vitória É Nossa”

    (sinais do Chefe-de-Divisão (hoje Contra-Almirante) Francisco Manuel Barroso, mais tarde Barão do Amazonas, à Esquadra brasileira, durante a Batalha Naval do Riachuelo, a 11 de junho de 1865).

    Parabéns Charles!

    Comandante Rubens

    Escrito por Comandante Rubens | 27/04/2010, 12:05
  2. VOTEI EM CHARLES E NÃO ME AREPENDO POIS ACREDITO QUE VAI FAZER UMA MUDANÇA EM MACAPÁ CO SEUS PROJETOS VC TAMBÉM PODE FAZER ESSA DIFERENÇA ACREDITANDO NO TRABALHO DE CHARLES AMIGO DO POVO.

    Escrito por JOICILEIDE | 4/10/2010, 9:19

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