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Meritocracia e eficiência do estado – artigo e curtinhas Por Rup Silva

Rupsilva

Li na Veja, com desusado interesse, a entrevista de Aécio Neves [PSDB], que acaba de deixar, sob aplausos, o governo das Minas Gerais.

Entrevista que desfila uma série de conceitos como bem administrar um governo, fato que levou, com certeza, as graças de 92% dos mineiros, aí inclusos petistas e adversários históricos.

Ouso incluir mais três requisitos aos conceitos do ex-governador, sem os quais dificilmente o governante preenche as exigências à realização de um governo qualificado.

São eles: bom programa [ou projeto] de governo, orçamento equilibrado e justo distribuído entre os poderes do Estado e interação com a sociedade, objeto de qualquer governo.

A falta de qualquer desses requisitos, torna inviável a criação do ambiente que produza o estado de“ bem estar social”, criado pela social democracia alemã, sem dúvida o objetivo da maioria dos governos do velho continente nos dias de hoje.

O Amapá, desgraçadamente, há algum tempo, padece do mal de não ter plano algum. Foi Janary Nunes [primeiro governador], pela necessidade a implantar as bases do ex- Território Federal, quem fez um arremedo de plano , no entanto, sem as bases da moderna ciência administrativa.

Coube a Capiberibe e às forças de resistência, que sucedera Azevedo Costa, fracasso como prefeito municipal, imprimir uma nova forma de gerir os recursos públicos.

Gostem ou não os opositores de Capiberibe, foi quem colocou o orçamento para atender as populações carentes. Tornou-se, a partir de então, uma referência política.

Os governos socialistas que vieram depois de Aníbal Barcelos [primeiro governador eleito do Estado] contribuíram para arejar a política regional.

Então mergulhada na repartição viciada e “institucionalizada” do orçamento publico, forma encontrada pelo legislativo e demais poderes de pressionar o executivo a aplicar o orçamento em prejuízo da maioria.

O orçamento era usado para construir a riqueza da elite dirigente do Estado, de graduados empresários [olha eles aí novamente!], políticos aliados que construíram grandes fortunas nessa época.

Essa turma tanto se acostumou a “mamata”, que ainda hoje não consegue tocar seus negócios sem as benesses do Estado, notadamente os empresários.

O governo socialista, que junto com o PT, construiu uma Frente Popular que governou por oito anos [1995- 2002] o Amapá, restabeleceu quatro requisitos importantes à gestão do Estado: plano de governo, meritocracia, orçamento justo e participação popular.

O suficiente para lhe render uma briga com os Poderes do Estado, por conta de injustificado e crescente aporte de recursos, para os quais não havia explicação.

O PDSA, o plano de governo do PSB, nos moldes do pensamento de Aécio NEVES, com certeza não fazia parte da forma de governar o estado, até que PSB e PT assumissem o poder.

Foi no governo de Barcellos que cargos de confiança, de assessoramento superior, dentre tantos, foram privatizados e passaram a pertencer a políticos e aliados e não mais à burocracia do Estado.

Prática que se revelaria perniciosa ao desenvolvimento do Estado, uma das razões do nosso atraso, que voltará a se desenvolver quando os fundamentos da lavra do ex-Governador mineiro voltar fazer parte do ideário dos administradores, como ocorreu no governo socialista do PSB e PT. Mudanças urgentes e indispensáveis!

POUCAS E BOAS

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CURTO E GROSSO. Deu n’Globo. A julgar pela disposição do Procurador Geral da União, ROBERTO GURGEL, xerife da sociedade, o bicho vai pegar no pleito vindouro.

Foi implacável: “parece indiscutível, da parte do Ministério Público e também do TSE, a necessidade de sermos mais rigorosos, de termos posição extremamente rigorosa em relação a atuação no período da pré-campanha e da campanha”. Disse mais: o papel da Justiça Eleitoral é garantir o equilíbrio do pleito desse ano, quando deverá resultar em muitas punições.Traduzindo: se depender de GURGEL,  vem chumbo grosso”, por aí!

FALSOS DEMOCRATAS. Desta forma podemos definir a atitude da s várias facções de jovens estudantes, do PC do B e outras vertentes do movimento, como da UECSA, no manifesto do DCE da UNIFAP e outras organizações estudantis, sindicatos e partidos políticos contra do aumento abusivo da tarifa de transporte urbano [ônibus].

Em meio à gritaria, agressões físicas e verbais os “comunas” fizeram uma clara opção pela proposta da PMM, contrariando princípios basilares do velho comunismo e defesa intransigente da população necessitada. Sinal dos tempos!

ROMBO. Um velho conhecido nosso dá as caras. O rombo da SUDAN. São valores estratosféricos. Apenas cinco bilhões de reais. Envolvido até o pescoço, como é do conhecimento geral, JADER BARBALHO [PMDB], da base de apoio do Lula.

O esquema é o de sempre: uso de laranjas, em nome de quem se fez as mais tenebrosas operações. Tenho quase certeza que SARNEY [PMDB], habita esse submundo.

DESESPERO. É o estado atual do Senador PAPALEO PAES [PSDB] candidato a reeleição. Sua reeleição corre grave risco. Tenta seduzir o PSB.

Esse reuniu a Executiva e definiu política de aliança: pode conversar com JORGE AMANAJAS [PSDB], candidato do partido ao governo. Da mesma forma PT[sem candidato] e PTB[ leia-se LUCAS BARRETO], também candidato.O tucano ficou sem o apoio buscado.

Fora das conversações, tudo leva a crer, só mesmo PEDRO PAULO [PP], por razões obvias: tem compromisso inarredável com o PDT.

OS NÓS DE PEDRO PAULO. São muitas as dificuldades de PEDRO PAULO [PP] para colocar seu time em campo, comenta-se na cidade, embora corra atrás do tempo perdido.

É consenso quase geral que WALDEZ GOES [PDT], ex-governador, deixou para se definir na undécima hora. Por conta disso, de todas as candidaturas, a de PEDRO PAULO parecia a mais frágil.

WALDE GOES, que seria um “padrinho” político de peso nas eleições, teria saído enfraquecido do governo, deixado um déficit sem precedente, não consolidara sua liderança e estranhamente perdendo espaço no governo, dando entender que sua companhia estaria incomodando PEDRO PAULO na corrida ao SETENTRIÃO.

De dentro do bloco de apoio de GÓES vem a reclamação do excesso de espaço ocupado, pelo deputado depois da reforma da equipe de governo.

Isso dificultaria novas alianças. Seus críticos reclamam que o deputado, ex-alinhado aos BORGES [PMDB], troca de partido como quem troca de roupa, conforme a sua conveniência.

Dizem mais: o PT, pretenso aliado, só apóia o PP se indicar o vice na chapa. Ai o caldo entorna. Esse cargo já tem dono: O PDT comandado pelo Deputado Federal Sebastião Rocha, fiador de PEDRO PAULO.

ENTENDENDO A SAÍDA DE DANTAS. Sua exoneração permite várias interpretações. O petista estaria certo de sua nomeação a Secretaria Estadual de Saúde, calcada em méritos; teria deixado o cargo de Adjunto, portanto, por iniciativa pessoal; o PT estaria sendo forçado a negociar e que só faria se  fosse escolhido vice.Por fim, a saída de DANTAS seria a senha do PT, indicando que não haveria mais acordo. Escolha uma.

A SINA DE BORGES. E GILVAM BORGES [PMDB]?Alguém sabe definir seu destino?. O“queridinho” de SARNEY, sem alternativa, deve compor a chapa de LUCAS BARRETO, naturalmente que a mando do “chefe” que tem um enorme pepino a resolver no Maranhão com a reeleição da filha ROSEANE, para aonde deverá dirigir todos os seus recursos.

Mas sua pretensão esbarraria em WG que disputa o mesmo cargo [SENADOR DA REPUBLICA], mesmo abandonado pelo ex-guru e orientador político.

MAIS. Foi motivo de matéria n’O GLOBO: GOVERNO FEDERAL vai privatizar pequenas hidrelétricas, dentre elas a de Ferreira Gomes, do Amapá, que produz 155 megawats. Ninguém pediu, fez lobby ou trabalhou para que isso acontecesse. E agora PT?+++ JOSE SARNEY parece ter abandonado WALDEZ GOES. Reclamam seus aliados, que já não são tantos assim. Entregue a própria sorte, o ex-governador tenta salvar sua candidatura+++ Nem seus desafetos da AL estão descartados+++ Não se espante se PSB e PT refizerem a FRENTE POPULAR que lhes deu dois mandatos. O PT já teria um pretendente a vice, o advogado WAGNER GOMES, simpatizante da aliança com os socialistas+++ O DEPUTADO JOEL BANHA também quer. Caso tenha que apostar faça-o em BANHA+++ O PSOL, no lançamento de PLINIO ARRUDA a PRESIDECIA DA REPÚBLICA, HELOISA, à cotè, deixou claro a necessidade de manter a tese do respeito ao  programa partidário e sua carta de princípios+++ RANDOLFO RODRIGUES e CLÉCIO VIEIRA, desta forma, seriam obrigados retornar ao antigo regaço+++ Para alguns acabou a brincadeira de esconde-esconde+++ Segundo JR GUGZO [ VEJA, última página], Lula não corrige nenhum dos erros que comete, pois acabou convencido que não erra nunca; alem disso é estimulado o tempo todo a continuar errando+++ Por hoje é tudo.

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