Preciso de uma ajuda de vocês para escolher qual a melhor resposta ao texto do jornalista goiano Rogério Borges “Amapá, uma abstração” – foram cinco textos-artigos que chegaram por email ou como comentário. Deixo claro aqui que conforme havia dito no enunciado não aceito textos que contenham ofensas pessoais. Também não foram aceitos textos assinados com pseudônimos. Quem clicou no texto do Rafael Capiberibe e se deparou com um texto meu, peço que clique novamente para poder ter acesso ao artigo. Estão concorrendo: Amapá, uma abstração? – Por Kelly Tork, O Amapá para gregos e goianos – Por professor Alcides de Oliveira, O Amapá existe – Por Rafael Capiberibe, Caro “jornalista” Rogério Borges – por Aline Monteiro, Se o Amapá existe? Venha até o Norte pra conferir! – Por Karen Cardoso. O vencedor ganhará um exemplar do livro “A história secreta da Rede Globo” de Daniel Herz. A votação será até domingo na enquete postada aí ao lado. Boa sorte a todos.
12 comentários para “Ajuda de vocês para escolher o melhor artigo”
“Crônica”: Amapá, uma abstração
Eis que em no início desde mês se publicou o texto “Amapá, uma abstração” na seção “Crônicas & Outras Histórias” no Magazine / O Popular (Jornal de Goiânia, 07/04/2010), de autoria de Rogério Borges. Muitos amapaenses tomaram conhecimento do conteúdo do referido texto pela internet e se indignaram, a qual o autor declara ser do gênero crônica no seu blog, por talvez ter sido publicada com sendo dessa categoria.
Há de se considerar, que um texto do gênero crônica pode trazer no seu corpo estrutural e no seu conteúdo: narração, descrição, dissertação relacionados a fatos, eventos diversos e com linguagens múltiplas, mesclando-se entre a literatura e ciência, reportagem e literatura, poesia e informação, linguagem poética, jornalista e artística, a subjetividade de quem escreve, sensibilidade estética, às vezes humor, sacarmos e/ou visão de mundos, com um diálogo com os seus leitores virtuais ou leitores que pegam os jornais, oscilando a sua materialização entre os eventos reais ou fictícios, é inegável.
A produção das crônicas pode ser relacionada a uma obra literária, um acontecimento esportivo, político, a vida cotidiana, entre outros aspectos ou fatos históricos, e por esse motivo, se classificam em várias categorias, como Machado de Assis (Boas dias!), Clarice Lispector (Uma imagem de prazer), Rubem Braga (O Padeiro), Raquel de Queiroz (Talvez o último desejo), Graciliano Ramos (IX), Lya Luft (A Conquista da Velhice), Fernando Sabino (O Homem Nu), e tantas outras crônicas de brasileiros que são fascinantes e admiráveis, as quais fazem pulsar aos seus leitores sorrisos, lágrimas e emoções por também sermos brasileiros.
Mas se nos remetermos a Rogério Borges (Amapá, uma abstração), não é difícil identificar a aproximação do título da sua “crônica” ao texto de Damnus Vobiscum (Abraxas: uma abstração), publicado como ensaio em 17/03/2010 no site RECANTO DAS LETRAS (http://recantodasletras.uol.com.br/). Nem tão pouco, precisamos ser um notório conhecedor sobre as obras dos cronistas brasileiros para perceber a adaptação que fez Rogério Borges do texto de Diogo Mainard (Podia ser Marabá Ou Quixadá) que se encontra em (http://veja.abril.com.br/250505/mainardi.html), publicada na Revista Veja, Edição 1906, 25 de maio de 2005, conforme o site citado. Estaria Rogério Borges procurando satirizar a goleada de 7 a 0 que o time – São José do Amapá levou do Goiás? Esse é o motivo do dito jornalista de vocação, como ele se autodenomina ter escrito o texto “Amapá, uma abstração”? Estaria, Rogério Borges, aproveitando o resultado do jogo para tentar alçar um vôo rápido na seção de “Crônicas & Outras Histórias” do Jornal Magazine / O Popular? Ou ainda, a questão que não quer calar: É possível pontuar até vai à fronteira ou o limite da liberdade de expressão de um(a) escritor(a), com o momento onde se inicia a ofensa pública a um Estado da Federação Brasileira, seu povo, sua cultura, sua história por um texto publicado na categoria de crônica?
Não ousarei expor o meu julgamento quanto às questões apresentadas, as quais o seu texto levou-me a refletir, mas como amapaense, que está acostumada a acordar e dormir quando estou em Macapá com canto do Rio Amazonas, essa é minha resposta ao texto que já foi bastante criticado e repudiado pela internet por cidadãos, ressalte-se que inclusive por mais de uma Unidade Federada. Para finalizar, como povo hospitaleiro que somos, convido a Rogério Borges para conhecer in locu nosso estado para quem sabe inspirado pela cordialidade, beleza natural, o fenômeno do equinócio e a imponência da Fortaleza de São José, gastronomia, entre outros aspectos, talvez possa compreender a nossa indignação ao ler o seu texto, e quem sabe, de fato escrever uma crônica em que o nome do Amapá possa ser impresso nela, ou seja, uma crônica em que se respeite à diversidade cultural, a jovialidade de um Estado e se reconheça seus valores locais nas mais diversas áreas, no campo da política, artes, saúde, educação, segurança pública e na militância dos movimentos sociais, em fim, as manifestações culturais, artísticas, religiosas e intelectuais que emanam e fazem parte da história do Amapá e assim da história do Brasil, mas acima de tudo, ao povo amapaense.
Eliane Leal Vasquez
Amapaense e professora – IAPEN / EESJ / Mestre e doutoranda em História da Ciência – PUC/SP
Elege esse tal de YASHÁ não sei dq junto com o tal Rogério,os dois são iguais e mereciam entra p/o livro dos recordes, p/falarem tanta m….kkkkkk
Aposto que estudaram nos mesmos colégios,se é que estudaram,pq 01 não conhece nem o mapa do Brasil….he he
Luciana querida,vc devia procurar fazer coisas + interessantes ao invés de estar dando IBOPE p/esses sem cultura.Corres o rísco de ficar “sem cérebro” iguais a estes.Todos os que defenderam o Amapá merecem aplausos,ponto.
As brincadeiras regionais existem, às vezes nós mesmos amapaenses, nos chamamos de índios em brincadeiras ou situações que demonstrem tal atitude. Brincar com um gaúcho lhe chamando de gay, com um baiano lhe chamando de preguiçoso, um mineiro pelo seu sotaque caipira ou um goiano pelas duplas caipiras é muito diferente de criar um texto de cunho jornalístico e jogar na cabeça das pessoas as idéias, as imaginações e as tantas asneiras que Rogério Borges escreveu sobre o Amapá. Quem leu o texto, percebe a forma preconceituosa como Rogério se refere ao Estado, como um lugar que não fizesse parte desse imenso Brasil que muito é conhecido por seus complexos contrastes regionais, sociais, econômicos, etc. Cheguei a me recusar em acreditar que Rogério Borges um cidadão brasileiro formado em comunicação social com habilitação em jornalismo escrevesse tanta inutilidade, como ele conseguiu sem nunca ter aqui conhecido escrever essa crônica, que ele mesmo diz não ser mais uma crônica. Questionei-me, acho que é esse Rogério Borges que não existe! Como ele pode nos chamar de abstração?! Nossa imensa Amazônia que tanto temos zelo e respeito e por isso ganhamos o mérito de ser o mais preservado do país, linha do equador, ah quanta satisfação em ter passando em um bairro vizinho ao meu, Fortaleza de São José de Macapá, maior fortificação portuguesa já construída no período colonial, obrigado Portugal. Ainda bem que nunca em batalhas foi utilizada, nenhum canhão e por isso hoje ela nos enche os olhos com seu perfeição e sua forte presença na frente da cidade. Obrigado Beija-Flor que levou para a maior manifestação popular do mundo, o carnaval, um tema que nos orgulharia e nos honraria e como reconhecimento, o título do carnaval do Rio de Janeiro. Rogério Borges, você conseguiu penetrar no ego dos amapaenses, olha que até quem não é amapaense e vive por essa terra maravilhosa, se sentiu ofendido pelas suas incrédulas palavras. Recusaria-me a ler um texto seu novamente. Enquanto sua retratação era o mínimo que você poderia fazer por ofender tantas pessoas que são tão brasileiras quanto você.
“Eu amo você terra minha amada
Minha oca meu iglu, minha casa
Eu amo você pérola azulada conta
No colar de deus, pendurada
A benção minha mãe…
… Já aprendi a ser parte de você
Respeitar a vida em sua barriga
Quantos mais vão aprender…”
Zé Miguel ( compositor e cantor amapaense)
Talvez, meu caro jornalista Rogério Borges algumas palavras dessa composição não fazem parte do seu dia-a-dia, mas para um povo como o nosso, da Amazônia, já esta embutida em nossa cultura, nossas crenças, nossas vidas. E na segunda parte da música, muitos já vieram de fora e hoje fazem parte desse brilhante ambiente, pessoas que vem em busca de ter uma vida melhor, pessoas que vêem aqui, uma grande oportunidade de realizar seus sonhos e hoje são filhos dessa terra, pessoas que aprenderam a respeitar esse lugar. Quantos mais vão aprender? Gosto muito quando pessoas como você, não lhe chamaria de ignorante, mas sim uma pessoa completamente desinformada e fora do contexto, chegam aqui e se surpreendem com o que vêem.
Impressionante como em nosso país esse preconceito regional ainda exista de forma tão notória e marcante quando em contrapartida, nosso Brasil tem mais de 80% de sua população miscigenada. Já basta a Europa achar que é o berço da civilização, e por falar em civilização, onde esta civilização nisso tudo? Devemos sempre nos questionar o que é civilização. A supremacia de outras regiões sobre a região norte é evidente, é tão evidente que ate sobre os nortistas exerce um fascínio. Um nortista virou galã de novela, todos achamos impressionante, um nortista foi selecionado para participar do big brother e todos se surpreendem mais uma vez, o nortista ganhou um prêmio de empreendedorismo e mais um encanto, o melhor professor da faculdade é do sul, mas quando ele fala que é do norte, ninguém dá à ele o mérito que merece. Enfim, valorizar o que é nosso nunca é demais, vamos acordar e nos sentir capaz como qualquer outro brasileiro, como qualquer branco, qualquer negro, qualquer índio, afinal vivemos em uma sociedade que mesmo que os direitos não sejam distribuídos de maneira iguais à todos, mas eles existem e por eles que devemos lutar.
Ao resto, fica minha profunda satisfação de ser comparados aos índios, fica a minha profunda satisfação de deles descender, um povo que construiu grande parte da historia do país e hoje é respeitado por uma minoria da sociedade brasileira, um povo tão guerreiro que até hoje, mesmo desprovido de toda a educação que temos, continuam lutando pelo seu espaço social, pela sua qualidade de vida que deles foram roubados a mais de 500 anos. Descender de um povo guerreiro é uma honra. Descender de negro é uma glória, obrigado Zumbi, sua luta jamais teria sido em vão, para nos livrar de uma país racista e preconceituoso que herdou da “civilização” européia a supremacia da cor, da raça. Embora sua vontade de querer ser livre e viver como qualquer outro cidadão tenha ocorrido há muito tempo, ainda hoje lutamos contra esse preconceito que nos algemou na cor da pele e na nossa descendência um entrave que ate hoje combatemos contra tantos Rogérios Borges. Esse não será o último, virão muitos outros depois dele, mas aqui desse lado do país, existem pessoas civilizadas sempre prontas para dar uma informação sobre essa região tão esquecida e tratada com demérito pelo resto do país.
pow esse Joao paullo goméz deu a resposta que ele merecia. com muita civilidade e informação. Vamos acordar galera, valorizar mesmo o que é nosso. sabemos das maravilhas que temos aqui. das pessoas fantásticas que aqui vivem. Esse texto sim foi o melhor, o cara falou de preconceito e racismo,algo que a sociedade brasileira herdou há mais de 500 anos e que até hj tem reflexos na nossa sociedade. e Rogério Borges, aprenda a ser um cronista de verdade.
Pq falar tão mal do Amapá…
pessoinhas devem vir aki no amapá para conhecer essa terra linda, onde ñ há comflitos de policias e traficates, aonde ñ existe pessoas explodindo bancos e caixas, aonde ñ te assaltam e te matam,simplesmente aki no Amapá conseguimos ser felizes…
ñ q aki ñ existe violencia e drogas, mais q todos deveriam respeitar a cultura de cada um !!!
“Crônica”: Amapá, uma abstração
Eis que em no início desde mês se publicou o texto “Amapá, uma abstração” na seção “Crônicas & Outras Histórias” no Magazine / O Popular (Jornal de Goiânia, 07/04/2010), de autoria de Rogério Borges. Muitos amapaenses tomaram conhecimento do conteúdo do referido texto pela internet e se indignaram, a qual o autor declara ser do gênero crônica no seu blog, por talvez ter sido publicada com sendo dessa categoria.
Há de se considerar, que um texto do gênero crônica pode trazer no seu corpo estrutural e no seu conteúdo: narração, descrição, dissertação relacionados a fatos, eventos diversos e com linguagens múltiplas, mesclando-se entre a literatura e ciência, reportagem e literatura, poesia e informação, linguagem poética, jornalista e artística, a subjetividade de quem escreve, sensibilidade estética, às vezes humor, sacarmos e/ou visão de mundos, com um diálogo com os seus leitores virtuais ou leitores que pegam os jornais, oscilando a sua materialização entre os eventos reais ou fictícios, é inegável.
A produção das crônicas pode ser relacionada a uma obra literária, um acontecimento esportivo, político, a vida cotidiana, entre outros aspectos ou fatos históricos, e por esse motivo, se classificam em várias categorias, como Machado de Assis (Boas dias!), Clarice Lispector (Uma imagem de prazer), Rubem Braga (O Padeiro), Raquel de Queiroz (Talvez o último desejo), Graciliano Ramos (IX), Lya Luft (A Conquista da Velhice), Fernando Sabino (O Homem Nu), e tantas outras crônicas de brasileiros que são fascinantes e admiráveis, as quais fazem pulsar aos seus leitores sorrisos, lágrimas e emoções por também sermos brasileiros.
Mas se nos remetermos a Rogério Borges (Amapá, uma abstração), não é difícil identificar a aproximação do título da sua “crônica” ao texto de Damnus Vobiscum (Abraxas: uma abstração), publicado como ensaio em 17/03/2010 no site RECANTO DAS LETRAS (http://recantodasletras.uol.com.br/). Nem tão pouco, precisamos ser um notório conhecedor sobre as obras dos cronistas brasileiros para perceber a adaptação que fez Rogério Borges do texto de Diogo Mainard (Podia ser Marabá Ou Quixadá) que se encontra em (http://veja.abril.com.br/250505/mainardi.html), publicada na Revista Veja, Edição 1906, 25 de maio de 2005, conforme o site citado. Estaria Rogério Borges procurando satirizar a goleada de 7 a 0 que o time – São José do Amapá levou do Goiás? Esse é o motivo do dito jornalista de vocação, como ele se autodenomina ter escrito o texto “Amapá, uma abstração”? Estaria, Rogério Borges, aproveitando o resultado do jogo para tentar alçar um vôo rápido na seção de “Crônicas & Outras Histórias” do Jornal Magazine / O Popular? Ou ainda, a questão que não quer calar: É possível pontuar até vai à fronteira ou o limite da liberdade de expressão de um(a) escritor(a), com o momento onde se inicia a ofensa pública a um Estado da Federação Brasileira, seu povo, sua cultura, sua história por um texto publicado na categoria de crônica?
Não ousarei expor o meu julgamento quanto às questões apresentadas, as quais o seu texto levou-me a refletir, mas como amapaense, que está acostumada a acordar e dormir quando estou em Macapá com canto do Rio Amazonas, essa é minha resposta ao texto que já foi bastante criticado e repudiado pela internet por cidadãos, ressalte-se que inclusive por mais de uma Unidade Federada. Para finalizar, como povo hospitaleiro que somos, convido a Rogério Borges para conhecer in locu nosso estado para quem sabe inspirado pela cordialidade, beleza natural, o fenômeno do equinócio e a imponência da Fortaleza de São José, gastronomia, entre outros aspectos, talvez possa compreender a nossa indignação ao ler o seu texto, e quem sabe, de fato escrever uma crônica em que o nome do Amapá possa ser impresso nela, ou seja, uma crônica em que se respeite à diversidade cultural, a jovialidade de um Estado e se reconheça seus valores locais nas mais diversas áreas, no campo da política, artes, saúde, educação, segurança pública e na militância dos movimentos sociais, em fim, as manifestações culturais, artísticas, religiosas e intelectuais que emanam e fazem parte da história do Amapá e assim da história do Brasil, mas acima de tudo, ao povo amapaense.
Eliane Leal Vasquez
Amapaense e professora – IAPEN / EESJ / Mestre e doutoranda em História da Ciência – PUC/SP
Vão me queimar em praça pública se eu disser que, dentre todos, o artigo original – o do Rogério Borges – continua sendo o melhor?
o texto de kelly tork está sensacional na minha opnião ela deveria ganhar
Elege esse tal de YASHÁ não sei dq junto com o tal Rogério,os dois são iguais e mereciam entra p/o livro dos recordes, p/falarem tanta m….kkkkkk
Aposto que estudaram nos mesmos colégios,se é que estudaram,pq 01 não conhece nem o mapa do Brasil….he he
Luciana querida,vc devia procurar fazer coisas + interessantes ao invés de estar dando IBOPE p/esses sem cultura.Corres o rísco de ficar “sem cérebro” iguais a estes.Todos os que defenderam o Amapá merecem aplausos,ponto.
E a mim, vão me crucificar se eu disser que o Yashá está com a razão?
e a mim? o que farão se eu disser que o Ademir tem razão?
As brincadeiras regionais existem, às vezes nós mesmos amapaenses, nos chamamos de índios em brincadeiras ou situações que demonstrem tal atitude. Brincar com um gaúcho lhe chamando de gay, com um baiano lhe chamando de preguiçoso, um mineiro pelo seu sotaque caipira ou um goiano pelas duplas caipiras é muito diferente de criar um texto de cunho jornalístico e jogar na cabeça das pessoas as idéias, as imaginações e as tantas asneiras que Rogério Borges escreveu sobre o Amapá. Quem leu o texto, percebe a forma preconceituosa como Rogério se refere ao Estado, como um lugar que não fizesse parte desse imenso Brasil que muito é conhecido por seus complexos contrastes regionais, sociais, econômicos, etc. Cheguei a me recusar em acreditar que Rogério Borges um cidadão brasileiro formado em comunicação social com habilitação em jornalismo escrevesse tanta inutilidade, como ele conseguiu sem nunca ter aqui conhecido escrever essa crônica, que ele mesmo diz não ser mais uma crônica. Questionei-me, acho que é esse Rogério Borges que não existe! Como ele pode nos chamar de abstração?! Nossa imensa Amazônia que tanto temos zelo e respeito e por isso ganhamos o mérito de ser o mais preservado do país, linha do equador, ah quanta satisfação em ter passando em um bairro vizinho ao meu, Fortaleza de São José de Macapá, maior fortificação portuguesa já construída no período colonial, obrigado Portugal. Ainda bem que nunca em batalhas foi utilizada, nenhum canhão e por isso hoje ela nos enche os olhos com seu perfeição e sua forte presença na frente da cidade. Obrigado Beija-Flor que levou para a maior manifestação popular do mundo, o carnaval, um tema que nos orgulharia e nos honraria e como reconhecimento, o título do carnaval do Rio de Janeiro. Rogério Borges, você conseguiu penetrar no ego dos amapaenses, olha que até quem não é amapaense e vive por essa terra maravilhosa, se sentiu ofendido pelas suas incrédulas palavras. Recusaria-me a ler um texto seu novamente. Enquanto sua retratação era o mínimo que você poderia fazer por ofender tantas pessoas que são tão brasileiras quanto você.
“Eu amo você terra minha amada
Minha oca meu iglu, minha casa
Eu amo você pérola azulada conta
No colar de deus, pendurada
A benção minha mãe…
… Já aprendi a ser parte de você
Respeitar a vida em sua barriga
Quantos mais vão aprender…”
Zé Miguel ( compositor e cantor amapaense)
Talvez, meu caro jornalista Rogério Borges algumas palavras dessa composição não fazem parte do seu dia-a-dia, mas para um povo como o nosso, da Amazônia, já esta embutida em nossa cultura, nossas crenças, nossas vidas. E na segunda parte da música, muitos já vieram de fora e hoje fazem parte desse brilhante ambiente, pessoas que vem em busca de ter uma vida melhor, pessoas que vêem aqui, uma grande oportunidade de realizar seus sonhos e hoje são filhos dessa terra, pessoas que aprenderam a respeitar esse lugar. Quantos mais vão aprender? Gosto muito quando pessoas como você, não lhe chamaria de ignorante, mas sim uma pessoa completamente desinformada e fora do contexto, chegam aqui e se surpreendem com o que vêem.
Impressionante como em nosso país esse preconceito regional ainda exista de forma tão notória e marcante quando em contrapartida, nosso Brasil tem mais de 80% de sua população miscigenada. Já basta a Europa achar que é o berço da civilização, e por falar em civilização, onde esta civilização nisso tudo? Devemos sempre nos questionar o que é civilização. A supremacia de outras regiões sobre a região norte é evidente, é tão evidente que ate sobre os nortistas exerce um fascínio. Um nortista virou galã de novela, todos achamos impressionante, um nortista foi selecionado para participar do big brother e todos se surpreendem mais uma vez, o nortista ganhou um prêmio de empreendedorismo e mais um encanto, o melhor professor da faculdade é do sul, mas quando ele fala que é do norte, ninguém dá à ele o mérito que merece. Enfim, valorizar o que é nosso nunca é demais, vamos acordar e nos sentir capaz como qualquer outro brasileiro, como qualquer branco, qualquer negro, qualquer índio, afinal vivemos em uma sociedade que mesmo que os direitos não sejam distribuídos de maneira iguais à todos, mas eles existem e por eles que devemos lutar.
Ao resto, fica minha profunda satisfação de ser comparados aos índios, fica a minha profunda satisfação de deles descender, um povo que construiu grande parte da historia do país e hoje é respeitado por uma minoria da sociedade brasileira, um povo tão guerreiro que até hoje, mesmo desprovido de toda a educação que temos, continuam lutando pelo seu espaço social, pela sua qualidade de vida que deles foram roubados a mais de 500 anos. Descender de um povo guerreiro é uma honra. Descender de negro é uma glória, obrigado Zumbi, sua luta jamais teria sido em vão, para nos livrar de uma país racista e preconceituoso que herdou da “civilização” européia a supremacia da cor, da raça. Embora sua vontade de querer ser livre e viver como qualquer outro cidadão tenha ocorrido há muito tempo, ainda hoje lutamos contra esse preconceito que nos algemou na cor da pele e na nossa descendência um entrave que ate hoje combatemos contra tantos Rogérios Borges. Esse não será o último, virão muitos outros depois dele, mas aqui desse lado do país, existem pessoas civilizadas sempre prontas para dar uma informação sobre essa região tão esquecida e tratada com demérito pelo resto do país.
pow esse Joao paullo goméz deu a resposta que ele merecia. com muita civilidade e informação. Vamos acordar galera, valorizar mesmo o que é nosso. sabemos das maravilhas que temos aqui. das pessoas fantásticas que aqui vivem. Esse texto sim foi o melhor, o cara falou de preconceito e racismo,algo que a sociedade brasileira herdou há mais de 500 anos e que até hj tem reflexos na nossa sociedade. e Rogério Borges, aprenda a ser um cronista de verdade.
quero sabe do texto que ele escreveu
Pq falar tão mal do Amapá…
pessoinhas devem vir aki no amapá para conhecer essa terra linda, onde ñ há comflitos de policias e traficates, aonde ñ existe pessoas explodindo bancos e caixas, aonde ñ te assaltam e te matam,simplesmente aki no Amapá conseguimos ser felizes…
ñ q aki ñ existe violencia e drogas, mais q todos deveriam respeitar a cultura de cada um !!!
parabens pelo trabalho maravilhoso