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Assembléia Legislativa

Prefeito cassado patrocina agressões contra o deputado Camilo Capiberibe

Por Eduardo Neves

Na manhã desta segunda-feira, 12, na Assembleia Legislativa do Amapá, o deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB/AP) denunciou que foi o prefeito de Macapá, Roberto Góes (PDT/AP) quem patrocinou através de militantes seus, as agressões com objetivo de desqualificar a posição do parlamentar socialista contra o aumento da tarifa da passagem de ônibus.

Além de orientar a mídia governista a exibir uma montagem com imagens feitas pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura, nas quais o parlamentar é vítima de agressões da parte de militantes do prefeito. Durante o final de semana, o prefeito cassado mandou pichar o tapume da obra da Assembléia Legislativa com a frase “Fora Camilo”.

“Quem foi mandado embora foi ele (Roberto Góes), que foi cassado seis vezes pela Justiça Eleitoral”, disse Camilo ao solicitar à presidência da AL que mande pintar a frase que foi pichada no tapume da obra. “Apenas a título de esclarecimento não respondi nem em 2006 e nem em 2008 a nenhuma ação por crime eleitoral, diferentemente do prefeito cassado”, esclareceu o deputado do PSB.

Em nome do parlamento estadual se pronunciou o deputado Dalto Martins (PMDB/AP), que prestou solidariedade e repudiou as agressões e o pichamento da AL. “Quero dizer deputado Camilo, que não aceitamos agressões contra parlamentares, pois hoje foi com o senhor e amanhã poderá ser contra outro deputado e até contra a própria Casa. Me solidarizo, com o senhor e vou solicitar a administração da Casa que tome providências o mais rápido possível e que faça a pintura do tapume”, garantiu o deputado Dalto Martins, que presidia a sessão da AL.

VANDALISMO – A campanha difamatória ao trabalho do deputado Camilo Capiberibe, começou na última quarta-feira, 07, quando o parlamentar socialista participou e apoiou o Ato de estudantes contrários ao aumento da passagem de ônibus em Macapá de R$1,95 para R$ 2,55.

Naquela oportunidade, militantes pró-Roberto Góes, impediram a fala do deputado Camilo no Ato e o agrediram com palavras de ordem “Fora Camilo”, cortando os microfones e desligando o carro-som.

Após, este fato a coordenação do movimento estudantil divulgou nota de repúdio ao Ato dos “vândalos” e em solidariedade ao deputado Camilo, e expulsaram os militantes da União da Juventude Socialista (UJS) e da União Nacional dos Estudantes (UNE) ligados ao prefeito, dos próximos Atos de protesto.

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