A obsessão cega de Sarney
Quando governo [oito anos], o PSB manteve Sarney longe das decisões sobre os rumos do Estado. Não foi consultado para nada, passou obscuro, por oito anos não deu uma mísera contribuição ao Estado que prometeu servir e que teria força no Senado.
A decisão dos socialistas – leia João Alberto Capiberibe, uma liderança nova saída da vontade popular, governador então, sangra até os dias de hoje.O ponto culminante do conflito foi o patrocínio da cassação dos mandatos do ex-governador e sua esposa Janete eleitos legitimamente pelo povo amapaense no peito de 2002.
Decisão esdrúxula da Suprema Corte, cujo voto de desempate de Nelson Jobim, então presidente da instituição, causou estranheza por quebrar uma longa tradição das cortes supremas que na dúvida [ o empate então estabelecido] o voto de minerva deve favorecer o réu. Pareceu naquele momento que Jobim assim decidira para atender um pleito do amigo Sarney, de quem foi Ministro de Estado no seu governo, e seria de partido [ PMDB] depois.
No Senado Federal, Renan Calheiros, fiel discípulo e aliado de Sarney – contra clamores quase unânime da casa, então sob intensa comoção, ratificou a decisão do STF, negando ao casal o amplo direito de defesa que os levou a denunciar no plenário da casa como uma ação maquiavélica de Sarney, fato corajoso e inédito, que agravou mais o contencioso.
A decisão favorecia Gilvan Borges [PMDB] que ganhou um mandato que perdera nas urnas. Pra frente as coisas só fizeram azedar tendo Capiberibe desempenhado papel importante na derrota de Roseane, sua filha, para Jackson Lago[PDT] ao governo do Maranhão em 2006.
Aqui Sarney jurou alijar os Capiberibe da vida pública, trabalhando dia e noite para isso. Concebeu a harmonia, sistema de dominação política que juntou setores atrasados, mas importantes do Estado: políticos, empresários, partidos [PT inclusive], meios de comunicação, inclusive o Poder Judiciário, segundo alguns, como braços armados do projeto, com o objetivo explicito de se perpetuar no Estado e eliminar a oposição socialista.
Diante da resistência do PSB e de seu desempenho nas urnas – sempre um risco as suas pretensões continuistas, trabalhou o seu isolamento, privando-o do tempo de propaganda eleitoral, e de aliados que pudessem robustecer sua coligação.
Embora perdesse os pleitos, o PSB continuava ostentar a condição de canal onde melhor se expressava a sociedade e residiam suas esperanças de mudanças, resultado de um trabalho obstinado de educação política dos humildes e excluídos. Uma das facetas dos lideres socialistas.
Tanto que nas eleições ao Estado em 2006 e a Prefeitura em 2008, as derrotas continuam ainda hoje repercutindo como obra de uma fraude eleitoral, comandada por Sarney conforme afirmou-se na ocasião e ainda hoje objeto de fortes suspeições reforçadas pelo esforço do TRE em não avalizar seis processos de cassação, alguns deles com o testemunhos de juizes da própria corte eleitoral que flagraram tais ilícitos.
Depois de insistir no processo de isolamento do PSB, por varias eleições, que esgota-se a medida que o tempo voa, investe Sarney agora na implosão da oposição.Aqui chegamos ao cerne, ao âmago desse comentário.
Nem Pedro Paulo Dias[PP] , no momento o preferido[?] do governador Waldez, nem Jorge Amanajas [PSDB], presidente da AL, que deve fazer palanque de Serra contra Lula, mas sim Lucas Barreto[PTB], homem de confiança dos empresários, seu assessor pessoal [obra dos atos secretos], que teve bom desempenho no pleito para PMM em 2008,cujas pesquisas apontam como um dos favoritos para 2010.
Como sabemos, Sarney adora arregimentar candidatos feitos, por isso usa pesquisas para pescar em águas turvas. Lucas é a bola da vez. Mesmo porque Jorge Amanajas e Pedro Paulo andam freqüentando índices baixos, não confiáveis, nesse momento, enquanto Lucas se bate com o jovem deputado Camilo[PSB] no topo da mesma, esbarrando nos trinta por cento.
Para não correr risco Sarney coopta lideranças à direita e agora à esquerda [Randolfe Rodrigues do PSOL] , por exemplo, a quem seduz com chances irreais de dar-se bem como uma candidatura ao Senado Federal, passando esse alardear, como seu porta-voz, o nascimento de “ uma nova oposição no Amapá” , liderada por Lucas, com quem formaria parceria, as suas expensas, seguramente sem o conhecimento de Heloisa Helena.
Tudo, menos essa de “nova oposição”. Quando escrevi artigo anterior OPOSIÇÃO A OPOSIÇÃO, não quis negar a legitimidade do espaço do candidato do PTB, ex- Presidente da AL, ainda que esteja convicto que sua ascensão se deve ao esgotamento do governo Waldez, e a expectativa que Lucas venha assegurar as mordomias e dádivas do governo, que Capiberibe negou-lhe quando governador.
Gostemos ou não, oposição quem faz no Amapá é o PSB, que tira leite de pedra para manter-se ao lado dos pobres e da viabilização de um projeto de governo voltado ao desenvolvimento. Que luta por um orçamento justo e que investe na melhoria da qualidade de vida do povo, colocando a cara para bater e, em alguns casos, indo às últimas conseqüências, pagando um preço salgado.
Aí está a diferença que faz uma verdadeira oposição, que nem o PSOL e o PT hoje conseguem fazer, cujas lideranças fazem de tudo para manter seus privilégios, preferindo os gabinetes refrigerados à lutar pelo povo.Faz de conta que é mas não é.
Por esta razão Lucas Barreto nunca vai ser um lídimo representante das oposições como reverbera Randolfe. Numa análise sincera Lucas nunca se posicionou contra o sistema. Presenciou situações escabrosas, sob seu nariz, como todos nós, nada disse e continua a não dizer.
O máximo que dele podemos falar é que brigou – por interesses pessoais contrariados, seguramente, com figuras representativas do sistema do qual é parte e representa, como o deputado Jorge Amanajas, presidente da AL e o governador Waldez Góes, de quem é compadre, segundo comentou-se tempos atrás.
Lucas, todavia, tem o direito, como cidadão, de buscar seu espaço político, Só não pode é querer passar pelo que nunca foi, não é e jamais será. Nem Randolfe Rodrigues, uma promessa política tentar nos convencer de uma tese furada e se deixar envolver por uma trama engendrada por Sarney para enfraquecer Capiberibe e implodir a verdadeira oposição, que há anos vem inspirando sua trajetória política.
Não custa lembrar que não é da natureza do cavalo subir escada – como dizia Ibrahim Sued, nem do jabuti subir árvores, segundo os mineiros. Ofícios prediletos do maranhense Sarney.Tudo pode cansa-lo, menos a incessante busca de poder e capacidade de fazer mau aos adversários.
POUCAS E BOAS
A VOZ DE DEUS
A Igreja é, sem dúvida, a maior instituição religiosa do planeta cujos poderes os povos do mundo todo reconhecem.No Brasil, na década de 60, anos de chumbo da ditadura militar, perfilou ao lado da sociedade contra o arbítrio, tortura e cerceamento das liberdades contra os militares, quando poucos ousavam faze-lo. São dessa época D. Helder Câmara, Pedro Casaldaglia, D. Balduino, Evaristo Arns e tantos outros que foge à memória.
Vieram as pastorais e a doutrina da opção preferencial pelos pobres e excluídos, cidadãos que vivem ainda hoje à margem da sociedade. Por esta razão quando fala troveja, como ocorreu recentemente aqui no Amapá cuja nota a ser lida nos sermões das Igrejas durante a Páscoa, condena os maus feitos do governo e instituições como a justiça eleitoral, essa por manter o cargo de prefeito um político que teria fraudado o resultado das últimas eleições.
É bom prestar atenção, notadamente a turma do ar refrigerado, que desliga telefone e se mantém distante do sofrimento das pessoas mais humildes e levar a sério a atitude da Igreja, por sinal há muito em débito com o povo do Amapá..
SUELI PINI NO PELOURINHO
O motivo é prosaico. Um castigo ou prenda por sua atuação no último pleito eleitoral quando, em obediência a lei, cassou por três vezes [ Marconi Pimenta cassou outras três] o mandato do deputado Roberto Góes, atual Prefeito de Macapá, que teria cometido fraude eleitoral para chegar a vitória.
A obra é uma ação de suspeição levantada pela banca do Prefeito Roberto.Sueli Pini tem um filho filiado ao PSB, segundo a representação, favorecido por suas decisões. O interessante é que o Des. Luiz Carlos, membro do mesmo TRE, como Sueli, tem um filho filiado ao PSDB, aliado de Góes, beneficiário das ações que até o momento não lograram êxito junto ao pleno do TRE. E mais, Luis Carlos, pai do jovem advogado do PSDB, emancipado como o filho de Sueli, julgou ação recentemente que absolveu Michel JK, igualmente tucano, e nada se falou ou se alegou suspeição, na mesma forma que o Des. Edinardo Souza, do mesmo tribunal tem um filho filiado ao PR da base do atual governo, julgou várias ações contra os interesses do PSB em 2006 e 2008 sem a repercussão do presente caso.
A questão caberá ao pleno do TRE julgar. Não creio que o judiciário, guardião da lei,opte por uma decisão desfavorável a juíza por se tratar de alegação frágil e absolutamente clara e descabida aos leigos, imagine para quem conhece a lei em profundidade como os doutos senhores da corte. A menos que…
A medida, na verdade, visa intimidar, atingir alguém que não pode responder pelos destinos do Prefeito.Outra coisa: o seu acatamento[ da representação] compromete a imparcialidade do judiciário, bastante abalado e questionada nas últimas eleições.
E MAIS: O PDT está mais para Pedro Paulo Dias, por obra do Dep. Sebastião Rocha+++ O partido quer fazer o vice do PP e o nome preferido é de Conceição Medeiros por enquanto candidata a federal+++ Alberto Góes prefere disputar também a federal, abdicando da chance de vir de vice como deseja primo WG+++ Alberto é cético quanto as chances do médico que assume na sexta-feira o governo ++++ Nem bem apeou do governo WG vem apanhando pra valer na AL. Deputados como Dalton Martins, Leury Farias e Moises Souza não aliviam. Na quinta foi um massacre+++ “cuspindo no prato que comeram por oito anos” , indignou-se um amigo do ex- governador. É vero.++++ Quem agüenta as baboseiras de Lula, cada vez mais chula, mentiroso e caricato? Eu cansei++++ O Correa Neto, como eu, anda as voltas com a tal PVC. Agüenta companheiro, somos mais fortes+++ O quadro anda ainda embolado. Há muito interesse a conciliar. Uma tarefa que nem Sarney ousa mediar+++ Uma coisa é certa: WG recusa a companhia de Gilvan, levando-o certamente a perfilar com o PTB de Lucas+++ Jorge Amanajas tem a limitação imposta pelo palanque de Serra+++ Tem o reforço dos seus amigos da AL que deverão lhe dar o tal apoio “branco”, ou seja : por baixo dos panos+++Pedro Paulo, aconselhado por amigos próximos, não deverá nomear para saúde alguém da família como a esposa e irmão, igualmente médicos+++ É que aquela pasta é complicada e problemática e tudo de ruim que vir acontecer, respingará na sua campanha, sem dúvida+++ O mais sensato é nomear Ronaldo Dantas[PT], atual adjunto do órgão, que alem de petista é competente+++ No PSB cresce as chances de Camilo Capiberibe ser o candidato do partido.++++Hoje quase consenso entre os socialistas, inclusive entre os que lhe fizeram oposição no pleito passado para a Prefeitura da capital+++ Camilo vai bem nas pesquisas e assombra a harmonia.Mas tudo vai depender de algumas situações como do PT a quem teria sido oferecido cabeça de chapa+++ Tal composição garantiria Dalva Figueiredo e Joel Banha, estrelas do partido e donos de um terço [ cada um] do diretório+++ A intenção é resgatar a aliança esquerdista que liderou a política do Estado por longo tempo+++ Roberto Góes ainda levará muito tempo para aprender a arte de fazer política+++ Por enquanto prefere a arrogância, a prepotência, o grosseria, por acreditar que nada mudará, que será a vida inteira Prefeito, Governador , ou algo que o valha+++ Seu esporte preferido é xingar os adversários. Da mesma forma Joel Banha abusa da falta de habilidade e jeito para lidar com o oficio+++Por hoje é todo.
Não tem um Juiz que acusou o Capi de roubo e nada provou.Não é um caso de suspeição,Ele agora está lá no TRE-ap e nutre um ódio pelo Capi.
Rup, Heloisa Sabe, Heloisa Sabe…talvez ao invés de acusar A ou B, o que vocês de veriam estar fazendo era valorizando quem estar do seu lado. Nós do Psol queremos a Frente pela Mudança reeditada,mais não com imposições.
Mais respeito com o Lula, meu caro.
A verdadeira oposição não fica calada diante dos acontecimentos e do sofrimento imposto ao povo pelo mandatário de plantão. Daí que a postura adotada por pretensos candidatos ao governo de que não vão se manifestar sobre denúncia de corrupção, mortes de crianças e adultos, por puro descaso do governo é ABSURDA e extremamente desrespeitosa para com os cidadãos e cidadães do estado, não se pode esquecer desses fatos. No momento da eleição todo mundo quer passar por sério, honesto, defensor dos mais fracos, pura balela, pra enganar o eleitorado. Definitivamente não se pode confiar, nem esperar grande coisa dessa turma, que faz parte da tão propalada harmonia. Surpreende que o Psol se deixe envolver por essa turma e queira convencer a sociedade de que o Lucas representa uma liderança nova e de oposição ao status quo, isso é fantasia de mau gosto.
Concordo em grande parte com o artigo do Rup Silva, até publiquei no meu blog. No entanto, discordo do que ele fala do Lula, tá fazendo o discurso da imprensa e da oposição de direita, a mesma imprensa que tanto combatemos, como fazemos aqui no Amapá.
Não acho que só o PSB é de oposição, tem o PSTU, o PSOL e parte do PT. Agora existem formas de fazer oposição, uns preferem escrever e expressar suas posições em textos, outros fazem a luta política no parlamento, outros na sala de aula educando para forma novos formadores de opinião, e outros que preferem as ruas.
Em todos os partidos de esquerda existe o núcleo intelectual organico e os militantes de base. Ambos se completam!
“tá fazendo o discurso da imprensa e da oposição de direita”
Oposição “DE DIREITA”?! Onde?!!!
Qual partido (ou político) já defendeu um Estado mínimo, a liberalização da economia e a restrição da rede de proteção social?
A direita, no Brasil, não passa de um mito.
Se observamos que a imprensa se comporta como um partido político, aliado de primeira hora do PSDB e DEM, estariam dizendo que isso é discurso da esquerda. Mas vamos ouvir gente que pertence a grande mídia, através das palavras sinceras de Maria Judith Brito, presidente da Associação Nacional dos Jornais e executiva do jornal Folha de S. Paulo, em declaração ao jornal O Globo:
“Obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada.”
Nessa frase ela admite que os grandes meios de comunicação fazem oposição ao governo Lula. Ou seja, não fazem jornalismo isento, e sim oposição ao governo do PT.
Se FHC não implementou completamente a política de estado mínimo, foi por conta da pressão dos movimentos sociais e diversos partidos de esquerda. Se dependesse do PSDB/PFL o Brasil todo tinha sido privatizado.
Venderam a Vale do Rio Doce à preço de banana, venderam diversas empresas públicas. Se duvidar o FHC vende até a mãe. Deve ser por isso, que o Serra quer ver ele longe de sua campanha.
O Serra não quer o FHC por que ele é o cara da herança maldita, teve um governo com péssimos índice de aprovação popular.
Já a Dilma quer o Lula, o presidente mais popular da história em sua campanha.
A Dilma não nega o Lula, mas o Serra nega o “príncipe dos sociólogos”. Por que será?
Brilhante o artigo do Bira. Eu disse em minha crônica que o Randolf talvez tenha cansado de ser gauche na vida. E esse flerte adúltero com o Lucas só corrobora para levantar suspeitas. E logo o Randolf, que tem o perfil de político austero. Pois a corrupção do que é bom, é péssima. Os erros das pessoas bem-sucedidas têm maior gravidade do que aquelas cujo procedimento nunca foi bom. Por isso, inclusive, que Randolf arredou-se do PT. Agora, entretanto, parece emprenhado pelos ouvidos, com propostas fáceis e levianas. É bom lembrar-se do estádio sombrio, quando uma facção do PT – putos da cara com o Capi – fez campanha pro Barcellos? Lembro-me do Enrico Di Miceli empunhando estoicamente uma bandeira azul em plena Avenida FAB. Isso é chato à beça, dá uma coceira na virilha…
Yashá, a economia neoliberal e as privatizações; inclusive a tentativa criminosa de privatizar o ensino superior no País por Fernando Henrique Cardoso – isso é mito? Aviso aos navegantes: sou brizolista, e, por conseguinte, sou Ciro Gomes. Longe de mim, nutrir qualquer simpatia pelo Lula, especialmente por abrigar Sarney. Agora, não compactuo com a Direita de oposição ao governo Lula, que é capaz de produzir reações fascistas como o texto da professora carioca (Aileda Mattos Oliveira), publicado no site do Corrêa Neto. Nunca vi nada mais ultrajante do que aquilo, um lixo. Aliás, aquele artigo (Lula, filho do Brasil) é a cara do Yashá, esculpido em carrara, pra ser assim bossal e erudito…
Bira, a Janete é mulher do Capi. Esposa é um termo inadequado para cônjuge. O Padre e o Juiz dizem: eu os declaro marido e mulher! Muitos rechaçam o termo “mulher” por considerá-lo machista e vulgar. Marido e mulher é respeitosamente expressão bíblica, e a língua portuguesa agradece.
Heverson e Ademir, para que uma discussão dessa natureza possa ser travada com honestidade intelectual, é imprescindível que se estabeleça de “qual direita” se está falando. Segundo a definição clássica, a direita é aquela que defende a redução do Estado, a economia de mercado e as liberdades individuais. Haveria ainda a divisão entre direita-liberal e direita-conservadora, mas isso é outra questão – que pode ficar para outro momento.
Estabelecido tal marco, torna-se impossível sustentar a existência de uma direita política no Brasil hoje. Experimente fazer como eu disse: analise os programas e a prática de PSDB e DEM, dois partidos considerados como de direita. Nenhum deles prega a supremacia do indivíduo sobre o coletivo. Você deve convir que foi o governo FHC quem criou os alicercer da rede de proteção social que Lula transformou no bolsa-família. Coisas como bolsa-escola, vale-gás e similares são obras do governo tucano, não é mesmo? Então, diga: como algo assim pode ser considerado “de direita”?
Você cita a venda da Vale, mas isso daria discussão para muito tempo. Preço de banana? Não é o que diz o histórico das cotações da empresa na bolsa. Os dados estão aí, público. Não bastasse isso, a Vale hoje emprega mais que antes e gera mais dinheiro pro Estado que antes – por meio de impostos.
Diante de algo assim, resta colocar o seguinte: se você condena a privatização porque a mineração seria um “setor estratégico”, ou porque uma estatal deveria ser “patrimônio de todos”, é uma coisa. Se, porém, seu argumento é econômico, ele não resiste aos fatos.
Sobre a telefonia, melhor nem começar… Antes, era preciso esperar meses por um telefone fixo, ao passo que hoje qualque um pode ter um celular. Se isso não é socializar os meios de comunicação, o que mais seria?
Serra esconde FHC? Bem, Dilma esconde Sarney, Renan, Collor e Maluf… Complicado enveredar por essa linha… Se formos mais fundo, veremos que o PT esconde até o corpo de Celso Daniel até hoje…
Sobre a imprensa, devo esclarecer desde logo que não vejo nenhum problema num jornal que toma partido. Isso acontece nas maiores e melhores democracias do mundo, sem grandes traumas. Nos EUA, todos sabem que a CNN é Democrata, ao passo que a FOX é Republicana. E ninguém morre por isso. É do jogo.
Aqui, tenta-se afetar um “isentismo” que não existe, mas discordo de você quanto ao alvo dele.
Veja: choveu em SP torrencialmente, e a Folha (acusada de ser tucana) tratou de acusar Serra. Um dos colunistas chegou a falar em “chuvas neoliberais”… Isso é ser partidário?
O Estadão falou várias vezes em fascismo quando Serra criou a política de levar os mendigos para abrigos públicos. Entendeu?! Seria algo “de direita” dar abrigo a quem estava na rua! Devo, pois, presumir que deixá-los ao relento seria uma política “de esquerda”?
Quando o Ademir falou em “economia neoliberal” eu achei bastante estranho, afinal trata-se de alguém com bastante leitura. Pergunto: você conseguiria mostrar quais foram as medidas neoliberais aplicadas no Brasil? Acho difícil… Mesmo porque nunca existiram! Nem em lugar nenhum do mundo! Nem na Inglaterra de Thatcher, ou nos EUA de Reagan. O tal neoliberalismo presumiria uma minarquia pura, com um Estado ocupado apenas de defesa externa. Nem moeda seria impressa.
Na verdade, neoliberalismo nada mais é que uma expécie de “xingamento” criado pelas esquerdas, com o qual tentam satanizar qualquer coisa que não se enquadre na cartilha estatizante.
Ciro? Bem, costumo dizer que a única coisa boa decorrente de uma vitória dele seria a Patrícia Pillar no Planalto…
Ciro é, como bem lembrado pelo Ademir, herdeiro de Brizola. Isso o torna, por conseguinte, herdeiro de Getúlio, um declarado admirador do… fascismo!
Como se vê, tudo gira em torno de “qual direita” está em debate. Aquela legítima, clássica. Ou aquela que resume tudo o que não é esquerda, como queria Stálin. Não custa lembrar que o líder soviético considerava apenas a si mesmo como sendo “de esquerda”. Para ele, até Trotski era um direitista, tanto que mandou matá-lo.
Ocorre que aqui, no Brasil, criou-se o estigma de que toda direita é necessariamente má. Eu pergunto: toda esquerda é necessariamente boa? Se for feita, por exemplo, uma comparação em termos de cadáveres legados à história, ninguém conseguiu matar com tanta eficiência do que os esquerdistas das ditaduras comunistas. Perto de Mao Tsé-Tung, por exemplo, Hitler não passava de um vegetariano mimado.
Ou, para fazer uma comparação mais atual, a ditadura brasileira não conseguiu ser tão sanguinária quanto os irmãos Castro, em Cuba. E isso segundo números produzidos pelas esquerdas!
Há um livro sobre os mártires da ditadura que fala em pouco mais de 400 mortos pelo regime militar, contra mais de 17 mil fuzilados pelo “companheiro Fidel”.
E aqui estou comparando apenas dois regimes tirânicos, afinal é simplesmente impossível caracterizar a ditadura brasileira como sendo “de direita”. Estou errado? Bem, sabem quem foi o maior criador de estatais da história do mundo? Ernesto Geisel! Liberal é que não era, não é mesmo?
Finalizo dizendo que acho extremamente deletéria a ausência de uma direita política aqui. Por quê? Simples: não existe registro de democracia séria no mundo que tenha progredido sem um embate legítimo entre esquerda e direita. Há direita nos EUA, na Inglaterra, na França, na Alemanha, na Itália, no Japão, na Austrália e em tantos outros lugares civilizados. Aqui, não.
A falta de agremiações que assumam, de verdade, bandeiras da direita, cerceia o debate e acaba tolhendo a liberdade de escolha do eleitor.
Aliás, um rápido parêntese: será que um partido de direita seria rechaçado no Brasil? Duvido… As pesquisas têm mostrado que a maioria do povo é contra o aborto, favorável à pena de morte, contra as drogas e favorável à redução da maioridade penal. Isso pra não mencionar que votaram “NÃO” no referendo das armas…
Essa tática do morde e assopra é mais antiga do que a convencional posição de “papai-e-mamãe” pra trepar. Tu bates, e depois acaricias? Yashá, minha leitura é “bastante” pra ti, pra mim é insipiente diante do que eu tenho ainda pra ler. Tu estabeleces um paradoxo com que sei e com que eu deveria saber. Por que tu não me beijas logo? Sedução tem que ter beijinhos e promessas de casamento. Te manca!, isso vale pro teu fã-clube que já estão bem adoutrinadinhos. Não compito com trogloditas amestrados. Quando falei aqui em “neoliberalismo”, não pretendi discutir como um tratado político-econômico, eu apenas citei com a mesma despretensão que tu arredaste a discussão mais esmiuçadamente sobre direita-liberal e direita-conservadora. Sobre o fascismo de Getúlio que tu imputaste a Brizola e Ciro é um sofisma; e é tão ridicularmente capcioso, tal e qual concluir que o italiano Sandro Gallazzi é um afeiçoado do nazismo porque seu País já foi fascista. Entendeste?! Quanto a Patrícia Pillar no Planalto, se seguir essa virtuosíssima premissa (que belas aliterações!) o Ciro Gomes vai ser eleito. Vem votar comigo na Pillar tu também, Yashá! (Puts!, comecei a escrever o texto na 2ª pessoa, e a concordância verbal é cruel. Quase que escrevo “venha”, a exemplo do que fez a Caixa Econômica com seu slogan: “Vem pra Caixa você também.” Erro de concordância. À guisa de boa lição, veja: “vem” é forma da 2ª pessoa do imperativo afirmativo; “você” é pronome da 3ª pessoa, e tem que concordar com o verbo na mesma pessoa, assim: “Vem pra Caixa tu também ou Venha pra Caixa você também.” Por falar em concordância, o Fernando Canto não sabe que o verbo, no caso, “assistir” é transitivo indireto? Nem que “viva!” é verbo; e que não deve ser confundido com “salve!, que é interjeição? Na pág. 64 do livro ADORADORES DO SOL, ele encerra a crônica com esse erro de concordância: “Viva a Independência e nossa melhor memória!” O verbo deve ir ao plural, assim: Vivam os pais dos burros!) Taí! Em alguma coisa nós concordamos, Yashá. Eu voto no Ciro pra ver a Patrícia Pillar no Planalto, a exemplo da Michelle Obama, mulher do Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos; e Carla Bruni, mulher do Nicolas Sarkozy, Presidente da França. Como estamos numa democracia, eu fico com a socialista Carla Bruni; e tu ficas com o capitalista-selvagem Eike Batista…
Era bem mais simples dizer que empregou a expressão “neoliberalismo” fora do seu sentido macroeconômico… Mas, tudo bem. Quando quiser discutir um “tratado político-econômico”, estou à disposição.
Uma dúvida: “socialista Carla Bruni”? “Socialista”?! Mas eu podia jurar que a moça era de direita…
P.S.: Pois é… Eu tenho um fã-clube…
Haicai é um poema simples, de 17 sílabas métricas aproximadamente, dividido em duas redondilhas menor e uma redondilha maior. Simples como a construção do mundo. É um dos poemas mais difundidos no mundo, e pequeno como uma unidade orgânica.
Haicai é o poema,
o óbvio, o estratagema;
é um ovo em pé.
Querem reduzir o ovo a uma célula, e não é. Por isso que Colombo desafiou: quem conseguiria botar um ovo em pé. Só depois de feito, é que todos acharam simples como um haicai. Agora, dissecar um tratado de política econômica?… Se o Yashá me ensinar esse be-a-bá, eu posso ensinar-lhe a compor um haicai, como este:
Saúvas nidificam
à sombra da samaúma
com forças hercúleas
Quanto à modelo Carla Bruni, mulher do Presidente Sarkozy, certa noite vestiu um cinto de castidade e disse ao marido: “só te dou a chave quando nomeares o Frederic Mitterrand pra Ministro da Cultura”. Frederic é sobrinho do socialista François Mitterrand. Sarkozy é de Centro-Direita, mas não é burro. Nomeou-o. A Carla Bruni pode até ser de Direita, mas adora ser gauche de vez em quando na vida…
O que há com o Yashá? Ele declara ter um fã-clube, e anda cheio de bossalidade e reticências…
Já que indiquei uma incorreção no livro do Fernando Canto, permita-me, leitor, de conceder-me também uma correção: “Na pág. 64 do livro ADORADORES DO SOL, ele encerra a crônica com esse erro de concordância”: o verbo é “encerrar-se”. Portanto, a frase escorreitamente é assim: “a crônica se encerra com esse erro de concordância.” O zelo e o estilo torna a língua portuguesa bem-apessoada. Sabe qual a diferença entre mim e o Fernando? Meus pêlos do ouvido, enquanto ele tem pêlos nas ventas. Ele fez até uma musiquinha pra mim, e chamou de satânico minha hipertricose do ouvido. E eu o retribuo com esse haicai, modestamente:
As ventas hirsutas
farejam por todo o canto
as botas de judas
Só pra dar mais embasamento à questão, vejamo que Serra disse sobre a privatização dos bancos públicos:
“Esses são instrumentos importantes na mão de um governo (…) Foram fortalecidos [no governo FHC]. Eu vou fortalecê-los ainda mais”.
Isso é discurso “de direita”?
Pedrosa, Esse livro “ADORADORES DO SOL” estou lendo e ele é muito bom e não é um erro de concordancia – acho que não têm erro nenhum – apenas se usa o recurso literário, as vezes, adequadoa às trtadições populares. E mesmo livros de intelectuais renomados, como o último de Richard Dowkins, contem vários erros craso e nem por isso a obra é diminuta, pelo contrario, é seu conteudo que o eleva a ser bem aceito e ser um sucesso.
Richard Dawikins (é com “A” mesmo, não com “O”) é “intelectual renomado” agora? Fica fácil entender o estado lastimável do mundo…
Mais um pouco e vão dizer que o texto de Saramago é bom porque desrespeita as regras de pontuação propositadamente…
“Quem acha, vive se perdendo” (Noel Rosa-1910-1937), é verdade… Se você acha que o livro não tem erro (“acho que não têm erro nenhum”), deve achar também que na sua construção frasal você pode concordar o sujeito singular (livro) com o verbo (têm) no plural. Ademais, eu não disse que o livro é bom ou ruim – você é quem diz categoricamente essa patacoada. E ousa a discordar de mim com esse papo-furado de que um livro pode ser escrito de qualquer maneira (com vários erros crassos, inclusive), pois o que vale é seu conteúdo. Puta-que-pariu!, a gente estuda pra caralho, e vem um sujeito e chuta impiedosamente o testículo da gente, sem o mínimo dó. Como é mesmo? O livro bom é aquele que é bem aceito (por quem?) e faz sucesso? Se fosse assim os livros do Paulo Coelho são a fina-flor da literatura brasileira. Nezimar, casa logo com o Paulo Coelho e o Fernando Canto, pois com esse matrimônio bígamo você pode se prostituir à vontade, porque a língua portuguesa pra você é a casa da mãe joana – um inferninho à luz de néon pra dar um tcham à sua grandiosíssima burrice. Luciana, você pode publicar a réplica dele. Não vou respondê-la, não costumo chutar cachorro morto…
Errei o alvo. Desculpe-me, Nezimar! Eu pensei que você fosse outra pessoa… um cara que me persegue e me provoca com esse papo-furado de que português pode ser escrito e falado de qualquer jeito. E aqui e ali ele cita Marcos Bagno, um representante do grupo de lingüistas que pretende virar de cabeça pra baixo o português que aprendemos na escola. Um teórico bossal que escreveu um livro (Preconceito Lingüístico) que preconiza o uso indiscriminado da língua portuguesa e assegura que a lingüística abona os “erros” que a gramática normativa tem-na assertivamente. O sujeito pensa que “descobriu” a pólvora e quer vender a fórmula através de seu livro, escorado teoricamente na lingüística. Não é da alçada dessa ciência estabelecer normas à Língua, especialmente normas às avessas e estapafúrdias. Então eu viro bicho com esses ensinamentos de araque. Por isso que surtei, achei que fosse outra vez aquele sujeito com gracinhas, mas me disseram que você não é o mesmo pentelho. Desculpe-me outra vez. Agora, pára de falar merda também! O livro do Fernando Canto está eivado de erros de português, quer mais um? “Parabéns Macapá!”- pág. 97. O sujeito não sabe que se trata de um vocativo (Parabéns, Macapá!), e que, portanto, é obrigatório o uso da vírgula? Agora, experimenta dizer a ele que o Nílson Montoril é historiador…