Por Eduardo Neves
O caso ocorreu na noite desta terça-feira, 30, e foi denunciado na manhã desta quarta-feira, 31, durante inspeção no Hospital Estadual de Santana, realizado pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Amapá e pelo Sindicato da Saúde (SINDSAÚDE).
De acordo com as denuncias apuradas, pelo presidente da CDH/AL, deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB/AP) e pelo coordenador do SINDSAUDE, Dorinaldo Malafaia, um jovem de 22 anos com sintomas da gripe AH1N1, teria conseguido chegar de bicicleta até em frente ao Hospital de Santana por volta das 9h30 da noite e depois de ataque fulminante acabou caindo vindo a óbito em seguida.
O fato poderia passar despercebido não fossem as suspeitas de que o jovem pode ter sido vítima de gripe suína e os procedimentos adotados depois do falecimento do jovem. “Colocaram o cadáver no necrotério que está sendo reformado e deixaram o corpo do jovem pegando chuva. O pior que os familiares revoltados com a situação queriam linchar os trabalhadores”, denunciou uma enfermeira que preferiu não se identificar.
Indagado pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa e pelo Sindicato de Saúde, sobre o que teria acontecido realmente com o cadáver, o administrador do Hospital, Fernando Cegado, admitiu que o fato ocorreu, mas em sua versão ele teria orientado os maqueiros a levar o cadáver para o bicicletário que estaria coberto e teria espaço. Cegado então afirmou que os trabalhadores não seguiram sua orientação e que por isso mandou demitir os maqueiros que colocaram o corpo do jovem no necrotério do Hospital.
No setor de pediatria cada leito estava sendo dividido por duas crianças com acompanhantes. Num dos casos existe um bebê com pneumonia e outro com rotavírus no mesmo leito. “Eles estão sujeito a infecção hospitalar”, alertou Dorinaldo Malafaia.
No setor onde fica o hospital de maternidade não é diferente em muitas ocasiões mulheres grávidas tem que dividir o mesmo leito hospitalar.
Questionado pelo deputado estadual sobre a situação da pediatria, o administrador disse que é “normal” por causa da quantidade de moradores do município de Santana, e que na tarde desta quarta-feira, seria inaugurado o Pronto Atendimento Infantil com 13 leitos. “Mas isso não resolverá a situação em que hoje se encontra a pediatria, alivia, mas é um mero paliativo”, disse Camilo, ao cobrar explicações para diversas obras abandonadas, como a da Maternidade que está parada há mais de dois anos que pela estrutura poderia ter impacto importante na qualidade do atendimento ao povo santanense, mas não foi concluída.
“O que inviabiliza esta obra é a incompetência e a falta de compromisso com o povo de Santana do governador Waldez e do Secretário de Saúde Pedro Paulo Dias de Carvalho”, declarou o deputado durante visita na área em que seria a Maternidade.
O deputado do PSB se irritou ao saber que há recursos da ordem de R$ 12 milhões para investimentos em um projeto de revitalização do Hospital de Santana e o governador Waldez e o Secretário Pedro Paulo Dias de Carvalho, apesar de estarem há sete anos no poder foram incapazes de tocar a obra.
Nos corredores do hospital a reclamação dos pacientes foi generalizada. “Aqui agente procura medicamento e não encontra. Se queremos tomar um soro somos sujeito a ficar sentado neste banco porque não tem leito”, disse o aposentado Manoel Viana, que está com dengue há 11 dias.
Se a falta de estrutura está um caos para atender os pacientes, a situação dos profissionais de saúde está pior ainda. “Teve casos de um técnico de enfermagem aqui no hospital para atender 100 pacientes. Sem contar que a secretaria de Saúde está usando voluntários para fazer atendimentos”, disse o técnico em enfermagem Richarlisson.
Os técnicos em enfermagem denunciaram ainda a falta de medicamentos e de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs). “Uma vez eu me furei e o que eles fizeram foi me mandar fazer exame de sangue, não existe acompanhamento psicológico”, disse o mesmo profissional que é técnico em enfermagem.
Diante das denuncias o deputado Camilo Capiberibe, estará encaminhando relatório ao governador do Amapá Waldez Góes (PDT/AP), ao secretário de Saúde, Pedro Paulo Dias de Carvalho e ao Ministério Público Estadual e Federal, para as devidas providências. “Vamos encaminhar ao Ministério Público, pois o governo Waldez não se sensibiliza, só com ação e determinação judicial eles fazem alguma coisa”, desabafou.
A saúde virou caso de polícia no nosso Estado. Abandonada desde a posse de Waldez no poder estadual, ela é representada pelo descaso e morte do pequeno Danilo e pelas mortes das 26 crianças no PAI/MATERNIDADE em menos de dois meses, fruto das políticas equivocadas e negligentes dos agentes públicos ligados à saúde. Ela passa por desvios de medicamentos da CAF e adentra ao superfaturamento e compra em excesso de soro fisiológico. Nos últimos acontecimentos ela se expressa, também, no abandono e pouco caso na conclusão das obras do Hospital das pessoas portadoras de câncer.
O Governo 12 deixou a saúde nos escombros e sucateou hospitais e unidades de atendimento à saúde, deixando a população à mingua na prestação dos serviços essenciais. O ralo da corrupção e a falta de punição aos seus envolvidos causou grave crise no funcionamento da máquina estatal. O caso ADAUTOGATE reflete o tratamento que se dá ao roubo do dinheiro público. Uma Justiça e um MP que cumprem o seu dever constitucional de investigar e punir e outra que concede liminares graciosas. Uma vergonha!!
E pasmem!! não estamos preparados para um surto de H1N1(gripe suína!). A vacina não dá para todos e tive informações que tem gente comercializando as mesmas. Se não cuidamos de nossas crianças e ainda deixamos mortos em pedras e na chuva, imaginem uma epidemia. E nao adianta vir secretário tentar convencer-nos do contrário. Uma banana!!!
Também não creio que a gestão PP possa cuidar da saúde com investimentos, zelo e qualidade. Porquê? Ora senhores(as), Pedro Paulo tem seus interesses na saúde paga/ privatizada e sua família é ligada a ela. Vocês crêem que ele cuidará da nossa saúde como cuida de suas clínicas?
Resta-nos rezar, acreditar e torcer para que entidades da sociedade civil e agentes públicos levantem a voz e saiam em defesa da população, como: OAB, comissões de direitos humanos, partidos políticos, lideranças com mandato e sem mandato, agentes públicos ligados ao poder estadual, legislativo e judiciário, igreja e pastorais, sindicatos, imprensa livre e sem tutela, blogs,ong’s, etc.
Esse governo deve ser acusado por prática de genocídio. Negligência e omissão que impressiona, surreal somente comparável às guerras. E o ministério público não faz nada, vê solenemente as coisas acontecerem como se tudo fosse normal? E não me venha com recomendações!!!
Waldez saiu como entrou, despreparado, mentiroso, corrupto e sem dar a mínima para as reais necessidades do povo. O quadro de destruição e descaso vivido no Hospital de Santana retrata fielmente o que é o governo do W,PDT, harmonia. Para a turma da harmonia o povo somente interessa para votar neles e mantê-los no Poder. Até quando o MPE vai ficar anestesiado? O custo é muito alto para a população do estado manter essas instituições, que tem a obrigação de defender os interesses da coletividade e se omitem, mesmo quando motivados.
Se fizerem um balanço deste governo do Waldez goes acho que já morreram pessoas mais do que na guerra do Iraque, as pessoas entram vivas e saem mortas,este com toda certeza foi o pior governador que o Amapa já teve em toda sua história.
Enquanto isso os do ministério público tambem continuam engordando. Estão cada vez mais roliços e opulentos.
Houve um concurso para polícia técnica em 1994 que foram todos colocados por cima o muro. A atual Diretora da POLITEC não chegou a ser classificada na primeira fase. quando saiu a segunda listagem ela esta em 8º lugar. Peguem os diários oficiais e verifiquem o nº de classificação dela e dos outros. Então essa é a nossa polícia. O Governo Capi colocou mais de 100 policiais para fora pois não tinham nem o segundo grau.
Enquanto isso a goiasada continua numa boa, no dia 31.03.10 saiu o edital 005-2010 com a homologação do processo seletivo para o SIAC – Super Facil Macapá, e na colocação nº 39 aparece Maria do Socorro Goes da Silva, conheço essa moça e se dependesse de curriculo o maximo que ela conseguiria era cargo de faxineira, no entanto foi colocada como atendente. Esse processo seletivo foi feito as escuras sem divulgação e o MPE deveria seguyir o exemplo do big brother e da uma espiadinha.