Por lá, os finalmente da campanha eleitoral estão parados a espera do Dia do Fico ou do Não Fico do governador Waldez Góes (PDT).
Waldez faz doce. Uma hora é outra não é candidato ao Senado.
Em vista disso, os três candidatos postos a mesa aguardam a decisão de Waldez.
Só a partir daí é que podem definir o que fazer.
Enquanto isso corre às margens do Rio Amazonas vistosos boatos de toda natureza.
O PSB, que não tem nada com o que está acontecendo nas hostes governistas, distribuiu uma nota eleitoral.
Na nota, o partido prevê a implosão da base aliada de Waldez, chefiada pelo senador José Sarney (PMDB), “como resultado da fragmentação do grupo em torno de três candidaturas ao governo do Amapá”.
Os socialistas podem até estar certos, mas é preciso olhar pelo retrovisor.
Em 2006, o PSB concorreu ao governo contra a reeleição de Waldez.
Nessa eleição, a base do governador lançou outras candidaturas apenas para tirar o tempo de TV do candidato do PSB. Waldez ganhou no 1º turno com 54% contra 38%.
Em 2008, o PSB concorreu à prefeitura de Macapá contra vários candidatos da base aliada de Waldez: Roberto Góes o candidato explícito, e os enrustidos Moises, Lucas e Pelaes.
No segundo turno os votos de Roberto, segundo colocado e Lucas, terceiro colocado elegeram Roberto prefeito de Macapá. O resultado foi 52% para o vencedor e 48% para o representante do PSB.
Isso quer dizer que a base aliada de Waldez, cujo chefe é Sarney, pode adotar a mesma fórmula de 2008.
Amanajás (PSDB), Lucas (PTB) e Pedro Paulo (PP) seriam candidatos ao governo do Amapá. Cada um carregaria um candidato a senador da base: Papaléo, Waldez e Borges. Sendo que somente o um tem chances de se eleger, pois a outra vaga ao Senado deve ser da oposição.
Isso levaria a eleição para o segundo turno, quando todos se uniriam contra o candidato ao governo da oposição.
Essa lógica não pode e não deve ser desprezada.
Na nota, o PSB descartou essa opção. Aposta na ruptura dos candidatos de Waldez e procura atrair alguns partidos de oposição e da própria base aliada.
Pelo que está exposto e pelo que está dito na nota dos socialistas, só resta ao PSB à opção de lançar candidatura própria.
Vale lembrar aos socialistas, que entre a eleição de 2006 e a de 2008 a votação do PSB cresceu significativamente de 38% para 48% ou melhor, foram 10 pontos percentuais a mais.
Isso quer dizer que em 2010, qualquer que seja a opção da base aliada de Waldez, o PSB tem chances de retomar o governo do Amapá.
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