O silêncio sepulcral da imprensa jabazeira amapaense sobre a sexta cassação do prefeito Roberto Góes ocorrida na semana passada está sendo quebrado agora por uma resposta rasteira do prefeito Roberto Góes, que a exemplo de seu procurador jurídico, Vicente Cruz, que se negou a aceitar o resultado do carnaval ditado por jurados aprovados anteriormente por todas as escolas de samba, está querendo discutir não o mérito das cassações que pesam sobre ele, mas a imparcialidade da juíza. É ou não é a mesma lógica que levou Cruz e outros a desmoralizar o carnaval amapaense? Roberto Góes alega que o filho de Sueli Pini é filiado ao PSB e que caso Góes seja cassado, o deputado Camilo Capiberibe(PSB) pode vir a assumir e caso ele assuma, seja por novas eleições ou por ser empossado jurídicamente, o filho de Sueli pode vir a ocupar um cargo. Nem vou discutir o mérito de todo esse exercício de futurologia, só vou colocar um detalhe, Góes não foi cassado apenas pela juíza Sueli Pini, ele também foi pelo juiz Marconi Pimenta que assinou três das seis sentenças de cassação contra Roberto. A presença de Roberto Góes na prefeitura nesse momento, mesmo estando cassado é uma afronta ao estado de direito, que o mandou deixar o cargo, desse jeito é melhor jogar a legalidade para o alto e fazermos como fez a Liesa: declaremos todos os candidatos eleitos e ninguém discute mais nada. PS – Se a imprensa jabazeira não deu a notícia da cassação, agora vai dar a resposta de Roberto e comprovar que o que eu vinha falando era verdade: Roberto é hexacassado e o resto é resto.
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