// você está lendo...

eleições 2010

Especialista: TSE inviabiliza investigação de fraude em urna

Do Terra Magazine

Antonio Cruz/Agência Brasil

Só um bom pai de santo poderia garantir ao eleitor que seu voto foi computado, critica advogada

“Só um bom pai de santo” poderia garantir ao eleitor que seu voto foi computado, critica advogada

Marcela Rocha

Para a advogada Maria Cortiz, falta de transparência e o custo da urnas eletrônicas brasileiras são dignos de maior atenção. Contudo, alerta, o Tribunal Superior Eleitoral “inviabiliza” investigação sobre fraudes e “ridiculariza” quem levanta essas questões. Em entrevista a Terra Magazine, a especialista em auditoria de processo eleitoral aponta essas e mais uma série de falhas no sistema que adota o voto eletrônico desde 1996.

- As urnas não são invioláveis – pontua Cortiz.

A advogada presta consultoria para o PDT e PT, mais recentemente. Por conta disso, conta ter visto e denunciado uma série de fraudes envolvendo as urnas eletrônicas brasileiras. Na entrevista abaixo ela detalha casos em que elas foram violadas e, segundo a advogada, nada foi feito. Segundo ela, pelo contrário, “os pedidos foram indeferidos”. “Estão parados”.

Para fundamentar suas críticas, Maria Cortiz destaca desfechos de processos como o descrito abaixo:

- Como o TSE não tinha como contestar aquelas provas, a única forma de auditá-las era subindo o preço. No TSE, então, estipularam quem faria a perícia e o preço seria este (R$ 2 milhões). Ou seja, inviável.

“A pessoa que questionou o Tribunal declarou não ter esse dinheiro todo”, relata. O órgão, por sua vez, “deu a sentença, encerrou o processo e condenou o impetrante por litigância de má fé” (utilizar procedimentos jurídicos desonestos para vencer ou prolongar o andamento processual, causando dano à parte contrária).

Leia abaixo a íntegra da entrevista:

Terra Magazine – Quais críticas a senhora nutre em relação ao processo eleitoral brasileiro?
Maria Cortiz –
A minha maior crítica é em relação ao custo do processo, que foi realizado unilateralmente pela Justiça Eleitoral. Para que um partido consiga fazer uma fiscalização eficiente, ele teria que gastar muito. São oito etapas e, na primeira, que seria uma análise dos códigos fontes de todos os programas das urnas – à disposição dos partidos por seis meses-, ficaria em torno de R$ 300 mil e seriam necessárias 15 pessoas para realizá-la em Brasília. Quem tentou fazer não conseguiu.

Por quê?
Porque é muito caro e os partidos não dispõem desse valor para fazer isso. Além disso, ao final das oito etapas, ainda não é possível ter certeza que a fonte analisada é a mesma que rodou na urna durante o processo eleitoral. Essa forma de verificação é muito cara, então, ela se torna proibitiva.

A senhora mencionou o custo…
A minha segunda crítica ao processo é em relação à dificuldade que enfrentamos de obter- da Justiça Eleitoral – os documentos que são gerados pelos arquivos das urnas no final das votações. É uma dificuldade enorme. Na hora em que o juiz está à frente do processo, ele não é um juiz, ele é um administrador. Então, ele deveria entregar a documentação e não julgar o pedido. Eles indeferem diversos pedidos e é preciso recorrer.

Para os leigos, falta o quê? Participação da sociedade, dos partidos…
Olha, os partidos até que tentaram. O PT e o PDT sempre vão.

Já houve fraudes denunciadas?
Sim e foram indeferidas. Foram julgadas pelo Tribunal e indeferidas. O caso mais patológico foi o de Alagoas, que até hoje não se fez uma apuração decente, eficaz. E eu tenho também uma representação em Marília (SP), que deixou evidente a emissão de dois boletins de urna. Um totalizado às 6 horas da manhã no dia da eleição. Nem tinham começado a votar e já tinha um boletim com os resultados. Eu reclamei, mudaram a data e colocaram 18 horas. Isso está na representação 751 no TSE, aguardando julgamento desde 2005.

Esse processo, então, está parado. E o de Alagoas?
Fizemos um relatório preliminar. Tínhamos um prazo curto, mas, ainda assim, descobrimos problemas sérios. 22% das urnas estavam dando problemas nos arquivos. O boletim de urna era válido, foi para a totalização. Mas ela tinha coisas incoerentes como: após emitido o comprovante de que a urna estava vazia, sem nenhum voto, começaram as votações; até aí, tudo ok. Ao longo dos votos, o software passou a mudar de cidade, de número de urna e trabalhou o dia todo assim. Tinha um comando dentro dessa máquina dizendo para trabalhar de determinada forma e, no momento da totalização, programou-a para voltar ao normal. Por que esses boletins foram aceitos na totalização? Pois estavam com a característica da urna oficial, contudo, durante o dia, essa urna trabalhou com características de não oficial.

Mas, e aí?
O Tribunal pediu R$ 2 milhões ao candidato que estava impetrando as urnas. E assim, pararam o processo. Fizemos um relatório preliminar. Eles, então, contrataram um perito da Unicamp para fazer um segundo relatório, que saiu muito pior, no sentido de que denunciou muito mais. Entraram com processo e tudo mais, com advogado que, inclusive era ex-ministro. Como não tinha como contestar aquelas provas, a única forma de auditá-las era subindo o preço. No TSE, então, estipularam quem faria a perícia e o preço seria este (R$ 2mi). Ou seja, inviável. Como a pessoa que impetrou declarou não ter esse dinheiro todo, eles deram a sentença, encerraram o processo e ainda condenaram o impetrante por litigância de má fé. Ele sabia que a urna era inviolável e ele entrou com uma ação temerária, por isso a acusação do TSE, que acabou encobrindo isto.

Algum outro caso emblemático?
No ano passado, fui para Itajaí, peguei um outro problema. Olha, eles são criativos, viu? O candidato tinha certeza de que ganharia o pleito e não ganhou. Nos chamou e queria saber o que havia acontecido. Conseguimos pegar os documentos, que estavam dentro da urna. A legislação prevê um teste, quando está acontecendo a carga da urna.

Sim…
Os partidos deveriam estar dormindo e eles escolheram somente uma urna para fazer o teste. Não me conformo com isso. Alguém foi lá e carregou a urna com outro cartão de memória oficial. O pessoal testou, viu que estava tudo certo e sabe o que aconteceu depois? Essa urna não foi usada na votação. Ou seja, as urnas que foram usadas em Itajaí sofreram fraude no teste.

As campanhas são sempre questionadas. Por que a segurança das urnas não é?
Porque as pessoas que falam de urna são ridicularizadas perante o Tribunal. Os juízes costumam tratar de maneira diferente as pessoas que questionam as urnas eletrônicas. Em Itajaí, por exemplo, foram 15 advogados importantes, mas ninguém tem coragem de abordar isso. Os partidos até conhecem, sabem, mas a base não conhece. A hora que eles levam uma derrota é que eles se alertam. Aí, bom, é tarde, mesmo que haja algum resultado ilegítimo.

A Lei de Licitações prevê alternância de fornecedor no caso das urnas eletrônicas?
A Diebold já ganhou várias vezes a licitação. Nesse problema da licitação, eu discuto muito o preço que se paga. É muito alto, compram urnas desnecessariamente. Mas enfim, isso já foi muito falado. Na questão da licitação em si, eu defendo o consórcio. A Diebold não tem todos os componentes, então, ela terceiriza coisas que ela não pode fazer. Ela terceiriza até a montagem das urnas. Em 2008, acharam uma urna na Radial Leste.

E ninguém foi responsabilizado?
Exatamente. Ninguém. Quem pegou essa urna, sabia o porquê, embora os programas não estivessem lá dentro, na verdade a Diebold está montando as urnas.

Como assim? Mas não foi ela que venceu a licitação para fornecer?
Mas não fabrica. Podemos questionar a segurança. Essa pessoa que fabrica não pode vender para outro comprador? Pode. Os partidos não têm acesso às essas informações. E mais, quem transporta é uma empresa de logística. Qual a segurança desse procedimento?

O TSE, recentemente, divulgou um teste de segurança das urnas. A senhora estava presente nesse teste…
Esse teste aconteceu por conta de um pedido feito pelo PT e PDT em 2006. Queríamos que eles entregassem uma urna com o programa, em um ambiente fechado, controlado, com a presença dos partidos e sem imprensa. Nós atacaríamos a urna, porque sabemos como se faz para atacar. Não são invioláveis. O TSE resolveu chamar uma comissão de pesquisadores indicados pelos partidos e pelo Tribunal. Quando foi proposto na Câmara o voto impresso – que barateia e aumenta a segurança -, começaram a articular uma forma de mostrar que seria desnecessário colocar o voto impresso, cuja existência fiscalizaria o TSE. Mas e o teste?
Então, com essa ameaça iminente, fizeram uma nova resolução para o teste, excluindo os partidos da participação. Esse teste seria totalmente controlado por pessoas CONVIDADAS (NR: destaque dado pela entrevistada) pelo Tribunal.

E qual a legitimidade do teste?
Nenhuma. Desistimos, então, do teste. O TSE, por sua vez, afirmou que estávamos de acordo com a urna.

Fala-se muito em auditorias externas, ao se tratar de tecnologia da informação. Isso é feito? Qual a importância?
Para confiarmos num sistema, ele tem que ser auditado de forma externa, não só de pessoas isentas, mas externas ao próprio sistema. Os testes que são propostos são mais ou menos como se eu perguntasse para a própria urna se ela é honesta e, é óbvio, ela diria que sim. Para a auditoria ser eficaz e válida, ela precisa ser feita externamente ao software e por uma pessoa externa ao sistema.

Sou uma eleitora. Vou lá e voto. Como eu faço para ter certeza de que meu voto foi computado?
Olha, arranja um bom pai de santo. Estamos buscando justamente isso: A segurança. Poderíamos pegar 2% das urnas e ver se os votos batem. Se baterem, ótimo. Quem sabe fazer isso? Qualquer um. Não precisa contratar uma empresa de auditoria, um advogado especializado.

Mas isso não ocorre? Nenhum tipo de verificação, nem primária como essa?
Pois é. O TSE diz que esse processo brasileiro é o melhor do mundo. Mesmo o paraguai que recebeu urnas brasileiras em doação do Brasil, não aceitou o sistema porque não dava pra conferir. Quando uma pessoa vota, a urna grava o voto num registro. Como fazer para saber se gravou certo? Não dá. Se não fizermos auditoria, esse modelo não serve para nós.

Sobre a biometria (tecnologia que permite o reconhecimento do eleitor pela digital e pela foto), a senhora acredita que isso pode melhorar a condição de segurança?
O processo de biometria começou em 2004. Não existia verba no orçamento para fazer esse processo de biometria. Indeferiram meu pedido de comprovação de verba, dizendo que ela viria depois. No TCU, o processo ficou lá e está até hoje sem solução. Descobrimos, então, que a verba viria toda do FBI. Mas isso não tem por escrito porque foi um acordo feito entre o TSE e o FBI. Seria um compartilhamento de dados em troca da tecnologia do processo. O processo foi suspenso.

E agora?
Voltaram a falar nele agora, mas com a nossa verba. Contudo, o compartilhamento de informações será feito da mesma forma e de todos os brasileiros. Por que não dizer aos brasileiros que isso será, também, para um banco de dados? Essa é a minha crítica. A biometria no modelo Sagem – Afis não é um método de reconhecimento de eleitor, mas de criminoso. Para que tudo isso? Pinta o dedo, oras. Mas o TSE quer o espetacular, o fantástico. Mas usa esse mantra para esconder esse reconhecimento de digitais e faces. Custava devolver a foto para o título de eleitor? Para o voto, sabe qual é a consequência jurídica disso? Nenhuma. Se o eleitor não for identificado, ele pode votar do mesmo jeito. Quem vai verificar as identificações depois? Ninguém

Siga Luciana no Twitter : www.twitter.com/lucapi

Comentários

8 comentários para “Especialista: TSE inviabiliza investigação de fraude em urna”

  1. Esse é o Estado Burgues de Direito,
    ou Direito de Burgues.

    Escrito por lucivaldo | 24/02/2010, 9:27
  2. Está justificado a aberração que acontece em muitos Estados nas eleições. O candidato mais rejeitado pela população é o que ganha. Triste saber que meu voto consciente não vai mudar nada neste País de corruptos. A democracia e o direito ao voto tão batalhado e tão suado no tempo da Ditadura não adiantou. Na verdade a Ditadura sempre reinou!O povo continua sendo tratato como otário ou débil mental.

    Escrito por Soly | 24/02/2010, 9:46
  3. A advogada demonstra claramente que desconhece o sistema brasileiro de apuração eletrônica e os mecanismos de segurança desenvolvidos pelo TSE. Aliás, faz afirmações tendenciosas de forma a tentar desqualificar o voto eletrônico.
    Ela esqueceu de citar que no final do ano passado, o TSE abriu os sistemas a qualquer especialista em tecnologia da informação, onde se apresentaram profissionais do mais elevado gabarito do Brasil e do exterior, e mesmo hackers, para que tentassem violar a urna eletrônica. O objetivo, além de demonstrar a segurança do sistema informatizado de votação, era obter sugestões de como melhorar ainda mais o sistema. De fato, nenhum dos engenheiros, analistas, técnicos e pesquisadores conseguiram o intento de violar a urna, mas as melhores idéias de aperfeiçoamento foram premiadas, e serão utilizadas pelos analistas do TSE, para aperfeiçoar mais ainda o modelo brasileiro.
    Infelizmente muitos ainda torcem o nariz, sobretudo quando seus candidatos não se sagram vencedores. O fato é que ainda que o sistema fosse 100% seguro, ele é infinitamente mais seguro do que qualquer votação manual, onde a interferência humana é mais suscetível a fraudes.
    Quanto a ser o melhor sistema do mundo, de fato, dentre os sistemas informatizados, é realmente o melhor. Contudo muitos perguntam: – Se é tão bom, porque os Estados Unidos não usam ou não desenvolveram um melhor? – A resposta é simples. O Brasil tem um elevado índice de corrupção que está enraizado na própria cultura da nação, o que justifica os elevados custos de uma eleição informatizada. Uma eleição manual (como a anos atrás) demorava dias, semanas para ser concluída. Isso permitia a ação humana, pela manipulação das cédulas pelos “escrutinadores”. Hoje, por ser tão rápida, é muito mais difícil a fraude. Em contrapartida, nos países desenvolvidos, onde a cultura de corrupção não é tão alta como a nossa, e em territórios de pequena extensão, não se justifica os elevados custos de uma eleição informatizada, sendo mais viável a velha cédula em urnas de lona.
    A ilustre advogada, contudo, deturpa informações, no claro afã de semear a dúvida no eleitorado brasileiro, talvez porque algum cliente seu não obteve o êxito desejado nas urnas…
    Por fim, afirmo e defendo que o sistema informatizado brasileiro é um sistema plenamente confiável e que deveria servir de orgulho para nós brasileiros. Ele foi pensado e concebido dentro das nossas necessidades e realidade, portanto serve muito bem a nós. Não nos sintamos inferiores aos demais países. Nós temos um sistema adaptado á realidade brasileira, e que, portanto, não pode ser comparado a qualquer outro sistema utilizado em outros países.

    José Seixas de Oliveira
    Analista Judiciário TRE-AP
    Especialista em Direito Eleitoral

    Escrito por José Seixas de Oliveira | 24/02/2010, 16:15
  4. Falta transparência e segurança da informação
    ——
    A Dra. Maria Cortiz conhece muito bem o tema e tem razão.

    1. As urnas eletrônicas são boas, em tese. Falta auditoria e transparência no processo. A automação eleitoral brasileira não seria hoje certificada nas normas ISO27000 de segurança da informação.

    2. Hoje, não há controle da sociedade sobre o processo de totalização. Resultados podem ser alterados na totalização dos resultados, sem que os eleitores saibam.

    3. Erros ocorrem, intencionais ou não. Mostra-se essencial que haja transparência e auditoria independente.

    4. Não é aceitável que a garantia da segurança dependa apenas da palavra e das boas intenções dos funcionários do TSE.

    5. O sistema deve ser estruturalmente seguro e transparente, de ponta a ponta, independentemente das pessoas que o operam.

    6. O TSE acaba de comprar 160.000 urnas novas com identificação biométrica, sem precisar. O site do TSE informa que a biometria será usada somente em 61 municípios. E para isto vai usar em torno de 25.000 urnas, que já havia comprado em 2008.

    Escrito por Carlos Rocha | 24/02/2010, 23:14
  5. O representante da administração eleitoral, José Oliveira, demonstra claramente que desconhece o histórico do trabalho da adv. Maria Cortiz, a quem dirige suas agressões injustas.
    A entrevistada acompanha desde 2002, de dentro do TSE, o desenvolvimento do sistema eleitoral brasileiro, é autora de livros sobre nosso sistema eleitoral e é, de longe, a especialista em direito eleitoral com maior conhecimento DETALHADO do arcabouço técnico e jurídico que envolve nossas urnas eletrônicas.
    Ela certamente não desconhece o citado teste de segurança pois, junto a mim a ao representante do PT, ela é CO-AUTORA DA PETIÇÃO que resultou naquele teste.
    Infelizmente, a adminstrador eleitoral EXCLUIU TODOS OS PARTIDOS, de forma unilateral e autoritária, da comissão deliberativa do teste. Mas este ato autoritário da entidade que representa é escondido pelo Sr. José Oliveira.
    Aliás, o argumento do sr. Oliveira é característico de um vendedor ou promotor de produtos. Só fala das maravilhas do produto de sua empresa (a urna eletrônica) e esconde todas as suas falhas e problemas.
    Por exemplo, ele esconde que o modelo da urna-e brasileira foi:
    1- REJEITADO por mais de 50 países que vieram aqui conhecê-la;
    2- DESQUALIFICADO pela norma técnica norte-americana sobre voto-e (a única norma técnica existente);
    3- PROIBIDO oficialmente na Alemanha e Holanda;
    4- ABANDONADO pelo Paraguai que tinha recebido 15 mil delas de graça do TSE;
    5- DESCONSIDERADO nas eleições eletrônicas que ocorerram nos EUA (2008), na Russia (2008) e na Venezuela (desde 2006).

    Escrito por Amilcar Brunazo filho | 25/02/2010, 7:36
  6. Falo como eleitora, o voto eletrônico nos moldes atuais não nos dá garantia e segurança de que não haja fraude. E, quando o TSE faz questão de impor dificuldades e torna impossível qualquer aferição dos Partidos Políticos das urnas e sistema eletrônico, isso somente reforça a desconfiança e insegurança no processo eleitoral brasileiro. Vale lembrar, ainda, que não existe certeza absoluta de inviolabilidade de qualquer sistema de informação manipulado pelo homem.

    Escrito por Sônia | 25/02/2010, 10:17
  7. Toda essa discussão sobre lisura e honestidade me fizeram lembrar das eleições presidenciais do equador em 2006. Naquele ano o TSE Equatoriano contratou uma empresa brasileira, fornecedora do TSE brasileiro, para apuração rápida dos votos das eleições presidenciais. O contrato no Equador foi assinado por um técnico de alto escalão, cedido, há mais de 10 anos ao TSE brasileiro que se fez acompanhar pelo recém aposentado Secretario de informática do nosso Tribunal. Inobstante o status técnico do grupo no Brasil, o consorcio brasileiro não conseguiu cumprir o contrato no Equador, que ao final revelou-se irregular, posto que nenhum dos executivos que lá estavam possuía capacidade ou vínculo oficial com a empresa contratada e o consórcio sequer existia. Por isso, os envolvidos tiveram seus passaportes retidos e respondem a processo naquele pais. As informações encontram-se em: http://www.eluniverso.com/2006/11/02/0001/8/D0DEA59CD95741BB928CE6E54E14972C.html e http://www.hoy.com.ec/noticias-ecuador/anne-dolida-por-mentiras-contra-su-esposo-rafael-249811-249811.html http://www.eluniverso.com/2006/10/27/0001/8/A893156F3D7B4E88A5F3ACB8F517F3EB.html
    Preocupa sob maneira, as notas divulgadas pela Comisión de Contról Cívico contra La Corrupción (CCCC) equatoriano indicativas de que os observadores enviados pela OEA para acompanhar as eleições presidenciais no Equador, estavam em perfeita sintonia com o “consórcio brasileiro”, pois não fosse a imunidade teriam sofrido as mesmas sanções.
    Outro ponto preocupante nessas reportagens foi a informação de que o MP brasileiro estaria auxiliando os envolvidos na defesa pelas ocorrências negativas na eleição do equador. Se conjugarmos a situação “não oficiosa” do trabalho, a existência de um contrato inválido com um Órgão máximo do Judiciário Eleitoral Equatoriano, com uma eventual defesa pelo MP estaremos esdruxulamente admitindo que eles lá estavam em caráter oficial.
    Vale lembrar que a empresa consorciado com servidores do TSE brasileiro, em 2005 foi beneficiada com mais 5 anos de contrato com a Justiça Eleitoral, para fornecimento de mão-de-obra, quanto ainda era Secretário de Informática um dos “executivos extra oficiais” levado ao Equador.
    Noutro benefício extra-legal, foi-lhe disponibilizada uma sala no andar térreo do prédio do TSE com direito à fixação de uma placa de identificação exclusiva como se lá fosse seu escritório particular, inobstante dentro de um prédio da União. NÃO SE PODE ESQUECER que os agentes envolvidos na tentativa de fraude no equador, enquanto serviam ao TSE, foram os responsáveis pelas licitações, desenvolvimento dos programas e das urnas brasileiras. E mais, o ex-secretários de informática após se desvencilhar dos impedimentos para sair do equador, retomou suas atividades junto ao TSE, hoje como assessor ligado à presidencia do órgão.

    Escrito por maria cortiz | 26/02/2010, 22:07
  8. Fraude Eletrônico e outras & AGUAPÉ

    Prezado Cidadãos Brasileiros,

    FRAUDE é possível em, praticamente, tudo ! ! ! ! ! ! !

    Por essa razão a Equipe BR do AGUAPÉ apresenta um importante ALERTA, em nome da ÉTICA quando apresenta seus Propósitos para a Sociedade Brasileira. Na Manipulação do AGUAPÉ envolve Riscos SÉRIOS que pode levar os indivíduos INEXPERIENTES à sua MORTE. Todo AGUAPÉ pode conter Microorganismos Patogênicos causadores de Infecções GRAVES, muitas vezes FATAIS. Portanto seja Extremamente Cuidadoso ! ! ! ! ! ! !

    A Equipe BR do AGUAPÉ, acredita que só, através da ÉTICA é possível estabelecer o Desenvolvimento SOCIAL & Econômico do Brasil, de FATO, SUSTENTÁVEL. – qualquer outro caminho é SUICÍDO, pois mais cedo ou mais tarde se PAGA pela Opção ERRADA.

    Certamente O QUE MAIS IMPORTA é que a Sociedade Brasileira aprenda a COBRAR com todo o RIGOR as PROMESSAS apresentadas durante a Campanha Eleitoral – é a mais Importante Obrigação / Dever de cada Cidadão Brasileiro.

    NOTA: fica aberto o Seu Espaço para apresentação das suas manifestações (Comentários & Sugestões) – elas serão sempre Bem Vindas e a Sociedade Brasileira em breve AGRADECERÁ por isso.

    ALERTA: NÃO VOTE em POLÍTICOS NÃO-ÉTICOS que PROMETEM e NÃO CUMPREM.

    Um Abraço Fraterno aos Interessados pelo AGUAPÉ,

    MISSAO TANIZAKI
    Fiscal Federal Agropecuário
    Bacharel em Química
    missao.tanizaki@agricultura.gov.br (Com Problemas)
    missao.tanizaki@gmail.com (NOVO)
    Equipe BR do AGUAPÉ
    TUDO POR UM BRASIL & MUNDO MELHOR

    Escrito por Missao Tanizaki | 24/03/2010, 21:49

Comentar

Memória

Categorias

Arquivos

Online Agora

Divulgue seu produto ou serviço aqui.


Fale conosco.