Gosto de carnaval, gosto muito de carnaval, minha família gosta muito de carnaval, em época de carnaval nos sentimos muito alegres, escutamos o radinho que temos a tocar as músicas carnavalescas, as músicas das escolas de samba, as músicas dos blocos, vimos em nossa pequena televisão, o chamamento para que todos participem da alegria que é o carnaval, para que venham todos assistir o desfile dos blocos e das escolas de samba que irá acontecer no Sambódromo, dizem, vai ser uma festa muito bonita e todos estão convidados a participar. Em casa todos ficamos alegres pois iremos da festa participar, iremos todos, minha mulher e meus quatro filhos, talvez minha mãe e minhas irmãs também irão, ficamos todos ansiosos para que chegue logo o dia, porque com certeza será uma festa muito bonita e nós queremos, como todo mundo participar.
Estando perto do dia do desfile dos blocos e das escolas de samba no Sambódromo, escutando o rádio, tivemos uma decepção muito grande, nossa alegria acabara naquele momento, a ansiosidade se transformou em tristeza, porque a pessoa que falava dizia para quem quisesse ouvir, dizia que quem quisesse assistir ao desfile das escolas de samba no Sambódromo, teria que pagar vinte reais adultos e dez reais as crianças. Como nós poderíamos assistir ao desfile se além dos ingressos que custariam oitenta reais, ainda teríamos que pagar as passagens de ônibus ida e volta, pois moramos muito longe, moramos na periferia, como ainda eu poderia comprar pipoca para os meus filhos, comprar uma água para eles? Fiz essas perguntas várias vezes a mim mesmo e não achei respostas, pois o trabalho de bico que estava fazendo não permitiria que eu fizesse isso, porque o que iria receber mal iria dar para comprar o peixe e o açaí para a minha família, então pensei e pensei e percebi que nós não iríamos assistir o desfile das escolas de samba no Sambódromo, porque o nosso lugar lá não poderia ser comprado, o nosso lugar lá não existia, o nosso lugar lá reservado não estava. Por que?
Ao refletir sobre essa situação, verificar a tristeza de todos da minha família por não podermos ir ao Sambódromo, passei a atinar e a questionar por que minha família teria que pagar para sentar naquelas arquibancadas se aquelas arquibancadas foram feitas com o dinheiro público. Se aquela iluminação para o desfile foi feita com o dinheiro de nossos impostos, portanto dinheiro público.? Se aquele asfalto que está a disposição do carnaval foi feito com o dinheiro público? Eu na minha ignorância, não estava achando justo, ainda mais se milhões de reais, públicos, foram destinados pelo governo para essas escolas de samba que irão desfilar, ou seja, desfilar com o nosso dinheiro, e nós ainda teríamos que pagar para sentar naquelas arquibancadas a fim de assistir ao desfile? Por que não cobrar somente de quem tem a soberba condição de se esbaldar em camarotes, ali com toda a segurança, livre das intempéries, livres dos pedintes que pague um ingresso de arquibancada, ostensivamente abarrotados de comidas várias e de bebidas finas e caras? Nada contra quem assim se satisfaz, acredito também que o Sambódromo foi feito com dinheiro público para todos, mas nessa questão do carnaval, quem poderia pagar, que tenha que pagar, mas quem não pode pagar, que é o povo pobre, que não pague e assim faça justiça.
O carnaval irá passar, as escolas de samba desfilaram, o Sambódromo lá irá estar a esperar que no próximo ano outra vez seja lugar de excluir, será palco não só de beleza, mas de uma triste realidade de injustiça, lançada sobre os ombros dos menos favorecidos, e isso acontecerá se a sociedade não tratar o pobre como pobre, se a sociedade não procurar aliviar das famílias mais carentes, o peso da carga marcada pelo destino que é a pobreza. Gosto, gosto muito de carnaval, mas não me dão a felicidade dele participar nas horas mais fantásticas que ele possa parecer, que é o desfile das escolas de samba no Sambódromo, porque acredito que ele não foi feito prá mim.
Professor Alcides de Oliveira
alcides.oliveira2005@ig.com.br
Professor Alcides isto é apenas parte dos locais público que o pobre não pode ir, ou seja, não foi feito para ele. Além do sambódromo ele também não pode ir na expofeira que também é construída todinha com dinheiro público e deveria servir ao público. Não pode ir nos hospitais, na maternidade…
Ele, o pobre, na situação atual do nosso Estado não pode nem mais viver(que diga a família do menino Danilo). Que Estado é esse meu Deus!!, que é apresentado na mídia como um paraíso mas que na realidade, parece mais com um inferno, principalmente para os cidadãos e cidadãs mais carentes.
Por Marcos de Morais
Venho pensando nessa novela sem conteúdo e sem sentido que é o estado e suas estruturas. Esse caminho sem volta não me levou a lugar nenhum, pois quem deveria assegura os direitos básicos da população são os primeiros a negar-los e a explorar-los, professor, o povo banca o estado e suas regalias, e tudo é negado ao povo; inclusive a comida da casa dos nossos queridos deputados, dos juízes e do governador, embora, muitos deles não tenham nem o comer.
Ultimamente como ser bandido é uma profissão exercida pelos políticos desse País, eles cuidarão de se proteger criando o “Auxílio Reclusão” (http://www.previdenciasocial.gov.br/conteudoDinamico.php?id=22): o bandido durante está preso receberá 80% de seus vencimentos, também pudera assistido “BIG BROTHER” com sua apologia a malandragem a única coisa que eles poderiam aprender seria à malandragem dos “BROTHER’S” onde trabalhar não é necessário basta ser malandro e falar besteira e fazer sexo na TV, que será chamado de herói e ganhará um milhão de reais, coisa que muitos brasileiros jamais ganharão em uma vida inteira de trabalho duro, essa apologia ao banal que emana dos quatro cantos deste País tem atrofiado o intelecto de nosso povo, eles sabem que como a política do “pão e circo” só é eficiente em uma sociedade deseducada.
O povo resiste arduamente a maquina da banalidade e seus chamados que a cada dia são mais atraentes. Um bandido no Brasil custa para o povo 1.500,00 por mês só para sua manutenção na prisão, e agora custarão mais 752,12 para sustentar os filhos dos presos encanto eles estiverem na cadeia, isso tudo, é um abuso para ao povo brasileiro e que são verdadeiros heróis por viverem com 510,00.
Quando Profº homens e mulheres como nós iremos goza de nossos direitos, quando as riquezas de nossas terras serão usadas em beneficio do povo do Amapá, do Brasil e do mundo, não pare de escrever por que a mídia alternativa “marginais da comunicação” é a única coisa de real, nós somos verdadeiros, os gritos de protesto do povo são verdadeiros. Não há projeto de sociedade melhor, sem um mecanismo que garanta a o direito de escolha das pessoas, para isso, precisamos educar o povo: os verdadeiros heróis deste país chamado Brasil, e não aquelas marionetes que o Pedro Bial chama de herói no BIG BROTHER.
Existem governos que confundem propositalmente o Público com o privado e acabam tirando o bem estar do pobre trabalhador que para ele seria uma recompensa está passando o feriado com a familia e usufruindo de algo que ele tambem ajudou a construir,mas acordos politicos sacrificam as massas por punhados de empresarios que vão reeleger eles mais tarde!
Brasileiro é foda!!! Exige tudo de graça. Além do mais o sambódromo não cabe todo mundo. Uns vão pagar para assistir lá, outros assistem pela TV que é a maneira mais democrática para se ver, e é de graça, como o professor deseja.