Terminou na madrugada de hoje, por volta das 3h da manhã, o julgamento que teve início na manhã de ontem, 9, no Fórum Desembargador Leal de Mira em Macapá, de dois dos acusados do assassinato da professora Claudete Rocha Mota Nunes, 52, ocorrido em outubro do ano passado. Onivaldo Façanha Pantoja, 25, o Branco, foi companheiro da professora por 12 anos e é acusado de ser o mandante do crime, ele teria contratado seu tio, Daniel dos Santos Façanha, 24, o Rosca, e um menor de apenas 15 anos para matar a companheira em troca de R$ 2 mil. Onivaldo foi condenado a 18 anos de reclusão e o executor, que é seu tio, foi condenado a 23 anos de reclusão. O menor que participou do crime está em liberdade e foi ouvido durante o julgamento, ele deve ser julgado pela Vara da Infância e Juventude. Embora tenha negado tudo durante o julgamento, Onivaldo havia confessado diante das câmeras de televisão ainda em outubro do ano passado, logo após o crime.
A professora foi assassinada no dia 14 de outubro, com 17 facadas, na escola Manuel Pereira Herculano onde trabalhava, na localidade de Jaburuzinho no Arquipélago do Bailique, distrito que está há dez horas de barco da capital.O crime chocou a comunidade do Bailique e os moradores de Macapá. Depois de cometer o crime, Onivaldo permaneceu até ser preso, durante dois dias próximo a família de Claudete fingindo pesar pela morte da companheira, que morreu 20 dias depois de completar o curso de pedagogia pela Unifap.
Onivaldo foi preso dois dias depois do crime no Bailique, foi encaminhado à penitenciária e hoje está numa casa de custódia em Macapá. Devido à crueldade do crime, Onivaldo foi vítima de um atentado perpetrado pelos presos dentro da própria penitenciária, onde detentos tentaram matá-lo a pedradas enquanto dormia. O fato ocorrido ainda em outubro do ano passado, fez com que ele fosse transferido para uma casa de custódia em Macapá, onde aguardou julgamento. Ele continua ameaçado e deve voltar para a penitenciária após a condenação.
O auditório do Tribunal do Juri esteve lotado na manhã de ontem, moradores de Macapá, a imprensa e membros da comunidade do Bailique e representantes do movimento de mulheres estiveram acompanhando o do julgamento.
Parabéns a polícia e a justiça amapaense que em tempo récorde prendeu os assassinos, concluiu o inquérito policial e a realizou o julgamento, condenando todos. Quem ganha com esse trabalho eficiente é a sociedade que sente-se mais protegida por não existir a impunidade e os infratores serem retirados do seio social por conta dos crimes que cometeram. Essas instituições (polícia e justiça) demonstraram que pode haver mais celeridade nas apurações e julgamentos em outros casos tão bárbaros quanto o do assassinato dessa professora, por motivo fútil e com requintes de crueldade. A sociedade toda está satisfeita. Tivemos (e esperamos ter para todos os casos de crimes – inclusive os de trânsito) polícia e justiça eficiente no Amapá.