Dados oficiais do relatório encaminhado pela direção do hospital da mulher desmentem explicações oferecidas pela SESA e confirmam 26 mortes do dia 26 de dezembro do ano passado até a segunda-feira, 8 de fevereiro.
Por Eduardo Neves
Após receber denúncia de que crianças estavam morrendo na Maternidade Mãe Luzia, a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Amapá (CDH/AL), em parceria com a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Amapá (OAB/AP) e o Conselho Estadual da Mulher, constataram durante inspeção no final da manhã desta terça-feira, 09, a morte de nove bebês só no útlimo final de semana.
De acordo com o secretário adjunto de saúde, Ronaldo Dantas, que confirmou os óbitos, na presença do presidente da CDH/AL, deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB/AP), do presidente da CDH/OAB, advogado Washington Picanço e da representante do Conselho Estadual da Mulher, Delma Skibinski, as mortes aconteceram entre sábado, 06, e segunda-feira, 08 de fevereiro.
O deputado Camilo Capiberibe protocolou junto à direção do hospital da mulher um ofício requerendo a informação sobre o numero de mortes de bebês ocorridos no ano de 2010. Segundo a resposta da direção do hospital no ofício nº 22/2010-HMML, 26 bebês foram a óbito do dia 26/12/2009 até o dia 08/02/2010, sendo doze falecimentos só neste início de fevereiro, nove dos quais no último final de semana.
Ao questionar o grande número de mortes em curto período de tempo, o presidente da CDH-AL recebeu a informação da secretaria adjunta de saúde que sete crianças das nove que morreram teriam nascido prematuramente. “Uma nasceu com 550 gramas, outra com 650, e as demais tinham menos de 1,4 kg o que seria considerado nascimento prematuro e de risco”, informou o Dr. Ronaldo Dantas.
No entanto as informações foram desmentidas pelo próprio relatório encaminhado pelo diretor do Hospital da Mulher Mãe Luzia, Dr. Dílson Ferreira, no qual se pode constatar que o menor peso de um bebê falecido no período foi de 750 gramas, e cinco bebês com aproximadamente 2 kg e 5 com mais de 3 kg estão entre os que perderam suas vidas.
As causas que ainda estão sendo apuradas preocupam segundo o parlamentar socialista. O Secretario Adjunto de Saúde alegou que a falta de atendimento pré-natal poderia ser uma causa. O presidente da CDH-AL não se mostrou satisfeito com as explicações mas cobrou solução para os problemas relativos ao pré-natal. “Isso mostra que está havendo uma falha no sistema de atendimento da rede básica de saúde de responsabilidade da prefeitura e que pode ser corrigido com trabalho em parceria”, cobrou Camilo.
Ao ouvir à senhora Raimunda Nascimento, mãe de uma das pacientes que perdeu o bebê neste final de semana na Maternidade, o deputado Camilo, foi informado que a filha de dona Raimunda deu entrada na sexta-feira, 05, com sangramento e que deveria ser operada imediatamente, mas segundo dona Raimunda, houve negligência médica e a filha dela só foi operada no domingo. “A criança nasceu com vida, mas o médico demorou para colocar o bebê no aparelho”, denunciou dona Raimunda.
De acordo com o deputado socialista, muitas pacientes estão com medo de procurar a maternidade, devido os últimos casos de mortes de bebês. “Eu estou aqui para verificar a real situação e tornar público o que realmente está acontecendo”, disse o deputado, ao repassar ofício à direção da maternidade, solicitando informações a respeito do número de mortes de bebês desde o dia 01 de janeiro até o dia 09 de fevereiro.
O secretário, Ronaldo Dantas, disse que serão tomadas medidas para verificar o que levou as mortes dos bebês. “Vou pedir através da Secretaria de Saúde do Estado, a abertura de uma sindicância para apurar as verdadeiras causas dessas mortes”, informou Dantas.
ESTRUTURA – Após a reunião com a direção da maternidade, os membros das comissões visitaram os leitos e compartimentos do hospital.
Na inspeção, foi constada a existência de seis leitos de UTI néo-natal, sendo que quatro estão cadastrados pelo Ministério da Saúde. “O que é insuficiente para atender a grande demanda de crianças pré-maturas” disse Camilo, ao receber a informação da própria direção do hospital. A insuficiência de leitos pode ser uma das causas dos falecimentos no hospital da mulher.
Outra constatação é o grande número de cirurgias cesáreas realizadas na maternidade. “A maioria aqui teve o parto através de cesáreas, é difícil você encontrar aqui alguma paciente que teve parto normal”, disse a paciente Adjane Andrade.
O calor é outro problema que afeta as pacientes e os bebês. Na maioria dos leitos, onde ficam as mães pós-parto, só há ventilador. “À noite os bichos tomam conta das camas e é arriscado até os nossos filhos contraírem alguma infecção. Sem contar com o barulho de um sapo que há nesse banheiro”, disse Adjane, ao questionar porque é servido na alimentação só frango. “Eu sou alérgica, e não posso comer frango. Mas, não servem outra comida”.
Ao finalizar a inspeção, o deputado Camilo Capiberibe, informou que diante dos fatos será elaborado um relatório, pedindo ao governo do Estado, imediata solução para os problemas. Se for constatado indícios de negligência o relatório será encaminhado para o Ministério Público estadual e para a delegacia geral de policia para instauração de inquérito e apuração de responsabilidades. “Não se trata de estatísticas, são vidas humanas que estamos perdendo, e a sociedade precisa de uma resposta”, finalizou Camilo Capiberibe.
Eu fico me perguntando, qual a diferença de um Serial Killer, pra um gestor incompetente? Será que o Serial Killer que mata em série, é tão diferente de um Governador que devido a sua inércia deixa morrer 26 CRIANÇAS que queriam apenas nascer em paz e viver felizes sua meninice, juventude, velhice e morrer na hora necessária? Que culpa tem essas crianças? Que nasceram (morreram) sem a mínima culpa e sem direito de defesa?. Não se trata mais apenas de brigas políticas, a coisa é mais séria, se trata de VIDAS, ceifadas, dilaceradas, arrancadas, seja por pessoas morrendo no trânsito pintando nosso chão de vermelho tal como um quadro grotesco surreal, seja por mortes de armas de fogo ou armas brancas ou como nesse caso por mortes de crianças derramando o sangue cor de inocência. Esse governo conseguiu transformar o simples ato sublime e puro de nascer, em um ato de covardia contra a vida humana e que conseqüentemente destrói sonhos de inúmeras mães que sonharam seus melhores dias ao lado do filho que cuidaram com o maior amor do mundo durante 9 meses. Será que os interesses dos homens estão acima dos interesses da vida? Essas crianças perderam a oportunidade de viverem, que é um direito que todos temos, mas que foi negado pela IMCOMPETÊNCIA que se instalou na administração da Saúde pública do Amapá, e sabem porque? Porque o governador finge que não vê, e não adianta pôr a culpa nos outros, pois quem manda mesmo é o governador, e a ele cabe a indicar pessoas competentes e capazes para garantir o mínimo que é o direito de Nascer, viver e ser feliz!
ah.. minha filha nasceu na maternidade! nao tinha copos… nao tinha seringas.. e nao tinha as condicoes necessarias para nascer uma vida ali..!! tinham ratos, baratas, sujeiras, superlotacao de pacientes, etc…!! vamos fazer uma campanha na blogosfera e quem souber o e-mail da globo.. band.. etc.. mandem um release.. do que ta acontecendo aqui.. eu tentarei fazer.. tenho dois filhos, e com vida de crianca nao se brinca!!!
é lamentável o que está ocorrendo na maternidade onde recebe o nome de uma parteira histórica como foi mãe Luzia,que cuidava das crianças na hora do parto caseiro como se fosse seus filhos,reduzindo assim o indice de mortalidade infantil na decada de 50.A maternidade mãe Luzia há vários sofre pela má administração,sai gestor entra gestor e nada se resolve,e o que é mais grave,vidas sendo ceifadas pela imcompentência e falta de compromisso com a vida humana ,culpa essa que é destinada ao governador Waldez e seus assessores da área da saúde que não conseguem curar esse “CANCER”, que é administrar a saúde pública do Amapá.Pra se ter uma idéia durante 7 anos de governo do PDT não se construiu praticamente um hospital público para atender a população do estado que triplicou nesses últimos anos,o que ocorreu também foi o grande número de desvios dos recursos públicos da saúde onde desviaram mais de 40 milhões e o dinheiro não apareceu até hoje,consequência disso tudo CAOS NA SAÚDE DO GOVERNADOR WALDEZ,que se trata em São Paulo,porque a saúde do Amapá é a melhor do Brasil,durma com esse barulho.
ALÔ GRUPO DAS LÀGRIMAS!!!! AS MÃES QUE PERDERAM SEUS BEBÊS NA MATERNIDADE TAMBÉM CHORAM POR JUSTIÇA, A DOR È A MESMA.
Aqui do lado de cá do mundo nossos políticos não tem tempo pra fazerem as coisas certas; eles gastam muito tempo fazendo as coisas escondidas. Mais recentemente tanto em Santana como em Macapá os nossos empenhados vereadores votaram projetos, cada um em seu determinado município um projeto de lei municipal que libera a venda de produtos alheios a saúde em farmácias privadas. Indo de encontro com as normas preconizadas pela RDC 44, normativas 9 e 10 criadas pela ANVISA. Se eles são capazes de distinquir melhor do que a ANVISA; O que é justo comercializar nas farmácias, por que não fazem projetos de saúde no nosso estado que façam a saúde melhorar de verdade, porque a maternidade Mãe Luzia está precissando de profissionais com esta qualificação. Afinal de contas quem é a agência reguladora??? Ou, eles preferem legislar a favor do empresariado das farmácias??? Fizeram um projeto sem se quer consultar algum membro das vigilâncias sanitárias municipais ou estaduais e nem algum orgão relacionado ao setor como o CRF/AP.
Acredito muito que a população seja muito prejudicada pela falta de sorvetes, picolés e outras quinquilharias, principalmente de madrugada como afirmou um famoso apresentador de programa de televisão do estado. Enquanto a ANVISA tenta organizar o setor eles preferem a bagunça…Enquanto tenta fazer as farmácias funcionarem como prestadoras de serviços de saúde a comunidade, eles querem balas, sorvetes, refrigerantes, chocolates, quem sabe dê agora pra incluir churrasco e cervejinha no cardápio das farmácias.Só está faltando agora os prefeitos sancionarem as leis, porque eles já votarama por unanimidade…
Anônimo
Continua votando no Sarney, galera… Já que não tem nenhum homem de bem no Amapá, continuem assim. Tá tudo bem. Não só aí, mas no estado dele também. Principalmente na praia particular que ele possui…
Vergonha é que essas mães que choram ainda vão votar nos mesmos canalhas na próxima eleição.
É triste, mas não tenho mais pena. Quem vota tem que aguentar suas escolhas.