Acho sempre válido o debate fraterno e franco e antes de qualquer coisa é importante afirmar que independente dos interesses que estão no jogo poder do estado, é sempre salutar a luta em defesa da educação e do interesse do coletivo da sociedade, que historicamente sempre é preterida.
Hoje, nos encontramos em um momento muito claro sobre os interesses que circundam nossa atmosfera política do Amapá, os cortes drásticos nos orçamentos da educação, saúde, cultura, segurança publica, da administração, etc… É a passagem mais triste dos últimos 10 anos da história do Amapá.
O ato promovido por estudantes, artistas e pelas pessoas comuns, de bem que trafegam diariamente na Av. FAB (os microfones são abertos a quem quiser falar) é uma forma legítima de manifestar sua indignação, como na história sempre foi. Alguns acham que foi tarde essa manifestação, pois em denúncias passadas sobre possíveis indícios de corrupção com a verba da educação não se fez nada. Talvez estes tenham até razão, mas hoje como nestes momentos passados nada justifica ficar de braços cruzados. Se naquele momento foi errado não manifestar-se hoje também é um crime ficar calado, ou somente de cima do muro olhando e jogando pedra.
Gosto de ver a rebeldia e ousadia que encontro em muitas pessoas que encontram-se acampadas na frente da Assembléia, parecia um paiol que precisava somente de uma leve chama para levantar-se e gritar forte pelos direitos, inclusive de pessoas que conviviam há algum tempo e que agora mostram sua disposição para a luta.
O ato público que se segue até terça-feira, 26, na frente da assembléia é no mínimo uma heróica forma de manifestar no Amapá, pois reacende a chama das lutas no imaginário da população, que há tempos não vê uma entidade sequer fazer luta política, seja ela dirigida pelo grupo mais de direita ou da extrema esquerda, o movimento estudantil saiu do gueto! Isso para alguns é uma ameaça, para outro uma saída, uma luz no fim do túnel.
Minha história de atuação no movimento estudantil não surgiu a partir desse ato, muito menos a partir da diretoria da UNE, que hoje sou ex-diretor, e me orgulho de em toda minha trajetória política, já se vão 8 anos (vale ressaltar que não sou velho, apenas comecei cedo, rsrs) não ter repetido nenhum ano no ensino médio (iniciei minha militância no primeiro ano do ens. médio) e não ter retido nenhuma matéria no meu primeiro curso superior (conclui o curso de história tem exato um mês), isso tendo claro que a luta do movimento social não está dissociada das responsabilidades como cidadão e da necessidade de se trabalhar e para garantir um futuro que não seja o oportunismo político nem carguista.
A legitimidade do ato da assembléia não pode ser secundarizada pelas divergências políticas entre os lutadores sociais, principalmente que têm orientação oriunda da esquerda, pois antes de mais nada a luta é objetiva e clara, contra os cortes dos setores sociais, e pela manutenção do vetos do governador.
Logo, vale ressaltar uma postura louvável é a do parlamentar de oposição Camilo Capiberibe (PSB) que mesmo sendo da oposição ao governo manifestou-se a favor da manutenção do veto dado pelo governador, uma postura correta de quem se diz representante do povo, e assim como Camilo está certo, os manifestantes do ato também estão certos pela sua postura e ousadia.
Estamos prontos para receber críticas e também elogios, já declaremos guerra aos que fingem nos amar na Assembléia, e como disse Helenira Resende, vice-presidente da UNE, assassinada pela ditadura militar, “Empunhemos fortemente as bandeiras de lutas, Não demos tréguas aos poderosos, e aquele que persistir triunfará”.
Seguiremos firmes e fortes na luta, até terça-feira, 26, todos contra os cortes da educação!
*Patrique Lima, 22 anos, Recém – formado Historiador, estudante de engenharia florestal da UEAP, ex-diretor da UNE e atual Presidente Estadual da UJS-AP.
É amigo acho que chegou a hora de unir forças, não da pra voltar no passado, mas da para aprender com ele (até pq tem muita merda debaixo do tapete e respinga em muitos), o momento é este, agora, hoje, manhã tarde, noite e pela madrugada. Tem muito neguinho incomodado, afinal estamos cutacando os três poderes. É uma briga que ficará marcada na História deste Estado, nesta hora as pessoas tem duas saídas aproveitar para duelar na eterna luta das 3 famílias pelo poder do Estado ou ficar no muro atirando pedras, garrafas e merdas. Ou uma entrada, engajar no movimento declarando Guerra a quem finge que nos ama, desta forma fazendo parte da história. e como diria uma sabia amiga: “No fundo, no fundo… Eu me afogo.”
Só um esclarecimento… A estranha saída dos estudantes da frente da Assembléia hoje ao meio dia, sem terem tido resposta a nenhuma das suas reinvindicações, tem alguma coisa haver com a reunião no mesmo momento de Jorge Amanajás, Roberto Goés e Pedro Paulo para estabelecerem o acordo de transferência de milhões da educação e da saúde para os poderes… ou é tudo pura coincidência? É… parece que a guerra declarada é contra o povo.
Quem disse que não houve resposta a nenhuma de nossas reivindicações? Houve sim, e o ato foi uma vitória do movimento estudantil, dos demais movimentos sociais e da sociedade amapaense. Conseguimos através da pressão e do diálogo barrar o corte de verbas!!
Apenas nos retiramos por que nossas reivindicações foram atendidas, agora os estudantes e o povo amapaense tem voz e representatividade nesse Estado e lembrem-se: as mudanças sociais não ocorrem por si só, mas através de uma luta interminável travada entre as camadas sociais, com pressão e tensionamento político.E o povo e os movimentos sociais são o epicentro desta luta, onde houver injustiça, opressão e corrupção a UNE e a UBES estarão lá!!
ÉDICO RENÊ
Presidente do DCE – FAMA
Presidente do CASSO- FAMA
Representante Regional da ENESSO
onde estavam os estudantes no ato fora Sarney,no escândalo do DVD da SEED,nas diversas operações da PF contra a corrupção na governo estadual,onde estavam os bravos defensores do POLVO?
Patrique Lima Tu não tava fazendo campanha pro Waldez em 2006???