Todos os setores públicos só tem uma razão de ser, uma razão para que existam, qual seja, trabalhar para o bem comum, trabalhar para que a sociedade tenha uma vida digna e justa, na busca sempre, do desenvolvimento pessoal e principalmente comunitário, porque são públicos, são setores do povo, para o povo, constitucionalmente constituídos, legalmente constituídos para servir ao público em todos as situações vividas por esse povo, seja na educação, na saúde, na segurança, nos transportes urbanos, na justiça, na habitação, no campo, na alimentação e em todos os serviços essenciais, direitos da comunidade.
Quando algum setor desses, públicos, não funciona direito, não trabalha direito, não cumpre com o seu dever, a população obviamente irá sofrer, porque não será atendida, por aquele setor nas necessidades por qual está passando, acarretando com isso um emperramento no desenvolvimento daquela comunidade, porque determinado setor não está funcionando, o que não deveria acontecer, pois logicamente os seus agentes com certeza estão recebendo os seus salários religiosamente, salários esses que tem a sua fonte, os impostos desses que estão esperando ser atendidos as suas necessidades, mas que infelizmente isso não está acontecendo, o que torna essa situação uma situação esdrúxula, covarde, irresponsável e altamente perniciosa pois conseqüências desagradáveis com certeza trará, com essa omissão que o setor público estará a proporcionar por falta de compromisso com a população.
Isso é inconcebível, mas aconteceu e está acontecendo nos setores do governo estadual e do governo municipal, tanto que a mídia local providenciou em publicar em noticiários televisivos a falta de compromisso desses dois setores públicos com relação a não projetarem no ano de 2009, algum trabalho com a finalidade de contemplar a construção e inauguração de alguma creche, deixando o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação com os recursos disponíveis para o estado e para a prefeitura, mas sem poder entregá-lo , porque o Estado do Amapá e a Prefeitura de Macapá não elaborou nenhum projeto para construção de creches, que pudessem justificar a liberação desses recursos, o estado e a prefeitura se omitiram quando o fundo os procurou, apresentou os recursos, pediu projetos e ai não foi atendido conforme preceitua a legislação, ocasionando a não aplicação desses recursos no Estado do Amapá e conseqüentemente na Prefeitura de Macapá.
O que aconteceu? Por que não teve projeto? Aonde estavam os setores que tratam de uma das questões mais importantes de uma comunidade que são creches? Qual a razão da não apresentação de pelo menos um projeto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação? Esses questionamentos levam a respostas que podem muitas vezes ser injustas, mas levam também a respostas que só podem considerar que houve falta de compromisso, que houve insensatez, que houve falta de responsabilidade perante a população, pois não se pode admitir que recursos há e que não são alcançados pela falta de projetos, e que pela falta desse projeto muitas crianças carentes, muitas mães carentes sofridas, muito mais carentes ficaram, muito mais sofridas ficaram, por que a creche seria uma salvação quanto a mãe buscar trabalho e a sua cria ficar segura em uma creche, quanto a mãe buscar um meio de conseguir alimento através de um salário, para levar para seu filho que seguro está em uma creche, mas tudo isso infelizmente não acontecerá porque alguns insensatos, alguns irresponsáveis, alguns preguiçosos e maldosos não acharam de cumprir com o seu dever, elaborando projetos para construção de creches no estado e nas prefeituras, para mudar a realidade triste porque passa o Estado do Amapá no tocante a falta de creches e conseqüentemente a falta de atenção para aquelas famílias mais carentes, com as mães e seus filhos pedindo pelo amor de Deus por uma creche, mas que não vem, porque não tem projeto e somente por isso creche não terá.
alcides.oliveira2005@ig.com.br
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