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Assembléia Legislativa

Waldez trata falta de habitação no Amapá como caso de polícia

Deputados Ruy Smith e Camilo Capiberibe e veradora Cristina Almeida com manifestantes em frente ao Palácio do Setentrião
Deputados Ruy Smith e Camilo Capiberibe e veradora Cristina Almeida com manifestantes em frente ao Palácio do Setentrião

Por Eduardo Neves

Assim como no ato de reintegração de posse da área invadida por sem tetos no Alfhavile, quando foi usada a força policial para retirar os invasores, na tarde desta quarta-feira, 9, o governador do Amapá, Waldez Góes (PDT/AP), esquivou-se de reunião agendada na semana passada e mandou o chefe de segurança institucional do governo do Estado, coronel da PM Vilhena, negociar com a comissão de sem tetos.

De acordo com os sem-tetos, ao iniciar a reunião o coronel Vilhena começou em tom de intimidação ao movimento. “Pela forma que está sendo conduzido o processo é uma apologia ao crime e por isso vocês poderiam ser reconduzidos a delegacia”, informou Dulce, membro da comissão de sem tetos, que negocia uma saída para o problema.

O ato tido como manobra do governador Waldez pelos mais de 700 sem tetos que estiveram na manifestação desta quarta-feira, foi veemente criticado. “Não queremos brigas, só queremos uma política voltada para habitação e que ele desapropriei a área que não serve pra nada”, protestou a sem teto Joaquina Silveira.

Para o senhor Manoel Raimundo da Silva, a atitude do governador de não querer uma saída para o problema, significa um desrespeito com a população. “Nós que votamos nele e elegemos agora ele vira as costas pra nós. Mas, ele vai querer bater na nossa porta no próximo ano e vamos ter a resposta pra ele”, desabafou o sem teto.


PROTESTO – Apitos, carro-som e gritos de protesto pela falta de política pública de habitação no Estado animaram a manifestação, que saiu da Praça da Bandeira em direção ao palácio do Setentrião e contou com a presença do presidente da comissão de direitos humanos da Assembleia Legislativa do Amapá, deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB/AP), do deputado estadual Rui Smith (PSB/AP) e da vereadora de Macapá, Cristina Almeida (PSB/AP).

“Governador olhe no rosto dessas pessoas, são seres humanos que precisam de moradias e querem apenas um pedaço de terra para morar, resolva o problema dessa gente”, cobrou o deputado Camilo Capiberibe.

Ao usar o microfone o deputado Rui Smith, disse que de acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), publicada recentemente, aponta um déficit habitacional de 31.000 moradias no Amapá. “E que o governador fez? Nada. No governo do PSB, foram 14 mil lotes distribuídos nos bairros do Pantanal, Renascer, Marabaixo e Zerão”, ressaltou o parlamentar.

A vereadora Cristina Almeida (PSB/AP), fez questão de lembrar as parcerias da prefeitura de Macapá e governo do Estado. “A parceria da violência, que espancou os camelôs e mais recentemente vocês que precisam de terra pra morar. Essa é política da parceria nota dez do PDT”, desabafou a vereadora Cristina Almeida.

Mesmo depois de muito protesto em frente ao palácio, os manifestantes se deslocaram em caminhada até em frente à residência oficial do governador, na rua Cândido Mendes. “Saí daí governador só queremos uma resposta para o nosso problema”, disse o sem teto Delei Pinheiro.

Após horas à espera de uma resposta do governador e sendo cercada a residência oficial por Policias Militares, os manifestantes se dispersaram, ficando para manhã desta quinta-feira, 10, novo protesto. “Enquanto não tiver uma solução para o nosso problema, não vamos deixar de protestar”, informou Arlindo Nascimento.

Legenda: Deputados Ruy Smith e Camilo Capiberibe e veradora Cristina Almeida com manifestantes em frente ao Palácio do Setentrião

Legenda: Multidão pede habitação pela segunda vez em frente ao Palácio do governo; Waldez novamente se recusou a receber os sem-teto

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Comentários

Um comentário para “Waldez trata falta de habitação no Amapá como caso de polícia”

  1. Atos de cobranças como este deveriam ser rotineiros no meio político. como não os são,desconfio de que seja só média,ou seja, só “H”.

    Escrito por ELINDOMAR SILVA | 15/12/2009, 22:26

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