As entrevistas transcritas abaixo foram publicadas originalmente no dia 1 de novembro de 2009:
1- Por que o senhor acha que o filiado deve votar no seu nome para a presidência do partido?
Sou candidato, porque o PT se construiu democraticamente pela base, nos núcleos,no debate democrático. O PT não tem dono, qualquer filiado está apto a participar de qualquer processo interno no PT.
Pretendo ser o Presidente do Diretório Estadual, porque é preciso que o partido invista e priorize um projeto que consiga alcançar a massa da sociedade amapaense, com todos os setores, com propostas que sejam a clara expressão de todos os anseios dos movimentos sociais.
Nossa preocupação está centralizada na formação de filiados/as e dirigentes face aos novos desafios que nos esperam. Investir em novos instrumentos de comunicação do partido, na criação e manutenção de mecanismos de comunicação do PT com sua base social, de maneira que a busca de construção social de hegemonia seja um projeto político real e não apenas retórica partidária.
2 – Continuidade ou mudança, qual dos dois o (a) sr(a) acha que o PT do Amapá precisa?
O PT Amapá, garantirá o que está proposto acima fazendo apenas alguns ajustes internos na organização partidária do PT Amapá, como mencionei na pergunta anterior.
A atual direção, com todas as dificuldades,conduziu o PT Amapá, e por mais que tenhamos divergências internas, soube conduzir o partido da melhor forma possível. Até porque esta condução não foi exclusiva da companheira Dalva, mas sim, de todos nós dirigentes, pois, o diretório é composto por todas as tendências, assim sendo a responsabilidade é de todos.
3- O (a) sr (a) acha que o Partido dos Trabalhadores no Amapá deve ter candidatura própria ao Governo do Estado? Por que?
Quem irá responder essa pergunta, serão os filiados no Encontro Estadual que ocorrerá em 2010, essa decisão não é exclusiva minha, até porque o PT, não tem dono, e o partido é representado por correntes internas diversas.
As iniciativas individualizadas devem ser substituídas por proposições amadurecidas no interior do PT.
4- Que tipo de alianças o (a) sr(a) acha que o partido deve fazer para as eleições majoritárias do ano que vem?
Nossa política de alianças no estado deve estar, a serviço de nosso projeto maior, ou seja, deve ter a preocupação essencial de garantir as candidaturas petistas com palanques unitários destinados a elegê-los e, assim, garantir a continuidade do projeto democrático e popular em andamento.
Resistimos e construímos alianças que, mesmo reconhecidamente precárias, garantiram a governabilidade e a sustentação de nosso projeto para o país. Mais que isso. Consolidamos uma alternativa política para o país que enfrentou e enfrenta a ofensiva liberal que pretendeu e pretende sucatear a economia nacional e reduzir o patrimônio público a propriedade particular dos detentores do capital. Trata-se, agora, de garantir a continuidade desse projeto nacional.
5- Sob sua presidência, qual a relação que o PT terá com o senador Sarney?
Nossos aliados nos estados serão os mesmos que nos dão sustentação a nível federal, ainda que isso signifique algumas dificuldades localizadas.
As disputas pelos governos dos estados, muito mais do que as eleições municipais de 2008, serão nacionalizadas. As chapas de candidatos a governador e vice-governador e as candidaturas ao senado (em 2010 serão disputadas duas vagas por estado) estarão inevitavelmente alinhadas com alguma candidatura presidencial. Quanto mais candidaturas fortes alinhadas com a candidatura Dilma, melhores possibilidades de vencermos as eleições.
6- Qual o projeto do PT para o desenvolvimento econômico e social do Amapá?
O combate à fome e à miséria; o fortalecimento dos mercados de consumo popular; o aprofundamento das relações entre os municípios; a afirmação do princípio de autodeterminação dos povos; e o incentivo à auto-organização dos trabalhadores e das populações são alguns exemplos de tarefas e bandeiras que devemos disseminar em nossas relações.
Temos a obrigação de confrontar a sociedade Amapaense com a apresentação de propostas e projetos que fortaleçam os setores populares e que representem a radicalização das políticas públicas que consigamos implantar. Esta ação política também cumprirá o papel de questionar os projetos adversários que, sabidamente, reforçam a exclusão social e aprofundam a desigualdade social.
1- Por que o sr. acha que o filiado deve votar no seu nome para a presidência do partido?
A mudança na Presidência e no Diretório do PT do Amapá, sob a minha direção se faz necessária para que possamos dar conta dos grandes desafios postos ao PT no Estado, colocando o Partido como protagonista na organização, luta e defesa dos segmentos mais pobres da população. Por conta disso, compromissos e tarefas estamos assumindo:
a) O PT será coerente com sua história e com seus valores; b) Faremos dentro de nossa casa, aquilo que defendemos na sociedade e nos governos: implantaremos o Orçamento Participativo do Militante Petista, o OPPT; c) Nossa democracia interna será aprimorada e exercitada. Mais plenárias ampliadas serão feitas. Em momentos cruciais do PT o militante mais simples terá acesso, para que tenha a oportunidade de participar, opinar e decidir; d) Iremos instaurar um profundo e amplo debate interno, com vistas a construir, em conjunto com a sociedade civil, um projeto de poder includente e eficaz economicamente para o Estado. Será o Programa de Governo do PT para o Amapá a ser apresentado nas eleições de 2010 ou 2014; e) Os diretórios municipais serão fortalecidos e respeitados na sua autonomia; g) Um amplo e profundo processo de formação política aplicado será implementado.
São com essas propostas e compromissos que almejo receber os votos das companheiras e companheiros filiados do PT.
2 – Continuidade ou mudança, qual dos dois o sr. acha que o PT do Amapá precisa?
Mudança.
3- O sr. acha que o Partido dos Trabalhadores no Amapá deve ter candidatura própria ao Governo do Estado? Por que?
Não tenho dúvida de que uma candidatura do PT, agregando outras forças políticas de esquerda, será vitoriosa. O PT não tem, no momento, programa pra governar o Amapá. Essa é uma deficiência que pretendo corrigir estando na Presidência do Partido. A partir de então, disputar o comando do executivo estadual em 2010 será viável. Em não acontecendo, em 2014 deverá ser o grande objetivo político e estratégico do PT.
4- Que tipo de alianças o sr. acha que o partido deve fazer para as eleições majoritárias do ano que vem?
O Partido deverá fazer alianças com todos aqueles que apoiarem o Programa de Governo para o Amapá que o PT apresentará, no caso de candidatura própria, e com aqueles que estiverem na base de apoio do governo Lula e que concordem com os projetos e compromissos históricos do PT. Essas alianças ajudarão na reeleição do projeto de poder nacional do partido, que é a eleição da companheira Dilma para suceder o presidente Lula e na eleição de uma boa bancada parlamentar estadual e federal.
5- Sob sua presidência, qual a relação que o PT terá com o senador Sarney?
A relação com o Senador Sarney será institucional e ele será tratado como aliado do projeto nacional do PT enquanto cumprir esse papel.
6- Qual o projeto do PT para o desenvolvimento econômico e social do Amapá?
É urgente e viável um outro projeto de poder para o Amapá, conjugando uma política econômica e social mais includente, mais humana e mais voltada para as vocações e às potencialidades locais.
É claro que é desejável que esse projeto contemple as principais bandeiras políticas e sociais do PT, contudo, deve passar pelo crivo social, ser então legitimado e ao mesmo tempo permitir a sua disseminação e servir de mecanismo catalisador nos embates políticos futuros do partido. Assim, políticas públicas já implementadas com êxito nos governos petistas, servirão de referência para a construção desse projeto político a ser apresentado à sociedade amapaense nas eleições de 2010 ou nas de 2014, caso tenhamos a oportunidade de presidir o Partido.
Sobre Sarney, Joel Banha disse: “Nossos aliados nos estados serão os mesmos que nos dão sustentação a nível federal, ainda que isso signifique algumas dificuldades localizadas.”
Sobre Sarney, Nogueira disse: “A relação com o Senador Sarney será institucional e ele será tratado como aliado do projeto nacional do PT enquanto cumprir esse papel.”
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Quem ainda quiser desperdiçar sua fé nesse partido, que o faça. Os fatos estão aí, dexando claro o que é o petismo.
Com esse partido fisiologista que é o PT tá difícil ter avanços sociais e politicos importantes no nosso Amapá, que é no momento o pinico de Sarney e seus aliados.