Tive acesso à ata da reunião da Comissão Organizadora (COE) da Conferência Estadual de Comunicação do Estado do Amapá (Conecom) do último dia 27 de outubro de 2009 e fiquei impressionada com a mentira do presidente do Sindicato dos jornalistas do Amapá. A reunião foi no dia seguinte ao evento preparatório ocorrido no Centro de Convenções João Batista de Azevedo Picanço. Vejam o que diz a ata: “O presidente do Sindicato dos Jornalistas do Amapá, Volney Oliveira, abriu a reunião e iniciou comentando alguns fatos inesperados, tais como o protesto da senhora Luciana Capiberibe, que em último momento, após expiração do tempo determinado destinado aos participantes, queria falar de qualquer maneira.” – Em primeiro lugar, por ocasião daquele evento eu estava inscrita no tempo regulamentar para falar, assim como outras duas pessoas, que tiveram o direito de falar tolhido pela organização, tanto é assim que a moderadora da mesa desculpou-se publicamente comigo e com as outras pessoas, dizendo que por falta de tempo, embora nós estivéssemos inscritos, não iríamos falar; em segundo lugar, eu não “queria falar de qualquer maneira” como afirma o presidente, eu simplesmente me retirei após ter tido minha liberdade de expressão tolhida pelos organizadores; em terceiro lugar, se tivesse gritado e protestado, ainda assim estaria no meu direito, mas não o fiz, escrevi uma carta aberta aqui publicada no meu blog, onde relatei tudo que aconteceu naquele dia e pedi para que os organizadores fossem mais zelosos por ocasião da CONECOM. Neste momento, repudio a mentira do Sr. Volney Oliveira, presidente de um sindicato que deveria zelar pela livre expressão do pensamento e não pela propagação de mais mentiras. Por que ele não se manifesta em público, como eu fiz ao me manifestar na Carta Aberta aos organizadores da CONECOM?
Por que ele é um pelego. Faz de conta que é presidente e serve aos mandatários do governo Waldez. Diga-me, o que se espera de um sujeito que provavelmente tenha cargo comissionado e relação direta com sententrião?
Me solidarizo mais uma vez, com a jornalista Luciana Capiberibe pela falta de respeito, que alguns membros da COE (Coordenação da Organização da Conferência Estadual), tiveram para com ela. Gostaria de dizer que esta atitude não representa a opinião de todos os membros da referida comissão e que com relação as inverdades escritas na referida ata citada em seu artigo, posso servir como testemunha, e não só isso, constato também que quando a mesma ata diz que “Antônio Maurício de Medeiros disse que o seminário preparatório assim como a conferência estadual de comunicação, a ser realizada nos dias 17, 18 e 19, são eventos para toda a sociedade discutir, participar, e que a discussão não deve caminhar para questiúnculas poltico-partidárias, pois em dado momento levantou-se e saiu do seminário em sinal de protesto a pessoas que para o Centro de Convenções foram apenas com a intenção de partidarizar, até com palavras ofensivas.”, não condiz com a verdade. O que verdadeiramente falei foi que a conferência e a preparação para a mesma eram eventos direcionados a toda a sociedade “inclusive” os partidos políticos e que levantei-me e saí do seminário em solidariedade as pessoas que haviam sido tolhidas do direito de expressar-se. Fica aqui o meu voto de repúdio, às mentiras, e mais uma vez meu pedido de desculpas, a jornalista como membro da COE.
Mauricio Medeiros.