Por Dione Amaral com informações atualizadas do Blog
A suspensão do plano de saúde Sul América, contratado pelo Governo do Estado, gerou uma Ação Cautelar do Ministério Público contra o Executivo Estadual, a Sul América Seguros Saúde e a EV&Cartaz Prestadora de Serviços . O Ministério Público, representado pela Promotoria de Justiça da Cidadania de Macapá, requer o restabelecimento imediato da cobertura do serviço aos servidores públicos prejudicados com o cancelamento. O pedido foi concedido ontem pela justiça, que obrigou a EV&Cartaz a voltar a prestar serviço para os servidores, além de mandar o governo do estado quitar dívida referente às prestações de 5mil servidores públicos que embora estejam sendo descontados em folha no valor do plano, estão inadimplentes porque o governo não repassou o valor descontado à seguradora.
Os servidores públicos comprovaram, por meio de cópias de seus contracheques, que os valores relacionados ao contrato de seguro saúde vinha e vem sendo regularmente descontado dos vencimentos. “Os beneficiários não foram notificados sobre a ausência de repasse do Estado do Amapá, não podendo suportar os prejuízos da suspensão do plano, visto que não deram causa à inadimplência”, justificaram os promotores de Justiça Marcelo Moreira e Laércio Mendes.
A ação foi protocolada na Vara Cível e de Fazenda Pública da Comarca de Macapá. Os servidores receberam carta datada no dia 30 de outubro informando a respeito do cancelamento dos serviços. A Sul América alegou ter conhecimento do desconto em folha, mas a ausência do repasse pelo Governo dos meses de julho, agosto e setembro de 2009, ocasionaria a suspensão dos serviços.
“A gravidade da situação é tamanha, eis que atinge também todos quantos pagaram os prêmios do Seguro Saúde Sul América por intermédio de boleto bancário, na medida em que o não pagamento da integralidade da Apólice (consignação e boleto) a todos atinge”, destaca um dos trechos da carta.
A Seguradora condicionou a EV & Cartaz Prestadora de Serviços, na condição de Estipulante das Apólices, para prestar os esclarecimentos necessários aos prejudicados. Os promotores de Justiça questionam, no entanto, quatro pontos do comunicado. O primeiro é que não há qualquer referência de que os valores tenham sido cobrados do Estado do Amapá; segundo, não houve qualquer comunicação prévia de que os serviços seriam suspensos; terceiro, a carta não justifica a suspensão dos servidores que pagaram os prêmios por boleto.
Por fim, a comunicação chegou próximo aos feriados do Dia do funcionário público e Dia de finados, o que impossibilitou que os beneficiários pudessem adotar medidas concretas junto ao Estado para a regularização da inadimplência. “Não se pode admitir que a suspensão arbitrária e abusiva possa prejudicar os servidores de seu efetivo direito à saúde”, afirmou o promotor substituto, Laércio Mendes.
O Ministério Público pediu ao Judiciário que a Seguradora restabeleça os serviços suspensos, sob pena de multa diária de R$ 10.000,00 (dez mil reais) por usuário e ao Estado do Amapá que repasse o pagamento dos valores recolhidosda remuneração dos servidores que aderiram ao contrato de seguro saúde.
Condenaram a vítima do calote, no caso, a seguradora. Quanto ao governo, apenas “solicita cordialmente” que efetue o pagamento. Agora, covenhamos!Esse governo cumpre decisão judicial? Vai ficar o dito pelo não dito. Quer apostar?
Tem que ser cobrado medidas legais também contra o Governo do Estado, responsabilizando o governador que cometeu apropriação indébita, descontou dos servidores mas não repassou a quem de direito, cabe ao MPE agir. Até porque fica a pergunta pra quem ficou o recurso decolhido e não repassado?
Se der em alguma coisa essa historia… Sou capaz de corta os bagos fora!
Duvido que apertem o Governador ou, mesmo, o Secretario SEAD (Wellington) e o Super Secretario Farias..
Aposto os dois testiculos…
nao é só o convenio com a sul america que esta atrazado, os emprestimos consignados tambem estao atrazados, o governo desconta na fonte e nao repassa aos bancos. pergunto-me o quanto este governo está pagando de juros aos bancos pelo atrazo dos emprestimos, quer dizer “nós estamos pagando”? onde é que fica o judiciário que nao toma nenhuma providencia,onde é que fica o ministério publico que está amordaçado, deixando este de cumprir o seu papel constitucional de fiscalizar e apurar as denuncias. A trina aliança armonica: sarney, waldez e roberto esta acabando com este estado e esta cidade e ninguem (justiça e mp) nao faz nada. Concerteza o que esta se fazendo hoje com este estado ficará marcado na historia da populaçao que ignorantemente assiste tudo anestesiado. Vamos enterrar o Amapá, enterremos também os miseraveis e os corruptos…