O governo Capiberibe foi mesmo um divisor de águas. O racionamento de energia, por causa das águas-baixas do verão, foi antes e depois de seu governo. Agora voltamos à era Barcellos, o estádio do apagão. Um atraso secular. Em 2010 teremos a oportunidade de ir de volta para o futuro, de onde nunca deveríamos ter saído. Isso porque a Dalvinha-PT atrapalhou pacas. O PDSA nunca deixou faltar água nem energia em nossa felizcidade. Uma questão de estilo do governo Capi. O Pery, da Cea; e o La-Rocque, da Caesa, sabem disso… Merda!, como negar à população “energia pra todos” e um copo d´água?
Tentei por diversas vezes responder às babaquices do que disse o Marcelo Dias, mas a falta de energia me impediu de usar o computador; e, por conseguinte, a internet. Como a minha crônica declinou do rosto do blog da Luciana, respondo agora tim-tim por tim-tim.
• O que foi, Lampião? Tá ficando burro? “Nádegas calipígias é redundante”. Calipígia, vocábulo oriundo do grego, refere-se a nádegas bonitas e bem proporcionadas. Seu primeiro elemento é “cali-”, que significa “belo” – o mesmo que vais encontrar em caligrafia (escrita bonita), calistenia (ginástica para embelezar as formas, o que vem a ser um nome clássico para a “ginástica estética”), calidoscópio (um irmão do telescópio e do periscópio, que consiste num tubo em que podemos ver formas belas – esta forma é preferível a “caleidoscópio”). O segundo elemento é “pyge”, que significa “nádegas”; aparece em uropígio (aquela parte da galinha que chamam de sambiquira ou, prudentemente, de sobre) e no horripilante esteatopígia (de “esteato”, gordura – a que tem as nádegas cheias de gordura). Escrito por Marcelo Dias | 29/10/2009, 8:37
O uso correto da vírgula no vocativo (o que foi, Lampião?) é impressionante. Quem escreveu aquilo pra você, cabeçudo? Foi o mesmo que pesquisou a etimologia da palavra calipígia. Você me subestima, e resolve me dar lição de português.
Vereador, eu não vou chamar Vossa Excelência de burro, porque é redundante e enfadonho. Cabeçudo, fica mais ligth para quem se atreve invadir minha praia. Logo em língua portuguesa… Devo admitir que você seja corajoso, tem coragem de mamar em onça! E pra sua desgraça, você cometeu a imprudência de cutucar a onça com vara curta.
Pois bem, agora quem fala é o professor que há em mim, com Doutorado em Filologia. A expressão “nádegas calipígias” é escorreita. É figura de estilo, chamada pleonasmo, pra dar ênfase à construção frasal, por exemplo: vi com meus próprios olhos; Maria, eu a vi na feira; e, permita-me, nádegas calipígias. Pra você não achar que eu estou falando grego, você pode também se expressar com este pleonasmo: bela caligrafia.
Como o espaço da janela de comentários do blog é exíguo – onde você vituperou contra mim – e não abriga explicações amiúdes para suas tolices, resolvi incluir você em meus reforços de lições do Mobral. Leia o que vai abaixo, e você verá como a loura burra deve ser tratada elegantemente. E cá pra nós, nossa secretária nem tem lá essa calipígia toda. Você, por exemplo, quando era cover dos Menudos, vestia-se acochadinho e rebolava no palco do Babydoll, era muito mais calipígio do que ela…
O blog da Alcinéa publicou de maneira pertinente isto:
Os preceitos de gramática da língua portuguesa não agasalham construção frasal dessa natureza. Posto que se veja por aí o verbo “pisar” usado como transitivo indireto, mas a forma escorreita se emprega como transitivo direto. É o que recomenda a regra.
O correto é “não pise a grama”. Quem diz com o equivalente: o jogador pisou na bola; é tão perna-de-pau quanto ao que pisa a bola. Para o sujeito ser um bom jogador de futebol, ele precisa ter habilidade de não pisar a bola. Agora, aquele que se mete a escrever, precisa também estar habilitado para não cometer patacoadas como essas.
Do mesmo modo que não se diz “subir no ônibus”. Quando alguém sobe, sobe-se para o ônibus; e não no ônibus. O palíndromo (diz-se de palavras, números e frases que se podem ler indiferentemente da esquerda para a direita e vice-versa, sempre com o mesmo sentido: osso, 63736, orava o avaro): “socorram-me, subi no ônibus em marrocos”; e a música “Pisa na fulô”, de Luís Gonzaga – salvam-se pela a cediça criatividade.
Vi um pequeno cartaz na parede de um bebedouro, onde fui matar a sede, estava escrito: “Doutor, como faço pra emagrecer? O médico: você deve virar horizontalmente a cabeça pro lado do ombro esquerdo; e, em seguida, virar a cabeça do mesmo modo pro lado do ombro direito. Quantas vezes, doutor, eu tenho que fazer esse exercício? O médico: todas as vezes que te oferecerem comida…”
O médico Bira (o Rupsilva) recomenda que quando alguém quer seguir os princípios éticos, e quer ser um cidadão politicamente correto, não deve apenas obedecer à advertência de não pisar a grama. Deve também obedecer à recomendação médica, o que está acima. Não deve só apenas não pisar a grama; deve, sobretudo, balançar a cabeça negativamente quando alguém, suspeito, oferecer-lhe grana…
Foi por causa disso – da força da grana – que perdemos a eleição em 2008. Mas foi também por causa disso e de outras que editaram um livro chamado: Honoráveis Bandidos. Uma senhora – li no site do Corrêa Neto – foi a um programa de rádio pedir 150,00 reais pra comprar remédio para seu filho enfermo, pois o hospital, de onde desviaram milhões, não tinha o medicamento.
Essa humilde senhora tem, em tese, o direito legítimo e sagrado de vender seu voto em troca da necessidade imperiosa. Mas quem paga, quem compra desse modo um voto, é um canalha – um bandido honorável. Foi assim que fomos derrotados em várias eleições. E a Justiça faz vista grossa, não enxerga essas bandalheiras dantescas. Em terra de cego que tem dois olhos… Errei!
A propósito, gostaria de fazer uma singela pergunta ao presidente pretérito da Amcap, Marcelo Dias: que fim levou o dinheiro (R$285.000,00) do assalto ao trem pagador da Amcap? O gato comeu? Quer uma dica, como elucidar aquele dramalhão? É só quebrar o sigilo dos celulares dos envolvidos na trama. Simples. Fácil como roubar pirulito de guri. Vou perguntar pro Capi (autor da Lei política do século) se a Amcap tem que prestar contas na internet. Rum!, não vai ficar oca sobre oca naquela aldeia tucuju.
E àqueles que inadvertidamente invadem a minha praia, isto é, têm a pretensão de me dar aula de português, como tentou fazer o caricato Vereador Marcelo dias, escuta o que o filólogo Sacconi diz a esse respeito: “Falar mal a língua tornou-se hábito, ofendê-la, sinal de simplicidade. Escrevê-la sem respeito chega a ser estilo. Breve, conhecê-la pode ser apenas sinal de pedantismo”. A bossalidade e o pedantismo dá uma preguiça letárgica de ruminar sobre essa vã filosofia…
Sou da seguinte opinião: se eu sei de algo ou domino algum assunto prefiro me manter neutro em uma discussão desde que esta não atinja meu magnífico tapete vermelho. Sou que nem o STF: em determinados casos só me pronuncio se provocado. Agora, se não sei de algo ou não domino patavinas sobre determinado assunto, prefiro perguntar para quem conhece bem ou procuro por outras fontes dominar aquele assunto (pelo menos para parecer que conheço a rspeito). Nosso bem votado e digníssimo vereador “pop da amazônia” perdeu uma chance tremenda de permanecer calado, mas em todas as coisas que acontecem neste universo paralelo que é nosso Amapá, temos que aproveitar tais fatos para nos lembrarmos de outros que ainda arranham nossas gargantas quando tentamos engoli-las, como: o incrível sumiço da grana dos músicos da AMCAP. Sinistro…
Será que nossos pobres artistas ficaram com o pires na mão mais uma vez ou nosso governo foi prestativo e caridoso e repassou novamente a quantia devida? Pergunto porque nossa imprensa se calou e ninguém procurou investigar mais a fundo essa tramóia (Já tem mais de meses esse caso). Coisa digna de retrospectiva 2009.
2010 tá bem na porta, vamos esperar pra ver o que nos espera.
“Bossalidade e pedantismo dá…” Dá? Isso é erro de concordância, o verbo é no plural: dão. E boçal se escreve com cedilha. Lampião, dá um tempo. Vem logo botar as tuas anuidades em dias com a Amcap. O Piska é malino, é bem capaz dele tirar as tuas músicas do FESCAM logo na triagem. Vem logo. Nosso novo endereço agora é na zona sul, lá onde a gente estava tinha muito ladrão.
“Bossalidade e pedantismo dá…” Dá? Isso é erro de concordância, o verbo é no plural: dão. E boçal se escreve com cedilha. Lampião, dá um tempo. Vem logo botar as tuas anuidades em dias com a Amcap. O Piska é malino, é bem capaz dele tirar as tuas músicas do FESCAM logo na triagem. Vem logo. Nosso novo endereço agora é na zona sul, lá onde a gente estava tinha muito ladrão.
Secretária calipígia
Há quem não resista a uma pegadinha, e entrega logo a calipígia. Não há incorreção em minha frase. Quando o sujeito composto é formado por núcleos sinônimos – ou considerados por sinônimos (bossalidade e pedantismo se equivalem), o verbo fica obrigatoriamente no singular.Leia a de Herculano: A luz e a ciência só veio ao mundo; e a de Sacconi: O rancor e o ódio não conduz a boa coisa. Entendeu – ou quer que eu desenhe? Boçal com cedilha é outra coisa, a minha “bossalidade” é oriunda de bossa-nova, movimento musical politicamente correto. Faz tempo que a Amcap bregou. Ser assaltado com R$285.000,00 por um moto-taxista – isto é chique ou é brega? Logo, logo vou ver o Cléverson no lugar do Finéas, caricaturado de Veruska. Como é mesmo? “O Piska é malino, é bem capaz dele tirar…” Assim ele não tira, talvez assim: capaz de ele tirar; o sujeito jamais deve vir preposicionado. Anuidades em dias? É “em dia”, no singular, cabeçudinha. Essa diretoria da Amcap deve assinar-se com o polegar. Às vezes eu penso em jogar meu diploma no lixo por fazer parte dessa associação do Mobral, francamente. Mudou de zona, querida? Está fugindo dos bandidos? Sei. Experimenta cantarolar aí este sambinha honorável: Se gritar pega-ladrão…