Na semana passada os servidores públicos do estado do Amapá começaram a perceber que mesmo pagando em dia seu plano de saúde, através de descontos no contracheque de cerca de R$ 230,00 mensais, estavam sendo considerados inadimplentes pela empresa administradora do seguro saúde Sul América, a EV & Carta Prestadora de Serviços. A razão alegada pela EV & Carta para isso é o fato de que o governo do estado, embora estivesse descontando no Contracheque dos servidores o montante devido referente aos meses de Julho, Agosto e Setembro do corrente ano, não o estava repassando à operadora de seguros. Ao informar os segurados através de carta que os serviços estavam suspensos a operadora argumentou que o que teria motivado a decisão seria “a ausência de pagamento dos prêmios de Seguro Saúde, pelo Estado do Amapá, relativamente aos meses de Julho, Agosto e Setembro de 2009, muito embora esses valores possam ter sido descontados de sua remuneração em folha de pagamento porém não repassados à seguradora como contratualmente estabelecido”. A seguradora informa também na carta que a “gravidade da situação é tamanha”, que também atinge aqueles que pagaram diretamente por boleto bancário suas mensalidades, posto que estes dividem a mesma apólice que os outros.
Já que os descontos em folha de pagamento não pararam de ser feitos, é de se imaginar que o dinheiro esteja nas mãos do governo e de seus responsáveis. Até agora o governo não veio a público explicar o que está acontecendo e sabe-se que o mesmo está acontecendo com aqueles que pediram empréstimo com consignação em folha e mesmo tendo sido descontados em folha do montante do pagamento agora estão descobrindo que tiveram seus nomes incluídos no Serviço de Proteção ao Crédito e Serasa.
Informações
O deputado Camilo Capiberibe(PSB) aprovou hoje pela manhã na Assembléia Legislativa um requerimento em regime de urgência tratando justamente das informações de que o governo estaria dando calote nos funcionários. “O governo está fazendo caixa com o dinheiro dos outros, isto pode caracterizar apropriação indébita”, disse Camilo que quer obter informações do governo a respeito desta situação.
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