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Nada vai mudar – Por Antonio Correa Neto

Estamos perto das onze da manhã desta terça-feira, 20, quando termino o giro que faço pelos sites e blogs, principalmente os que tratam dos assuntos da Amazônia e do Amapá. Li alguns comentários que arrepiam a democracia, deixando claro o tipo de comportamento que fez o Amapá e o Brasil descerem aos mais baixos níveis de degradação moral, chegando ao lençol de lama que recobre o fundo do poço da democracia.
Hoje é o dia do julgamento de mais um recurso do prefeito de Macapá, Roberto Góes, contra uma decisão do juiz Marconi Pimenta que cassou pela quinta vez, o diploma obtido em uma eleição reconhecidamente corrompida, o que pode ser comprovado por quatro decisões de juízes do TRE, cassando o diploma do prefeito.
Escolhi o comentário postado no blog Repiquete no meio do mundo, feito por uma mulher que admite a necessidade do cumprimento das leis, mas entende que o prefeito Roberto Góes deve continuar por estar fazendo um bom trabalho. O comentário concorda com a existência de crimes eleitorais, sugerindo a impunidade diante do que a Prefeitura vem fazendo. É o retrato “cuspido e lambido” de uma grande fatia do eleitorado brasileiro, que já nos deu uma geração de políticos viciados eleitos pela corrupção e protegidos pelos tribunais.
No caso presente não está em jogo os acertos ou erros cometidos pelo prefeito no comando das PMM: o que está em jogo é a cassação do diploma dele. O prefeito de Macapá vai ser julgado por crimes eleitorais que possa ter cometido, e deve ser condenado se esses crimes restarem confirmados, independente do que virá a acontecer depois, seja a posse de quem realmente ganhou a eleição, ou a eleição de um novo prefeito através de uma nova votação.
Sobre o julgamento do recurso, é difícil acreditar que a lei eleitoral seja respeitada. É clara a existência, no Tribunal, de uma tendência à não condenação de políticos que integram a cúpula do grupo que manda no Amapá de hoje. É muito estranho, porque são quatro cassações em primeira instância, em sentenças prolatadas por juízes diferentes, e acima de qualquer suspeita. Assim, Roberto Góes deve ter o recurso aceito pelo TRE, e outro resultado, que não esse, surpreenderá quem conhece um pouco da relação entre o poder político e o comando da Justiça no Estado.

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Comentários

2 comentários para “Nada vai mudar – Por Antonio Correa Neto”

  1. E isso aí, companheiro!O Amapá transformou-se, infelizmente , numa latrina. Essas decisões alcançaram o fundo do poço.Imagine um juiz considerar seu colega juiz, membro do TRE e um policial encarregados de manter a lisura do pleito de mentirosos. A oposição só resta a denúncia a sociedade e aos furuns juridicos superiores solicitando a tal srgurança juridica para que se garante eleições seguras. Desse geito o caminho inexorável é a derrota, como vem ocorrendo há tres eleições, pelo menos. Talvez por aí esteja a mão do HONORÁVEL BANDIDO, sem dúvida. Quando legitimar um prefeito ilegitimo, que produziu a maior fraude eleitoral do Estado porque coloca meia duzia de luzes em praças e pintata de cal meio fio, acho risivel, um atentado a democracia. Isso faz propsperzr o vício do “vale tudo” que vitima a democracia e todos nós que queremos ter o direito de ter nosso voto respeitado.Um abraço!

    Escrito por rupsilva | 22/10/2009, 12:01
  2. Caro Correa
    Hoje tenho exatamente 55 anos de idade, dos quais 53, vivi em Macapá, em grande parte deles na Av. Procópio Rola entre Tiradente e General Rondon.E nas décadas de 60,70 e 80, qualquer cidadão e principalmente os jovens e adolescentes tinham um pavor de cometer qualquer deslize, ser preso e consequentemente chegar a frente de um Juiz, pois os homens da capa preta, eram tidos como inflexíveis aos infratores e seriam capazes de punir qualquer um até mesmo alguém de sua familia, porque a lei e a justiça estavam acima de tudo.
    Lembro que lá na procópio rola ao lado da casa do Dr. Alberto Lima, morou um Juiz que veio se não me engano do Rio de Janeiro, chamado, Mario Mesquita, cidadão alto de barba branca, feições suaves e gestos educados, e nós a molecada jogavamos futebol na rua em frente de qualquer casa, menos no da dele, não porque ele proibia, mas por respeito de sua função de juiz e de seus atos de justiça, muitas vezes eu o via sair com sua toga (capa preta)e pensava hoje alguém irá ser punido por ter infrigido a lei, ou absolvido de alguma acusação falsa. E sob esta égide passaram em nosso territorio hoje estado, magistrados que honraram seus cargos de Juiz em nome da justiça e a aplicabilidade da lei em função de se fazer justiça.
    Hoje algumas capas preta servem para esconder as nódoas deixadas por cada sentença proferida após acordos selados entre grupos de interesses particulares em detrimento a que seria a verdadeira sentença de um Juiz que seja imparcial e legitimo.
    Será que a justiça no Amapá é uma entidade falida?
    Creio que não, hoje também os jovens e adolescentes não devem esquecer estes dois Juizes de nome Suely Pini e Marconi Pimenta, onde a capa preta continua reluzente em seus ombros.

    Escrito por Albino Alves de Souza | 23/10/2009, 8:29

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