Vai a julgamento hoje pelo Tribunal Regional Eleitoral – TRE- o Recurso Eleitoral nº 546, que visa cassar decisão da juíza Sueli Pini, da 10a Zona eleitoral, que cassou o registro de candidatura do prefeito Roberto Góes, em conseqüência deste ter comprado votos para se eleger. A ação foi Movida pela Frente pela Mudança, ), Partido Socialista Brasileiro – PSB e Partido Socialismo e Liberdade – PSOL. O juiz Marconi Pimenta é testemunha de acusação nesse processo contra Roberto Góes, embora ele fosse juiz na época do flagrante, quem conduziu a instrução, ou o andamento, foi a dra. Sueli Pini. Góes é acusado de comprar votos em troca de tickets combustível, num caso muito parecido com aquele em que foi cassado o registro de candidatura da ex-prefeita do município de Laranjal do Jarí, Euricélia Cardoso. Sentenciada pelo artigo 41-A da Lei 9502/97, condenada por quatro votos a dois no TREa prefeita teria sido beneficiada com a entrega de ticket de gasolina para uma carreata antes do pleito municipal. No caso de Roberto Góes, correligionários dele tentaram comprar o voto de um policial militar que estava a serviço do TRE. . O relator é o juiz Marco Miranda.
Como aconteceu
O caso que vai a julgamento hoje no TRE contra o prefeito Roberto Góes é referente a uma apreensão de tickets combustível no comitê conhecido como “espaço 20” que no primeiro turno das eleições de 2008 havia sido do candidato do PSC Moisés Souza e no 2o turno passou a ser do então candidato Roberto Góes. A apreensão dos tickets usados para, supostamente, comprar votos, foi feita pelo próprio juiz Marconi Pimenta. No dia da apreensão, ocorrida já no 2o turno das eleições, Pimenta recebeu várias ligações de um cidadão que denunciava uma situação estranha que acontecia bem em frente a sua residência, no local conhecido como espaço 20 na avenida Feliciano Coelho, bairro do trem. A movimentação no local pareceu estranha ao morador porque este via mototaxistas entrando de forma sorrateira, escondida no local, as portas eram abertas para que os mototaxistas entrassem e depois fechadas logo após a entrada deles, todos que entravam sem adesivo saiam adesivados com o número 12 de Roberto Góes. O juiz Marconi Pimenta, informado da situação mandou ao local dois representantes do TRE, o sgt William, que estava a serviço do TRE e o funcionário justiça Bessa, que fazia parte da comissão de fiscalização das eleições. Quando o carro descaracterizado da justiça chegou ao local, a primeira coisa que aconteceu foi que o automóvel foi adesivado, sem nenhum pedido de autorização, simultaneamente uma pessoa dirigiu-se ao sgt. Wiliam e disse a ele que entrasse para pegar o Ticket Combustível, já dentro do prédio o sgt. Wiliam ouviu pedido expresso para que “votasse no 12”. Em seguida ao acontecido, o juiz Marconi Pimenta foi ao local acompanhado da Policia Federal e prendeu dois assessores do deputado Moisés Souza. O juiz foi no posto referente aos tickets combustível e constatou, através do relato de um frentista, que os mototaxistas estavam mesmo indo lá para abastecer com os tickets distribuídos no comitê eleitoral de Roberto Góes. No dia 5 de agosto o prefeito eleito de Macapá foi cassado pela juíza Sueli Pini por captação ilícita de sufrágio, compra de votos, ele foi retornado ao cargo através de medida liminar.
Olha a pizza ai gente!
Acredito também em pizza porque hoje ninguém da imprensa ou em qualquer lugar se comenta a respeito do julgamento. A imprensa está caladinha. E o ambiente é propício para o tre-ap tomar a decisão que eles querem, a continuidade deste prefeito corrupto.
Com todas as evidencias,mesmo o TRE-ap, absolver o Roberto Zelador Norte e Sul, o TSE certamente não irá absolver já que até juiz é tesmunha do crime eleitoral.Em outro processo ainda vem por aí o do Gruta,também outro juiz é tesemunha.Se nad acontecer com esse cara,não adianta mais votar,em compensação o CNJ deverá pedir o afastamento de quase todos.
Hoje é 27/10/09. Alguém sabe algo atual sobre a cassacão do Goés.