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Direitos humanos

Crianças amapaenses ganham direito de falar em sessão da AL

Por Eduardo Neves

Num dia onde as crianças foram o foco principal das discussões. A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Amapá, presidida pelo deputado estadual, Camilo Capiberibe (PSB/AP), realizou sessão solene, nesta quarta-feira, 14, para homenagear o Dia da Criança, comemorado no último dia 12 de outubro.

Estiveram presentes na AL, o deputado estadual Rui Smith (PSB/AP), crianças da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais do Amapá (APAE/AP), do projeto “Peixinhos Voadores” da Polícia Militar, projeto “Desabrocha” da Federação Espírita casa Chico Xavier, grupo de marabaixo do “Artur Sacaca”, grupo teatral “Ciranda de Palhaços”, além da sociedade civil organizada.

A filha do deputado, Cloé Capiberibe, que faz parte do grupo de Teatro "ciranda de palhaços"
A filha do deputado, Cloé Capiberibe, que faz parte do grupo de Teatro "ciranda de palhaços"

Ao iniciar a sessão solene, a animação tomou conta das galerias e plenária com a apresentação do grupo teatral “Ciranda de Palhaços”, que tem objetivo de resgatar cantigas de rodas, além da apresentação do grupo de marabaixo do “Artur Sacaca”. Todos compostos por crianças.

Após as apresentações, o deputado Camilo Capiberibe, disse que a intenção da sessão solene foi proporcionar as crianças amapaenses oportunidade para manifestarem suas opiniões e necessidades vivenciadas no dia a dia. “Queremos ouvir e encaminhar as sugestões para que o poder público possa garantir melhor qualidade de vida as nossas crianças”, esclareceu.

Crianças cobram políticas públicas das autoridades

Integrantes dos "peixinhos voadores"
Integrantes dos "peixinhos voadores"

O deputado Camilo Capiberibe (PSB/AP), ao abrir os microfones para a participação da criançada, ouviu várias reclamações. “Que as nossas autoridades melhorem a saúde, a educação e o lazer”, cobrou Lucas Trindade, de 11 anos de idade.

Para Fábio Sacaca, de 11 anos de idade, membro de uma das famílias mais tradicionais do Estado, a cultura do Amapá não recebe o incentivo que merece. “As nossas autoridades devem ajudar a divulgar a nossa dança folclórica do marabaixo em todos os bairros de Macapá. Hoje não há valorização da nossa cultura”, desabafou.

A representante da casa Chico Xavier, Lena Araújo, que trabalha diariamente com 60 crianças e adolescente na faixa etária de 6 a 13 anos de idade, lamentou a ausência dos deputados e representantes do governo estadual na sessão. “É um bom momento para escolhermos o melhor caminho para melhorarmos a vida das nossas crianças. E aqui estão ausentes”.

Enquanto para uns o descontentamento tomava conta, para a estudante Ana Luiza, o momento foi de reflexão. “Sei que nem todas as crianças têm a oportunidade que eu tenho. De estudar, de me divertir, mas quero pedir para nossas autoridades que ajudem as nossas crianças”, disse a estudante.

A sessão solene encerrou com entregas de lembranças as crianças presentes e homenagens do professor, Francisco Mota do projeto “Peixinho Voadores”.

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Comentários

Um comentário para “Crianças amapaenses ganham direito de falar em sessão da AL”

  1. É singelo e importante. Que vire tradição e seja realizado todos os anos.

    Escrito por Dulcivania Freitas | 15/10/2009, 14:39

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