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Folha de São Paulo: “Boto quem eu quiser” no Senado, diz filho de Sarney

Em grampo da PF, Fernando Sarney acalma filho em relação a cerco ao nepotismo

Empresário fala que decide nomeações no gabinete de Epitácio Cafeteira (PTB-MA); filho é demitido, mas a mãe é contratada um mês depois

João Sal/Folha Imagem

O empresário Fernando Sarney

ANDRÉA MICHAEL
ANDREZA MATAIS
HUDSON CORRÊA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o empresário Fernando Sarney diz em conversa interceptada pela Polícia Federal que é o dono de uma vaga no gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA). “Boto quem eu quiser”, afirmou ao filho João Fernando em 27 de agosto de 2008.
Na época, o cargo era ocupado por João Fernando. Devido ao cerco ao nepotismo no Congresso, ele foi demitido sigilosamente em 2 de outubro.
A dispensa só foi publicada em abril deste ano em boletim no Senado, no episódio que deflagrou o escândalo dos atos secretos e levou José Sarney ao Conselho de Ética do Senado.
Na época, ao ser questionado sobre a nomeação do neto, Sarney negou interferência nas contratações. “Aqui no Senado, todos sabemos, não se nomeia para o gabinete quem não for requisitado pelo senador.”
Na conversa, gravada pela polícia com autorização da Justiça, Fernando falava com o filho sobre a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de proibir a contratação de parentes nos três Poderes.
Com salário de R$ 7.200, João Fernando estava preocupado com a medida do STF, mas é tranquilizado pelo pai.
“Se tiver que, de alguma forma, ter uma atitude, tiver que sair mesmo, ele [Cafeteira] já me disse que o lugar é meu, que eu boto quem eu quiser”, afirmou Fernando Sarney. Foi o que ocorreu. Menos de um mês após a demissão do filho, assumiu o cargo a mãe dele, Rosângela Terezinha Gonçalves.
Cafeteira já havia reconhecido que empregou João Fernando, mas como um pedido isolado do filho do presidente do Senado. “Fernando me ajudou na campanha”, justificou em junho. Com relação à mãe do rapaz, porém, o senador sempre negou interferência.
Apesar do grampo, Cafeteira mantém o discurso. “Eu a contratei porque quis. Não vou leiloar vaga no gabinete”, disse.
A Folha foi segunda-feira ao gabinete de Cafeteira. Rosângela não havia aparecido para trabalhar. Ontem de manhã, a reportagem localizou a servidora em sua casa. Por telefone, ela declarou que trabalha “normalmente” no gabinete.
Quando ocupou a vaga no Senado, João Fernando também não aparecia para trabalhar. Era cobrado pelo pai para ir de vez em quando ao gabinete.
Fernando Sarney afirmou que não há “ilegalidade” na sua conversa e que não comentaria o caso porque o diálogo foi vazado de inquérito sigiloso.
Desde 2007, o filho do presidente do Senado é alvo de investigação da PF. Em julho deste ano, foi indiciado sob a acusação de crime de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
O diálogo gravado pela PF entre Fernando e João Fernando é o primeiro em que o filho de Sarney assume explicitamente o poder de empregar quem quiser no Congresso.
Em junho, o jornal “O Estado de São Paulo” noticiou outra série de diálogos em que o empresário discutia a nomeação no Senado do então namorado de Maria Beatriz Sarney, uma de suas filhas. Ela pedia ao pai para colocar Henrique Bernardes numa vaga que até então era ocupada desde 2003 por seu irmão. Fernando chegou a acionar o pai. Oito dias depois, Henrique foi contratado por ato secreto. Ele continua no cargo, com salário de R$ 3.000.

Arte/Folha
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Comentários

8 comentários para “Folha de São Paulo: “Boto quem eu quiser” no Senado, diz filho de Sarney”

  1. Claro, se acham dono de tudo.

    Escrito por Tião Viena | 23/09/2009, 14:53
  2. Sarney,lançou o Livro “Dono do Mar”,ele esqueceu de lançar os livros:”Dono do Senado”,”Dono do Maranhão”,”Dono do Amapá”,”Dono do TSE”,”Dono dos TREs”,”Dono do Lula”,”Dono do Brasil”.É um homem incomum.

    Escrito por Hugo Silva | 23/09/2009, 15:25
  3. é mais uma para o povo engolir,mas aqui no amapá a harmonia não deixa essas informações serem divulgadas,mas um dia isso muda,até o imperio romano caiu que alvara essa harmonia criminosa.

    Escrito por macklon | 23/09/2009, 21:18
  4. Quem viu a reinauguraçao da pça floriano peixoto, parecia que o prefeito caçado havia feito a obra do zero, tanta zuada por cauza de uns retoquezinho,e o povarel bate palma e agradece, e o cara fica todo metido achando que fez algo fenomenal. Enquanto o povo ficar grato por qualquer coisa esse pais nao vai mudar, o cara nao ta fazendo favor nenhum é so a obrigaçao dele…

    Escrito por revoltado | 23/09/2009, 22:17
  5. ALÔ, ALÔ ATENÇÃO, ATENÇÃO!!!

    ESSA INFORMAÇÃO ESTÁ, HJ (23.09.09) NO SITE “GELÉIA GERAL” DO JORNALISTA, CORRÊA NETO.

    ESTÁ NO MERCADO O LIVRO “HONORÁVEIS BANDIDOS”, DE AUTORIA DO JORNALISTAS, PALMÉRIO DÓRIA.

    COMPRE O LIVRO E DISTRIBUA, ANTES QUE ELES COMPRE TUDO… BOM PRA DÓRIA QUE MANDA EDITAR MAIS!!!

    Quem quiser comprar livro “Honoráveis Bandidos” – Um retrato do Brasil na era Sarney, se apresse, corra assim que souber que está à venda. Ou corre ou “eles” compram todos. É um livro para ser distribuído entre o público de menor poder aquisitivo, nas escolas, onde der.

    Conquista

    José Sarney sempre fez qualquer negócio para se dar bem e “entrar na História”. Entrou, mas pela porta dos fundos ou por uma janela destrancada. Foi presidente por acaso e, reconhecidamente o pior deles. Depois, um político desmascarado, posto a nu. Agora, o livro “Honoráveis Bandidos” – Um retrato do Brasil na era Sarney, do jornalista Palmério Dória, mostra o lado obscuro e sujo da estrada percorrida pelo velho oligarca.

    NOTINHAS

    A pergunta é meio dura, mas tem resposta. “A raiva que você tem do senador José Sarney não é uma doença chamada inveja”?

    É sim uma doença, mas é uma doença chamada indignação, e quero morrer com ela.

    É a mesma que sinto em relação aos pobres coitados que cercam o senador, esperando a queda de uma migalha, ou a oportunidade de fazer as coisas que ele faz. Se tivesse que invejar alguém, invejaria o Cristovam Buarque, a Marina Silva, Aracy Mont’Alverne, o nosso Cabo Alfredo e outros que servem de exemplo.

    O Sarney não é exemplo para ninguém.

    (texto postado no site “GELÉRIA GERAL”, do querido jornalista, ANTÔNIO CORRÊA NETO.

    (www.correaneto.com.br

    Escrito por Tico Bauhaus | 24/09/2009, 9:56
  6. Ecomeçou os ataques da parceria nota 10,será que era isso que o Robertinho prometeu ao camilo e familia, naquele dia que os dois quase se pegaram lá na assenbleia? se segura CAPI pois vem artilharia pesada contra vc,queremos vc de volta em 2010.

    Escrito por revoltado | 24/09/2009, 21:54
  7. TAL FATO DEMONSTRA O QUE TEM SIDO A POLITICA BRASILEIRA QUE EXCLUSIVAMENTE A SERVIÇO E BENEFICIO DO QUE PROPRIAMENTE PRIVADO, ISTO É, HISTÓRICO NA POLITICA BRASILEIRA.

    Escrito por Ricardo de Souza Correa | 25/09/2009, 12:55
  8. Fizeram o maior reboliço na rua entre a Fab e presidente vargas, parecia até um terremoto, falo da CAESA,ai pensei agora vai ter pressao nas torneiras, decepçao total continua a mesma,eita conpanhiasinha FU8LEIRA. E o WALDEZ TA PRA CALIFORNIA,agora me digam fazendo o que?????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????

    Escrito por revoltado | 27/09/2009, 7:56

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