No último dia 15 de setembro, o que era para ser uma simples visita da Imagem de Nossa Senhora ao Ministério Público, gesto que se repete há dez anos, transformou-se numa verdadeira “guerra santa”. O atual Procurador Geral do Ministério Público, Iaci Pelais, que é evangélico, resolveu barrar a entrada da imagem da Santa naquele recinto, interrompendo a peregrinação. Em resposta, a Procuradora Clara Banha protocolou documento ao Colégio de Procuradores do Ministério Público do Estado do Amapá, representando contra seu chefe, acusando-o de crime contra a liberdade religiosa.
“Causa surpresa o fato de que desde a posse do Procurador-Geral de Justiça, vários cultos evangélicos(sua religião) foram realizados nas dependências do Ministério Público, com a participação inclusive de católicos, em respeito a liberdade religiosa”, argumenta a procuradora na representação. Clara Banha argumenta também que segundo o Supremo Tribunal Federal “quando estão em jogo o a administração pública e a liberdade religiosa, prevalece o interesse da primeira, ou seja da administração pública, desde que sejam proibidos os cultos de todas as religiões em suas dependências. Mas a partir do momento em que é permitido o culto de uma religião e proibido o culto de outra, estará caracterizado o Crime Contra a Liberdade Religiosa”. Clara Banha ameaça representar criminalmente contra Iaci Pelaes junto ao Conselho Nacional do Ministério Público e o Superior Tribunal de Justiça, caso o colegiado local do Ministério Público não tome uma providência.
Em entrevista ontem(21) pela manhã numa rádio local o procurador geral Iaci Pelais informou que o colegiado local do Ministério Público decidiu pela imparcialidade da instituição em relação a eventos religiosos nas dependências do órgão. O colegiado, segundo o Procurador Chefe, teve como fundamento o posicionamento de que estando em jogo o princípio da liberdade religiosa e o interesse da administração pública, prevalece o interesse desta, ou seja, no horário de expediente, de trabalho não poderá ser interrompido para manifestações religiosas. A representação proposta não prossegue, dando-se o caso como encerrado. Segundo Iaci Pelais, dias antes do evento foi enviado documento a organização da peregrinação informando que o Ministério Público não participaria como instituição, “já que o estado é laico, mas de outro lado, nós informamos pela intranet, num documento oficial, que todos os servidores interessados estavam liberados para participar do evento que era aqui há 100 metros”, disse o Procurador Geral. Perguntado sobre os cultos, que segundo servidores, são promovidos lá, Pelaes disse que não eram cultos, eram “momentos motivacionais”, mas de toda maneira ele informou que a realização de tais eventos também está suspensa. Pelais queixou-se ainda do vazamento da representação da procuradora contra ele, disse que o vazamento tinha acontecido de “maneira ilícita”.
Segundo o Procurador Iaci Pelaes o Estado é Laico e os servidores estavam liberados para professar a sua fé,não vejo nenhum erro na atitude do Procurador,ouvi o padre Aldenor dizendo na rádio que o Iaci Pelaes estava no direito dele e que ninguem é obrigado a receber a imagem da Santa,creio eu que não temos nada contra a Mãe de Jesus pois ela é a mãe do nosso Salvador o que nos impede de adorar a imagem é porque a propria Bíblia condena no Salmo 115 que não devemos adorar e nem nos prostar diante dela pois torna-se semelhante a eles aqueles que o fazem e adoram,mas o propósito de Deus é ver o seu povo unido em uma só fé, Jesus é o unico caminho a verdade e a vida e ninguem vem ao pai a não ser por ele,e Isaias 45:20 diz:Congregai-vos vinde;chegai-vos todos juntos,vós que escapastes das naçoês,nada sabe os que carregam o lenho das suas imagens de escultura e fazem súplicas a um deus que não pode salvar.reflita.
Sabe o que a Bíblia diz também? Que Jesus chamou a Pedro e disse “sobre esta pedra eu ergo a minha Igreja”.
O que isso quer dizer? Bem, que a Igreja de Cristo (fundada por ele mesmo!) foi aquele erigida sobre Pedro. Está na Bíblia! É fato, não opinião.
E qual foi a Igreja erigida sobre Pedro? Corrijam-me se eu estiver errado, mas ele não foi O PRIMEIRO PAPA!!! E quem é o Papa? Ora, o líder maior da IGREJA CATÓLICA!
Ai, que saco essa discussão religiosa! Por essas e outras que eu sou a favor de não serem permitidas manifestações religiosas, quaisquer que sejam, nas instituições públicas, principalmente no horário de expediente.
PS: É claro que se forem permitidas manifestações de alguma religião, não é certo que sejam coibidas às de outras
Gostaria que o MP trabalhasse em prol da população, que na minha opinião deixa muito a desejar, e deixasse a questão da religião para cada um individualmente.
É abminável, tendo tantas questões de injustiça contra todo tipo de classe e categoria de pessoas em nosso Estado, o MPE estar se preocupando em proibir atividades religiosas em suas dependências. A pior coisa é um ser humano que se acha intelectualizado, mas que na verdade é um alienado. É muita falta de respeito e do que fazer com os conhecimentos bíblicos, pois que se comprova, pelas atitudes, serem totalmente distorcidos da realidade.
Acho que não chega a ser uma questão tão contundente assim, mas não podemos deixar de achar estranha a atitude do Procurador Chefe, de permitir durante o ano todo desde sua posse atos religiosos (de sua conveniência) e alguns dias antes, de ter em sua porta uma, também manifestação religiosa que não lhe agrade ou convenha ordenar sua proibição.
Ainda tratando desse tema, lembro que podemos procurar nos fatos bíblicos também a explicação para Salmo 115, que condena a idolatria, lembrando que na época em que foi escrito haviam, como ainda há nos dias de hoje diversas manifestações religiosas e muitas delas idolatravam inúmeras coisas (ovelhas, bois, cobras, gatos) como os egípcios que tinham para si uma infinidade de deuses, já os católicos tem apenas um, e nossas imagens, estatuas e ornamentos, não são os alvos de nossa idolatria e sim aquilo que eles representam, esses ídolos são tão somente canalizadores de nossa fé até nosso criador.