Resposta ao artigo: “Nos bastidores de 2010: o que vem por aí” – Esclarecendo sobre o PT
Cara Luciana,
Todos que são do PT sabem que nossa posição política sobre as eleições de 2010 não é um consenso dentro do partido, há os que defendam aliança com os partidos da base do governo Waldez e os que defendam a reconstrução do campo democrático popular.
Temos clareza, e quem leu meu ultimo artigo: “O papel da esquerda e uma Frente Popular para 2010”, sabe que sou um dos grandes defensores da unidade da esquerda amapaense, mesmo sabendo que temos posições diametralmente antagônicas com partidos considerados mais radicais (PSTU e PSOL), o que não impede de nós dialogarmos e construirmos um debate fraterno, nos moldes da tradição socialista.
Não iremos concordar com qualquer tipo de especulação, mesmo sabendo que há algumas posições públicas de dirigentes e mandatários sobre a tática eleitoral de 2010, mas até o ano que vem muita coisa pode mudar dentro do PT e na conjuntura estadual.
Não temos nenhuma posição política sobre um eventual apoio à Pedro Paulo em 2010, isso não é consenso no PT, e também não temos nenhuma posição sobre um futura aliança com o PSB. Também não descartaremos a possibilidade de termos candidatura própria ao senado e ao governo em 2010, colocando como prioridade a reeleição de nossos parlamentares, ampliando nossa bancada.
Sabemos que as divergências internas, muitas vezes deixam transparecer que nós do PT estamos rachados, ao contrário do que muitos pensam, estamos unidos na diversidade. e fortalecidos para as batalhas vindouras. Temos como tarefa central continuar governando esse país, colocando como objetivo principal eleger a companheira Dilma Roussef para sucessão de Lula.
Sabemos que há setores da esquerda, já conhecidos como sectários, que torcem para que o PT seja derrotado, o que não irá ocorrer, pois o povo confia no PT, acredita em nosso projeto político, fato reconhecido nas urnas, quando reelegemos Lula (2006) e reelegemos os companheiros Nogueira e Francimar em Serra do Navio (2008), além de eleger Valdo em Ferreira Gomes. Isso também se reflete nos índices de aprovação do governo Lula e na preferência do eleitorado brasileiro pelo PT, que o tem como o partido preferencial na política brasileira.
O companheiro Kelson Rocha já deixou claro de como se dará o processo de definição da nossa tática eleitoral para 2010. Nossas posições são convergentes.
Há muitas divergências dentro do partido, o que é salutar, pois as unanimidades são burrices, que podem beirar o autoritarismo de esquerda e a personalização de alguns partidos de esquerda. No entanto, não deixaremos que alguns setores da mídia, tentem nos desqualificar, pois nem ao menos, conhecem como funciona o nosso partido.
Heverson Castro – membro do Diretório Municipal do PT e do Coletivo Estadual de Combate ao Racismo do PT-AP.
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