// você está lendo...

Curtinhas

Gato escaldado

Tem muito deputado que anda que nem gato escaldado lá pela Assembléia Legislativa. Explico: muitos estão pendurados com processo de cassação lá pelo TSE e têm como padrinho o senador Sarney, que inclusive indicou o  dublê de advogado e policial legislativo Fernando Aquino para defendê-los. Agora, com o aumento da vigilância sobre Sarney e a perda de poder do último coronel brasileiro, os deputados pendurados andam ‘pianinho’ com medo que seus processos avancem.

Siga Luciana no Twitter : www.twitter.com/lucapi

Comentários

2 comentários para “Gato escaldado”

  1. TÁ NA HORA DE FAZER O MESMO AQUI!

    16/09/2009 – 06h30
    Tribunal de Justiça de Alagoas pede ao STF intervenção federal na Assembleia LegislativaCarlos Madeiro
    Especial para o UOL Notícias
    Em Maceió
    O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) decidiu na noite desta terça-feira (15) solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma intervenção na Assembleia Legislativa, devido ao descumprimento de mandados judiciais contra parlamentares afastados de seus cargos pelo Poder Judiciário. O pedido foi aprovado por unanimidade pelos desembargadores.

    O despacho deve ser enviado ao STF apenas na quinta-feira, já que hoje é feriado em Alagoas, devido ao aniversário da emancipação política do Estado. De acordo com a presidente do TJ-AL e relatora do caso, Elisabeth Carvalho, a decisão tem como base dois artigos da Constituição Federal: o 34º, que diz que a União poderá intervir em um Estado para “prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial”; e o 36º, que estabelece como um dos critérios para intervenção a “desobediência à decisão judiciária”.
    O deputado estadual Cícero Ferro [ao centro,
    de camisa preta] é acusado de ter mandado
    matar o vereador de Delmiro Gouveia, Fernando Aldo, em 2007. O parlamentar também responde processo pelo assassinato do seu primo, Jacó
    Ferro, em 2005, e por porte ilegal de arma

    Leia outras matérias do UOL Notícias

    A solicitação
    O pedido de intervenção acontece três semanas após o desembargador Orlando Manso decidir – pela segunda vez naquele mês – pelo afastamento do deputado Cícero Ferro (PMN). O parlamentar é acusado de ser o mandante do assassinato do vereador de Delmiro Gouveia, Fernando Aldo, em 2007. Além desse crime, Ferro ainda responde por outros dois processos: o assassinato do seu primo, Jacó Ferro, em 2005, e por porte ilegal de arma.

    Para burlar o cumprimento da decisão, a Assembleia aprovou, há duas semanas, um decreto que “autoriza” o descumprimento de decisões judiciais sobre afastamentos de parlamentares. O decreto alega que somente os próprios deputados podem afastar um parlamentar do cargo. Por conta de agressões ao judiciário feitas à imprensa, Ferro – que continua trabalhando normalmente na Assembleia – responde a um processo no recém-criado Conselho de Ética da Assembleia.

    Sobre o afastamento, Orlando Manso afirmou que a situação de Ferro é “excepcionalíssima” e por isso não cabe a aplicação da imunidade parlamentar, já que o deputado estaria ferindo a ordem pública. “Ele vem constantemente agredindo a ordem pública com atitudes truculentas e violentas sob uma apatia completa da Assembleia, que não toma nenhuma decisão”, analisou.

    No voto desta terça-feira, a presidente do TJ-AL alegou que o decreto legislativo não possui “existência no mundo jurídico”. “A intervenção é uma medida indispensável para garantia do livre exercício do poder judiciário e para que se dê provimento às decisões que dele emanam. Ao se negar agressivamente o cumprimento de uma decisão judicial investe-se contra a dignidade do judiciário”, afirmou Elisabeth Carvalho.

    Após ser comunicado da decisão do TJ, o presidente da Assembleia, Fernando Toledo (PSDB), disse que vai aguardar a decisão do STF. “Estou tranqüilo que tudo o que foi feito na Assembleia está dentro da legalidade”, explicou.

    MP e OAB apóiam decisão
    Autor do pedido de afastamento do deputado Cícero Ferro, o Ministério Público Estadual disse que apóia a decisão do TJ-AL de pedir a intervenção federal na Assembleia, mas ainda espera o cumprimento da decisão judicial. “Essa intervenção será pontual, somente para fazer o cumprimento da decisão judicial. Ela pode durar apenas alguns minutos, mas é importante para restabelecer a ordem pública. Se Assembleia quiser evitar essa intervenção, é só cumprir a decisão. Assim, extingue o objeto da ação”, afirmou o procurador-geral de Justiça, Eduardo Tavares.

    Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Alagoas, Omar Coelho, a decisão do TJ-AL foi acertada. “Decisão judicial se cumpre e se recorre. Essa era a postura esperada de um poder legislativo. A decisão do TJ mostra que o judiciário não se furtou de fazer valer as suas prerrogativas”, analisou.

    Coelho ainda explicou que, para ser cumprida, a intervenção terá que ser autorizada pelo presidente da República. “Esse pedido vai ser apreciado pelo STF, e se aceito, será enviado ao presidente Lula- que é quem decide e pode nomear um interventor”, explicou o advogado.

    Antes da confirmação do envio do pedido ao STF, o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) disse que não iria interferir na crise entre os poderes legislativo e judiciário. “Essa é uma decisão que tem de ser resolvida no campo jurídico. Os poderes têm suas convicções”, justificou.

    Escrito por Pedro Pires | 16/09/2009, 14:50
  2. Caso essa teoria se confirme, e os senadores passem a se comportar melhor, teremos pelo menos uma boa notícia resultando desta crise do Senado.

    Escrito por Bruninha | 16/09/2009, 16:04

Comentar

Memória

Categorias

Arquivos

Divulgue seu produto ou serviço aqui.


Fale conosco.