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Curtinhas

Leury quer uma decisão

No próximo dia 16 de setembro o TRE deverá julgar Pedido de Execução Imediata de Decisão do TSE e Determinação de Posse do Requerente como Deputado Estadual do suplente Leury Farias, que quer assumir a cadeira ocupada pelo deputado Jorge Souza(PCB), que embora cassado no TSE, se mantém no cargo. Também briga pela vaga de Jorge Souza, o presidente do PSol Amapá, Randolfe Rodrigues.

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Comentários

2 comentários para “Leury quer uma decisão”

  1. Das duas uma: ou o Jorge Amanajás é muito mal assessorado, ou é mal intencionado. Qual das duas você prefere?

    Escrito por Pedro Pires | 15/09/2009, 16:14
  2. DEU NO UOL NOTÍCIAS:

    16/09/2009 – 06h30
    Tribunal de Justiça de Alagoas pede ao STF intervenção federal na Assembleia Legislativa
    Carlos Madeiro
    Especial para o UOL Notícias
    Em MaceióO Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) decidiu na noite desta terça-feira (15) solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma intervenção na Assembleia Legislativa, devido ao descumprimento de mandados judiciais contra parlamentares afastados de seus cargos pelo Poder Judiciário. O pedido foi aprovado por unanimidade pelos desembargadores.

    O despacho deve ser enviado ao STF apenas na quinta-feira, já que hoje é feriado em Alagoas, devido ao aniversário da emancipação política do Estado. De acordo com a presidente do TJ-AL e relatora do caso, Elisabeth Carvalho, a decisão tem como base dois artigos da Constituição Federal: o 34º, que diz que a União poderá intervir em um Estado para “prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial”; e o 36º, que estabelece como um dos critérios para intervenção a “desobediência à decisão judiciária”.

    O deputado estadual Cícero Ferro [ao centro,
    de camisa preta] é acusado de ter mandado
    matar o vereador de Delmiro Gouveia, Fernando Aldo, em 2007. O parlamentar também responde processo pelo assassinato do seu primo, Jacó
    Ferro, em 2005, e por porte ilegal de arma

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    A solicitação
    O pedido de intervenção acontece três semanas após o desembargador Orlando Manso decidir – pela segunda vez naquele mês – pelo afastamento do deputado Cícero Ferro (PMN). O parlamentar é acusado de ser o mandante do assassinato do vereador de Delmiro Gouveia, Fernando Aldo, em 2007. Além desse crime, Ferro ainda responde por outros dois processos: o assassinato do seu primo, Jacó Ferro, em 2005, e por porte ilegal de arma.

    Para burlar o cumprimento da decisão, a Assembleia aprovou, há duas semanas, um decreto que “autoriza” o descumprimento de decisões judiciais sobre afastamentos de parlamentares. O decreto alega que somente os próprios deputados podem afastar um parlamentar do cargo. Por conta de agressões ao judiciário feitas à imprensa, Ferro – que continua trabalhando normalmente na Assembleia – responde a um processo no recém-criado Conselho de Ética da Assembleia.

    Sobre o afastamento, Orlando Manso afirmou que a situação de Ferro é “excepicionalíssima” e por isso não cabe a aplicação da imunidade parlamentar, já que o deputado estaria ferindo a ordem pública. “Ele vem constantemente agredindo a ordem pública com atitudes truculentas e violentas sob uma apatia completa da Assembleia, que não toma nenhuma decisão”, analisou.

    No voto desta terça-feira, a presidente do TJ-AL alegou que o decreto legislativo não possui “existência no mundo jurídico”. “A intervenção é uma medida indispensável para garantia do livre exercício do poder judiciário e para que se dê provimento às decisões que dele emanam. Ao se negar agressivamente o cumprimento de uma decisão judicial investe-se contra a dignidade do judiciário”, afirmou Elisabeth Carvalho.

    Após ser comunicado da decisão do TJ, o presidente da Assembleia, Fernando Toledo (PSDB), disse que vai aguardar a decisão do STF. “Estou tranqüilo que tudo o que foi feito na Assembleia está dentro da legalidade”, explicou.

    MP e OAB apóiam decisão
    Autor do pedido de afastamento do deputado Cícero Ferro, o Ministério Público Estadual disse que apóia a decisão do TJ-AL de pedir a intervenção federal na Assembleia, mas ainda espera o cumprimento da decisão judicial. “Essa intervenção será pontual, somente para fazer o cumprimento da decisão judicial. Ela pode durar apenas alguns minutos, mas é importante para restabelecer a ordem pública. Se Assembleia quiser evitar essa intervenção, é só cumprir a decisão. Assim, extingue o objeto da ação”, afirmou o procurador-geral de Justiça, Eduardo Tavares.

    Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Alagoas, Omar Coelho, a decisão do TJ-AL foi acertada. “Decisão judicial se cumpre e se recorre. Essa era a postura esperada de um poder legislativo. A decisão do TJ mostra que o judiciário não se furtou de fazer valer as suas prerrogativas”, analisou.

    Coelho ainda explicou que, para ser cumprida, a intervenção terá que ser autorizada pelo presidente da República. “Esse pedido vai ser apreciado pelo STF, e se aceito, será enviado ao presidente Lula- que é quem decide e pode nomear um interventor”, explicou o advogado.

    Antes da confirmação do envio do pedido ao STF, o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) disse que não iria interferir na crise entre os poderes legislativo e judiciário. “Essa é uma decisão que tem de ser resolvida no campo jurídico. Os poderes têm suas convicções”, justificou.

    Escrito por Pedro Pires | 16/09/2009, 9:47

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