Recentemente centenas de famílias no Estado do Amapá, mais precisamente em Macapá, milhares de pessoas, estão totalmente desamparadas quando se fala em abastecimento de água, um suplício enorme essas famílias estão sofrendo por falta de água nas torneiras de suas residências, um calvário essas famílias estão enfrentando quando sai de suas casas em busca de uma resposta, a uma pergunta simples prá um problema enorme. A pergunta que fazem é por que elas com seus filhos têm que passar por esse sofrimento da falta de água? Perguntam ainda: quando será resolvido esse tremendo problema? Elas muitas vezes recebem respostas, respostas que também muitas vezes as confundem mais, respostas que na maioria das vezes trazem mais desconfiança, porque sabem que na maioria das vezes não são cumpridas ou se são é muito grande a espera e portanto, muito tempo de sofrimento.
Não se pode procurar empecilhos, procurar desculpas, achá-las e colocá-las em alguém ou em outrem, não se pode procurar justificativas para o que não é justificável, a falta de água, não se pode temer que ao se propor a distribuir água para todos, e que para que isso aconteça a estrutura a ser colocada ficará sob a terra e portanto, não a vista da população e conseqüentemente não estando a vista pensarem uns que é passível de esquecimento por parte dessa população na hora de depositar o seu voto na urna, isso não é acreditável, pois se assim fosso seria um descalabro, uma insanidade, porque o bem estar da população não é objeto de troca por qualquer espécie que seja e por quem quer que seja, o bem estar da população, ainda mais se tratando de água, é um dos maiores direitos que um povo pode ter, pois sem esse o ser humano não tem como viver, então nada, nada pode justificar a falta de água, porquanto produto essencial para a sobrevivência de todos os seres vivos inquilinos desse magnífico planeta, onde maravilhosamente dois terços é coberto de água.
No Amapá tem se falado muito em meio ambiente, e é louvável que assim continue, mas com certeza para que necessariamente se fale em meio ambiente e que continue se falando, acredita-se que em primeiro lugar deveria ajudar a colocar o meio ambiente em todas as pautas a partir da pauta de fornecimento de água a toda a população, pois se assim não for, os dirigentes que tem a capacidade de gerir essa política de distribuição de água, estarão fazendo um desfavor ao meio ambiente, pois a população sem água está proporcionando que o meio ambiente seja atingido a partir do momento em que a sujeira predominará e com ela todas as conseqüências de uma situação que a sujeira trará na contaminação do meio ambiente, produzindo também um produto muito prejudicial a saúde que são as doenças ocasionadas pela falta de higiene em todos os sentidos, por dejetos humanos, por dejetos de animais espalhados, por restos de produtos orgânicos acumulados, assim sendo, a água faltando e esses fatos não, o resultado será os postos de saúde e os hospitais refletirem a situação e tudo isso em decorrência da falta de água para que com ela a limpeza predomine, para que o meio ambiente seja conservado e a saúde idem.
Não seria por uma política falha, voltada para a distribuição incondicional de água no estado, que os índices da FIRJAN, notadamente sobre o município de Macapá, estaria mostrando tamanha incapacidade de ofertar uma melhor qualidade de vida ao povo amapaense? Pela falta de água para a população, esses índices não estariam sacrificando injustamente vários ex gestores municipais, que por mais desagradáveis para uns que fossem, eles queriam água para o seu povo? Eles queriam qualidade de vida para o seu povo.
Em meio a essa crítica, em meio a esse desastre da falta de água nesse estado, ainda se tem esperança de que os governantes, não busquem só ficarem sensibilizados, não busquem só estudarem o problema, porque já está mais do que estudado, não busquem só planejarem, mas atuem, pratiquem a governabilidade nesse sentido, não só pensem no povo, mas se façam presente, não só falem sobre o problema da falta de água em Macapá, mas dê solução imediatamente, dê água. O povo espera, e o governante nunca, nunca poderá fazer o povo perder a esperança, e ele não perderá, porque a desesperança, se acnotecer, é um mal que mais dia ou menos dia trará reflexos ruins e inevitáveis para quem água não lhes der.
Professor Alcides de Oliveira
alcides.oliveira2005@ig.com.br
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