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Curtinhas

CPI da pedofilia: depoimento se converte em tiro n’água

O (não) depoimento de Karina Montoril dos Santos à CPI da Pedofilia hoje, 09, na Assembléia Legislativa foi o equivalente a um tiro n’água. Ela, que para a justiça é testemunha chave – a ponto de estar sendo escoltada por um  policial da casa militar do Ministério Público – insistia na importância do próprio depoimento, ao chegar lá, resolveu silenciar. Acompanhada de um advogado contratado no dia de hoje, indicado pela Comissão de Direitos Humanos da OAB, ela alegou que o processo da Operação Inocência corre em segredo de justiça e que seu depoimento àquela CPI poderia incorrer em quebra de sigilo e provocar a nulidade do processo. Estranho, pois o próprio juiz havia dito que não existia impedimento. Recuperados da decepção com o silêncio sepulcral daquela que outrora fora tão solícita, os membros da CPI resolveram manter as investidas para abrir a caixa preta da pedofilia no Amapá e aprovaram a requisição da íntegra da cópia do processo da Operação Inocência da polícia federal, que está nas mãos do juiz Adão Joel Gomes de Carvalho, titular da 1a Vara Criminal.

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