Há de se exigir mais, muito mais de um Reitor que o tosco espetáculo que protagonizou José Tavares, da UNIFAP, na festa preparada para a sua filiação no PMN, com a presença da Presidente nacional do partido, Telma Ribeiro, que viera de São Paulo para prestigiar o evento.
Pelo naipe dos convidados, entre os quais “jornalistas” financiados pelo poder público e o tempero usado para dar ao acontecimento a notoriedade planejada [ marabaixo, feijoada, gengibirra, bebida à vontade, show musical , etc], esperava-se uma festa marcante.
O PMN, como se sabe, inclusive José Tavares, é um partido aliado do PSB desde 2008, que veio para alargar sua base de apoio eleitoral, tendo em vista o domínio imperial de Sarney sobre a vontade dos dirigentes partidários locais, com o objetivo de isolar o PSB.
A chegada do PMN serve, também, de resposta à acusação, inconsistente, que o PSB pouco ou quase nada fazia para ampliar esse apoio, dificultando a costura de alianças capazes de viabilizar a volta do partido ao poder.
Trata-se de um sofisma por não levar em consideração uma série de fatores, relevantes e decisivos, que têm transformado as eleições em jogo de “cartas-marcadas”, zerando as chances da oposição.
Tal argumento, portanto, é uma falácia. Trata-se de discurso vazio daqueles que querem justificar sua dissidência e o incômodo com o papel de oposição que a nova realidade impõe.
Indisposição de encarar a retomada do Estado, não a partir da lógica antidemocrática da conquista e manutenção do poder a qualquer custo, negando que isso seja possível pela conjugação de forças em torno de um governo programático, voltado para os interesses da sociedade.
Desta forma, agredir gratuitamente a biografia do ex-governador João Capiberibe e família, faz parte do jogo antidemocrático do poder vigente, ao qual parece ter aderido o Reitor Tavares, episódio que depõe contra a imagem do Reitor.
Negar o mérito e o papel do ex-governador, é um desserviço a memória do Amapá, muito grave num Reitor cuja tarefa inclui, também, promover, respeitar e preservar a história do Estado.
A presença de Capi e Janete no cenário nacional, vai da luta pela redemocratização do país, que poucos foram capazes de encarar, a aprovação da Lei da Transparência e do Escalpelamento, ambas escondidas criminosamente da sociedade pela mídia.
Acrescente-se a isso as incontáveis emendas parlamentares em favor das minorias, sendo que várias delas beneficiaram a UNIFAP do Magnífico Reitor José Tavares.
Tavares não é nenhum beócio, surdo ou cego, que não permita uma leitura correta dos fatos. Por isso deve saber que, mesmo na condição de Reitor e homem letrado, não tem competência nem autoridade para decretar o fim político de quem quer que seja.
Ao agir como agiu, valeu-se de um discurso raivoso, fora do contexto, provavelmente a mando dos desafetos do ex-governador, a quem resolveu se aliar.
O Reitor valeu-se de uma tese recalcitrante e irreal [ morte política da família Capiberibe] que aflora a cada eleição e que as urnas se encarregam de desmentir peremptoriamente.
De pouco adianta blindar seu desatino, como fazem seus amigos da imprensa. Essa nódoa vai colar no seu curriculum assim como cristalizará a imagem de manipulado por Sarney, Gilvam Borges e outras figuras menores da mídia e da política local.
Como se pouco fosse, teve que engolir a suprema humilhação de ter sua filiação publicamente rejeitada pela Presidente do PMN, que fez uma defesa vigorosa do ex-governador, objeto da agressão de Tavares.
Enalteceu a figura nacional de Capiberibe, a quem disse conhecer sobejamente, ao contrário de José Tavares. Falou curto e grosso, sem meias palavras, para quem quisesse escutar.
A presidente do PMN não disse nada que o Reitor não soubesse, mas que negava por conveniência e interesses políticos subalternos, numa atitude que compromete gravemente sua condição de gestor de uma das mais importantes instituições do Estado.
JÔGO BRUTO
Nesse país estudar, educar e ilustrar-se, como se falava antigamente, nunca foi um privilégio de poucos. Pelo menos aqui, apesar do descaso que hoje domina sua gestão. Falo mais de antigamente, de gestores responsáveis e compromissados com o futuro do Estado.
Eu mesmo, menino nascido pobre, me sinto um privilegiado com o ensino que o governador Janary Nunes ofereceu a todos nos idos de 50. E em seguida estudado no Colégio Amapaense, berço de figuras notáveis, que muito contribuíram para o crescimento do Amapá.
Por isso educação, muito mais que antes, está franqueada a qualquer cidadão. Permanecer nas trevas da ignorância é uma opção pessoal.
A história de destempero do ex-deputado Roberto Góes, que tentou agredir fisicamente Camilo Capiberibe, faz parte da crônica política do Amapá.
O episódio de Humberto Moreira, a quem mandou espancar por conflito de opinião, é a mais notória de todos, além das várias tentativas de agressão sofridas por Camilo, no plenário da AL, quando RG ainda exercia o mandato de deputado.
A promessa de aniquilamento político da família de Capiberibe, extensível aos que não militam politicamente, é de uma pequenez atroz. Na falta do bom discurso e da defesa consistente de argumentos, a borduna, como nos primórdios dos tempos.
E o pior é que ele acredita ser possível, como se o Amapá fosse um feudo do grupo político que o sustenta, que estimula essas atitudes, esquecendo que o país está sob a égide de uma Constituição.
Tanto que por conta dela [Constituição] Roberto Góes já foi cassado quatro vezes, e outras tantas virão, razão do seu descontrole.
Por fim defender direitos nos fóruns judiciais competentes – se não sabe RG, é um princípio básico do Estado Democrático de Direito e Camilo se vale dele para buscar seu direitos lesados. Contra isso nada pode fazer.
Poucas e boas
O sociólogo Gianotti saiu com essa: “Sarney pode não ter saído {do Senado] mas também não ficou. Entenderam?+++ Anote aí. Toda vez que chega o período eleitoral, começa o processo de desenterrar defunto+++ Os preferidos: fechamento do Banap, por sinal da lavra de Sarney, o caso Ferrari, os tubos da CAESA, o saque do BB, para ficar apenas nesses+++Por falar no tema, Edmar Lourinho foi premiado com absolvição do TCE e ninguém fala nada+++ A briga no PT é para saber quem será o vice de Pedro Paulo do PP+++ A fila é enorme. Vai de Dalva à Nogueira+++ Aliás essa aliança era inimaginável algum tempo atras+++ Na verdade Pedro Paulo joga com dois atrativos para seduzir o PT: o guarda-chuva do governo nessa eleição e ganhar, de graça, oito meses de governo tendo Lula como candidato em 2014+++ É pouco?+++ O problema é que Pedro Paulo não é nenhuma Brastemp. Sem experiencia e carisma, o risco de perder a eleição é grande demais+++ Enquanto isso Jorge Amanajas segue seu calvário+++ Sem o apoio de WG sua candidatura está ferida de morte+++ Caiu em desgraça depois de torcer pela cassação do aliado+++É o que dizem+++Papaléo só consegue emplacar num programa de rádio. Vive tendo que explicar sua relação heterodoxa com Sarney e o PMDB. Dias desses teve que se defender da acusação de membro da tropa de Sarney, contrário a posição do PSDB, seu partido+++ Agora para coroar seu inferno astral a noticia que empregou a esposa de Agaciel Maia[ sim, aquele mesmo] no seu gabinete+++ E jura que Sarney não tem nada a ver com isso. Alguém acredita?+++” À boca pequena” circula nos corredores da AL que “alguém” investiga a vida parlamentar de Camilo Capiberibe[PSB]. Tanto zelo causa espanto. Uma investigação quando isenta, séria e a serviço do Estado é sempre bem-vinda+++ Para valer mesmo não faltará a investigadora motivos e a quem investigar naquela casa+++ Comenta-se que vem aí mais uma leva de cassações contra RG+++ A minha curiosidade é saber até quando vai a “queda de braço” entre os juízes de primeiro grau e o pleno do TRE+++Dois políticos pelo menos estão riscados do “caderninho” de aliados de WG: Fátima Pelais e Moisés Souza+++ Essa história do aterramento do Rio Jari por parte de Gilvam e Barbudo Sarrafo é o fim da picada. Reflete a qualidade desses políticos. Da mesma forma que os órgãos ligados ao assunto [Ibama, MP, Secretaria Estadual, etc] estão sob o controle de gente desse tipo e por isso não cumprem suas obrigações. Por hoje é só.
O problema da mídia em geral é querer dizer que tudo que acontece é por conta de Sarney, dizendo que ele manipula políticos aliados, e ainda que ele estaria por trás da nomeação da mulher do ex-diretor geral do Senado. Tudo que acontece no cenário político está ligado ao presidente do Senado? Dá um tempo.
O problema dos ingênuos é que eles não percebem que no Amapá não existe a opção “em cima do muro”. Lucas Barreto, é o exemplo cabal disso. Passou a eleição 2008 inteira se dizendo independente e no segundo turno quando precisou se posicionar disse quem ninguém prestava, salvo ele, lógico, e não apoiou ninguém. Quando foi agora descobriu-se que sua independência nada mais era do que o fiel atendimento ao que manda o senador Sarney. Bruninha, não seja naive, acorde, quem manda em boa parte dos politicos amapaenses é sim o Sarney e não é possível imaginar que as coisas acontecem por acaso.
P/ Uilton
Eu concordo com a BRUNINHA, o sarney não é o responsável por todos os problemas que acontecem no Amapá e no Brasil. Não se esqueça que ele foi eleito e sendo assim, a culpa é do povo que o elegeu.
Infelizmente a nossa lei só quem supostamente comprou o voto, quem aceita a propina é um “santo”, nada tem haver com o crime.
Falando de Lucas Barreto, ele foi tão independente que se fosse mandado por Sarney passaria pro lado do Roberto Goés no segundo turno.
Sejamos franco, o Lucas é a terceira via. Saiu sozinho e teve uma votação expressiva.
Ano que vem tem eleição, espero que o Capi seja candidato, ele só poderia mudar pra um partido mais democrático, pois na ultima inserção só falaram dele…o Capi não apareceu em nenhum momento..Deixar o governador lá de Recife falar do projeto dele..é uma sacanagem sem tamanho.
PSB nacional, dê o crédito a quem merece..
E Bruninha, ano que vem, seja Lucas, seja 14.
O Carlos Costa é o retrato fiel da Burrinha, ops, digo, Bruninha
Esse reitor é mais um lambe botas do Sarney !!
Bruninha e Carlos, o Sarney é o “esteio” da corrupção no Brasil, se vocês lêrem a revista Exame desta semana quando diz que:”As empresas que ajudaram a eleger José Sarney, ajudaram a perpetuar o atraso”, aí é que vamos entender o quanto esse enorme poder,que ele tem, é maléfico não só ao Amapá mas ao país. E quem ajuda a corrupto, corrupto é. E esse é o caso do sr. Lucas Barrêto e da quase totalidade dos políticos do Amapá. Não tenham dúvidas, Bruninha e Carlos, no Amapá não acontece nada politicamente se não tiver o aval do nem mais tanto poderoso assim, José Sarney.
Sou estudante da Unifap e não acho correto o reitor Tavares se aproveitar do lugar que ocupa para tentar se eleger, quem estuda na Unifap tem visto que tem aumentado vários atendimentos assistenciais em várias areas principalmente na área médica, mas a preocupação é que a logica é meramente assistencialista para angariar dividendos políticos para o Reitor, ficando para segundo plano a pesquisa e o retorno acadêmico que esses atendimentos poderiam dar para os alunos da instituição.