Retificando nota anterior – Os vereadores Clécio Luis(PSOL) e Cristina Almeida(PSB) fizeram discurso hoje pela manhã na Câmara se solidarizando com o deputado Camilo Capiberibe, agredido pelo prefeito de Macapá Roberto Góes na manhã de ontem, 02.
Senador tucano contrata mulher de Agaciel para trabalhar em seu gabinete
MÁRCIO FALCÃO
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O gabinete do senador Papaléo Paes (PSDB-AP) vai ganhar reforço nos próximos dias. A servidora Sânzia Maia, mulher do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia, foi requisitada pelo tucano para trabalhar com ele. O ex-diretor é apontado nas denúncias como o principal articulador das irregularidades administrativas descobertas na Casa. A contratação da mulher, apontada pelo tucano como um “gesto de humanidade”, dá um fôlego à família Maia, já que o marido dela corre o risco de ser exonerado do serviço público.
Senado transfere servidor responsável por publicação de atos
Sarney reduzirá para sete nº de diretorias e nega temer mancha em sua biografia
Eros Grau arquiva em definitivo pedido de reabertura de ações contra Sarney
Comissão deve pedir prorrogação do processo administrativo contra Agaciel e Zoghbi
Senado desvincula de sua conta bancária recursos do plano de saúde dos servidores
Papaléo confirmou à Folha Online a contratação, mas negou que tenha recebido pedido do próprio Agaciel ou do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que chegou a ser denunciado pelo PSDB ao Conselho de Ética por ter indicado e defendido a permanência do ex-diretor no cargo nos últimos 14 anos. Nesse período, foram editados, por exemplo, os 511 atos secretos, que nomearam parentes de parlamentares e aumentaram benefícios de forma sigilosa.
Alan Marques/Folha imagem
Tucano Papaléo Paes contrata mulher do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia (foto) para trabalhar em seu gabinete
O tucano, que é aliado regional de Sarney, afirmou que a contratação foi um “gesto de humanidade”. Papaléo disse que não há fato algum que “desabone” o trabalho de Sânzia, que é concursada da Casa e, portanto, não teme nenhum desgaste.
“Não tem politicagem alguma nessa história. Não recebi nenhum pedido. É um gesto de humanidade. Eu estava passando pelo corredor outro dia e um funcionário comentou comigo que ela [Sânzia] estava procurando um lugar em um dos gabinetes. Mandei me procurar. Eu me imagino no lugar dela. Penso que, se fosse minha família, alguém faria o mesmo. Não é justo que por um erro meu, minha esposa, meus filhos não consigam mais uma boa colocação”, disse.
Atualmente, a mulher de Agaciel está trabalhando na gráfica, berço político do ex-diretor. Recebe FC 7, no valor de R$ 3.302,42, segundo Papaléo, e não terá nenhum reajuste com a mudança de lotação. Sânzia permaneceu de 1999 até 2008 em uma situação considerada irregular na Casa. Foi nomeada pelo próprio marido para comandar a Secretaria de Estágios, mesmo com a Lei 8.112/90, que trata do Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, proibindo que se mantenha sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil.
Ela acabou exonerada da função em 2008 quando o STF (Supremo Tribunal Federal) proibiu o nepotismo nos três Poderes. O tucano saiu em defesa do trabalho da servidora. “Ela é servidora da Casa há mais de 20 anos, não tem nenhum processo administrativo nas costas, não vejo problema algum dela trabalhar aqui e espero que ela contribua muito com a nossa atividade na Casa”, afirmou.
Demissão
O Senado estuda a demissão de Agaciel. Foi criada uma comissão para analisar a responsabilidade dele na edição dos atos secretos. O prazo para que a comissão decida sobre o futuro deles terminaria no dia 6 de setembro, mas deve ser prorrogado por pelo menos mais 30 dias.
Agaciel está afastado do Senado até o dia 25 de setembro. Na véspera da primeira secretaria do Senado determinar abertura de investigação, ele pediu uma licença remunerada de 90 dias para a instituição. Alegou que tem sido vítima de acusações “absurdas e descabidas”.
O ex-diretor também é investigado pela Polícia Legislativa, que espera autorização da Justiça para prorrogar o inquérito que apura a nomeação sigilosa de uma servidora no gabinete do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) que teria ocorrido pelas mãos de Agaciel.
Os policiais do Senado dizem que não podem decidir se pedem o indiciamento de Agaciel porque ainda precisam fazer um exame grafotécnico para confirmar se as assinaturas nos atos secretos são realmente do ex-diretor.
DEU NA FOLHA HOJE: 03/09/2009 – 11h34
Senador tucano contrata mulher de Agaciel para trabalhar em seu gabinete
MÁRCIO FALCÃO
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O gabinete do senador Papaléo Paes (PSDB-AP) vai ganhar reforço nos próximos dias. A servidora Sânzia Maia, mulher do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia, foi requisitada pelo tucano para trabalhar com ele. O ex-diretor é apontado nas denúncias como o principal articulador das irregularidades administrativas descobertas na Casa. A contratação da mulher, apontada pelo tucano como um “gesto de humanidade”, dá um fôlego à família Maia, já que o marido dela corre o risco de ser exonerado do serviço público.
Senado transfere servidor responsável por publicação de atos
Sarney reduzirá para sete nº de diretorias e nega temer mancha em sua biografia
Eros Grau arquiva em definitivo pedido de reabertura de ações contra Sarney
Comissão deve pedir prorrogação do processo administrativo contra Agaciel e Zoghbi
Senado desvincula de sua conta bancária recursos do plano de saúde dos servidores
Papaléo confirmou à Folha Online a contratação, mas negou que tenha recebido pedido do próprio Agaciel ou do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que chegou a ser denunciado pelo PSDB ao Conselho de Ética por ter indicado e defendido a permanência do ex-diretor no cargo nos últimos 14 anos. Nesse período, foram editados, por exemplo, os 511 atos secretos, que nomearam parentes de parlamentares e aumentaram benefícios de forma sigilosa.
Alan Marques/Folha imagem
Tucano Papaléo Paes contrata mulher do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia (foto) para trabalhar em seu gabinete
O tucano, que é aliado regional de Sarney, afirmou que a contratação foi um “gesto de humanidade”. Papaléo disse que não há fato algum que “desabone” o trabalho de Sânzia, que é concursada da Casa e, portanto, não teme nenhum desgaste.
“Não tem politicagem alguma nessa história. Não recebi nenhum pedido. É um gesto de humanidade. Eu estava passando pelo corredor outro dia e um funcionário comentou comigo que ela [Sânzia] estava procurando um lugar em um dos gabinetes. Mandei me procurar. Eu me imagino no lugar dela. Penso que, se fosse minha família, alguém faria o mesmo. Não é justo que por um erro meu, minha esposa, meus filhos não consigam mais uma boa colocação”, disse.
Atualmente, a mulher de Agaciel está trabalhando na gráfica, berço político do ex-diretor. Recebe FC 7, no valor de R$ 3.302,42, segundo Papaléo, e não terá nenhum reajuste com a mudança de lotação. Sânzia permaneceu de 1999 até 2008 em uma situação considerada irregular na Casa. Foi nomeada pelo próprio marido para comandar a Secretaria de Estágios, mesmo com a Lei 8.112/90, que trata do Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, proibindo que se mantenha sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil.
Ela acabou exonerada da função em 2008 quando o STF (Supremo Tribunal Federal) proibiu o nepotismo nos três Poderes. O tucano saiu em defesa do trabalho da servidora. “Ela é servidora da Casa há mais de 20 anos, não tem nenhum processo administrativo nas costas, não vejo problema algum dela trabalhar aqui e espero que ela contribua muito com a nossa atividade na Casa”, afirmou.
Demissão
O Senado estuda a demissão de Agaciel. Foi criada uma comissão para analisar a responsabilidade dele na edição dos atos secretos. O prazo para que a comissão decida sobre o futuro deles terminaria no dia 6 de setembro, mas deve ser prorrogado por pelo menos mais 30 dias.
Agaciel está afastado do Senado até o dia 25 de setembro. Na véspera da primeira secretaria do Senado determinar abertura de investigação, ele pediu uma licença remunerada de 90 dias para a instituição. Alegou que tem sido vítima de acusações “absurdas e descabidas”.
O ex-diretor também é investigado pela Polícia Legislativa, que espera autorização da Justiça para prorrogar o inquérito que apura a nomeação sigilosa de uma servidora no gabinete do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) que teria ocorrido pelas mãos de Agaciel.
Os policiais do Senado dizem que não podem decidir se pedem o indiciamento de Agaciel porque ainda precisam fazer um exame grafotécnico para confirmar se as assinaturas nos atos secretos são realmente do ex-diretor.