A revista Carta Capital, edição número 561, do dia 02 de setembro de 2009, nas bancas, recorda, novamente, a cassação do senador João Alberto Capiberibe (PSB/AP) por perseguição política do senador maranhense José Sarney, eleito pelo PMDB do Amapá. Capiberibe lidera a única oposição ao senador Sarney naquele estado da região Norte. Veja o que escreveu o jornalista Leandro Fortes na matéria que trata dos processos por crimes eleitorais contra o governador Ivo Cassol e o senador Expedito Júnior, ambos de Rondônia:
“(…)Expedido Júnior talvez nem esteja sem mandato, por que a mesa diretora do Senado se recusa a acatar a decisão do TSE, com base em uma interpretação do regimento interno. Assim, o senador José Sarney decidiu não tomar providência alguma até esgotados todos os recursos judiciais possíveis, sejam lá quais forem.
Estranhamente, o mesmo tratamento não teve, em 2004, o senador João Capiberibe, do PSB do Amapá. Cassado pelo TSE sob acusação de ter comprado dois votos a 26 reais cada, Capiberibe foi praticamente enxotado do Senado, apesar do pedido assinado por 51 senadores para que a mesa diretora lhe desse mais tempo para recorrer da decisão. Naquela época, presidia o Senado Federal o mesmíssimo José Sarney, adversário político de Capiberibe no Amapá, hoje tão zeloso quanto aos direitos de Expedito Júnior.(…)” – obs: diferente do que disse a Carta Capital não era Sarney presidente do Senado, mas era seu preposto Renan Calheiros.
A revista já perdeu a credibilidade pelo fato de não saber quem era o Presidente do Senado em 2004. Como que publicam uma notícia sem apurar os dados?