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Cotidiano

Moradores do bairro dos Congós protestaram contra falta d’agua em frente e a Caesa

Moradores do congós protestaram em frente a CAESA
Moradores do congós protestaram em frente a CAESA

Por Eduardo Neves
“Governador Cadê Você, Eu Quero Água Pra Beber”

Com este grito de desabafo, moradores do bairro do Congos na zona sul da cidade, protestaram contra a falta de água da Caesa.

Com cartazes, baldes e o grito “Governador Cadê Você, Eu Quero Água Pra Beber”. Moradores do bairro do Congos, que fica na zona sul de Macapá, protestaram na manhã desta terça-feira, 01, em frente a Companhia de Abastecimento de Água e Esgoto do Amapá (Caesa), contra a falta de água no bairro, que dura cerca de 3 anos.

Durante o manifesto, os moradores disseram que crianças estão deixando de freqüentar a sala de aula, por falta de água. “Eu tenho três filhos, e eles não estão frequentando a escola, porque não tem água da Caesa em casa”, desabafou a doméstica, Francismar Reis.

No local onde os moradores pedem água tratada da Caesa, moram cerca de 300 famílias. Eles afirmam que há muito tempo comunicaram a Companhia, mas nenhuma providência foi tomada. “Eu estive várias vezes na Caesa, sempre diziam que o problema seria solucionado, mas só fica na promessa”, declarou à autônoma, Marly Pacheco.

O PROBLEMA

O problema crônico de falta d’água tratada nos domicílios amapaenses foi debatido no último dia 20 de agosto, na Assembléia Legislativa do Amapá, a pedido do deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB/AP). Na oportunidade, o representante da Caixa, Francisco Oliveira, disse que há recursos do Governo Federal, na ordem de R$173 milhões, para ampliação do sistema de abastecimento de água e esgoto no Amapá, mas apenas 1,66% das obras foram executados pelo governo Waldez. “Isso mostra a falta de compromisso do governador com a população”, disse o deputado Camilo, durante a audiência pública.

Ainda nas discussões, o diretor da Caesa, José Roberto Galvão, disse que apenas 51% das casas do Estado, estão interligados ao sistema precário da Companhia, e que os 49% de habitantes restantes são abastecidos por poços amazonas ou artesianos. “O que nós queremos é uma resposta clara. Quando vai voltar a ter água nas torneiras dos amapaenses? O que o governo Waldez pretende fazer para aproveitar os recursos do PAC para melhorar a vida do povo? Não adianta chegar aqui e dizer que o problema está no passado. O problema está no presente e é de responsabilidade do governo atual dar uma resposta clara e dizer o prazo da solução”, cobrou o deputado Camilo.

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