Partidos Políticos
Fundação da CTB-Amapá reuniu sindicalistas no último sábado na OAB
Salaciel Vilela, dirigente nacional da CTB está no Amapá para acompanhar fundação
Aconteceu durante o sábado, 29, , na sede da Ordem dos Advogados do Brasil(OAB), o Congresso “ A unidade para enfrentar a crise e a unidade para vencer a crise”, que marca a fundação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil(CTB) no Estado do Amapá. “A CTB hoje, dia 29 agosto, fecha um ciclo nacional e está constituída nos 27 estados da federação”, disse Salaciel Vilela, secretário geral adjunto da CTB nacional, que está no Amapá para acompanhar a instalação da entidade. Rizonilson Barros, que é presidente do sindicato dos taxistas do Amapá, assumiu a presidência da CTB aqui no Estado.
Rizonilson Barros, o primeiro presidente da CTB
- “Para nós trabalhadores e trabalhadoras do Amapá esse é um momento muito importante, em especial para todos aqueles que enfrentam dificuldades com relação aos seus patrões, e aos direitos que são ceifados, é o caso do desemprego provocado pela crise, da empresa em Laranjal do Jarí, que demitiu mais de 1000 e as mineradoras que demitem e não explicam por quais os motivos da demissão se elas funcionam a todo vapor. A gente vai estar buscando o entendimento entre trabalhadores e patrões” declara Rizonilson.
Formada por duas correntes sindicais partidárias, a Socialismo Sindical Brasileiro (SSB) – ligada ao Partido Socialista Brasileiro(PSB)- e a Corrente Sindical Classista(CSC) – ligada ao Partido Comunista do Brasil(PCdoB), aqui no Amapá a CTB tem sua primeira diretoria composta de forma paritária, sendo que a SSB fica com um membro a mais na plena, ou seja, na composição geral da diretoria, que inclui 14 membros da diretoria executiva e 15 secretarias.
O Congresso de fundação aconteceu na sede da OAB
A CTB é resultado de uma dissidência ocorrida na Central Única dos Trabalhadores(CUT), “quando nós decidimos sair da outra central que era a Central Unica dos Trabalhadores, muita gente apostou no raxa e na fragilidade da luta dos trabalhadores, mas estamos conseguindo provar hoje na prática que havia e que há um espaço classista para ser disputado. É esse espaço que a CTB ocupa”, explicou Salaciel, que também disse que a cada 60 dias a entidade junto com as outras entidades representativas dos trabalhadores, senta com o governo federal para discutir a situação dos trabalhadores no país. Salaciel explica ainda que a CTB apóia abertamente o governo do presidente Lula, embora tenha restrições a algumas políticas desenvolvidas pelo governo federal, “a CTB é uma entidade política e não se refuta disso” diz Salaciel – “nós somos setores ativos da sociedade, que vivem e fazem política, a política é uma marca principalmente dos dois grupos político-partidarios que integram a CTB, pra nós o fato da CTB apoiar as ações do governo Lula para beneficiar o povo, é uma questão tranqüila – mas nós não abrimos mão de criticar aquilo que consideramos errado, como o fator previdenciário”, concluiu Salaciel.
"é um momento ímpar" disse Paulo Martins Santos, presidente do sindicato do PACS-PSF
“É um momento ímpar, a gente estar fazendo parte de um movimento que com certeza vai contribuir muito a nível estadual e nacional para que os nossos trabalhadores tenham seus direitos assegurados”, disse Paulo Martins dos Santos, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores do PACS-PCF do Amapá.
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