Os advogados da Frente Pela Mudança obtiveram uma decisão importante na noite desta terça-feira,25, no TRE. O julgamento do Recurso Especial 538, cujo relator era o juiz Petrus Azevedo, deu uma dimensão do que tem sido nos últimos pleitos eleitorais a participação dos meios de comunicação locais, ao condenar os responsáveis pelo Jornal do Dia a pagar multa de R$ 10mil e instaurar processo criminal por desobediência contra os diretores do jornal, que se negou a publicar textos com direitos de resposta enviados pela coligação.
Como aconteceu
Durante a campanha eleitoral de 2008, a Coligação Frente Pela Mudança, cuja chapa era formada pelo candidato a prefeito Camilo Capiberibe(PSB) e a vice-prefeito Randolfe Rodrigues(PSol), ganhou no TRE(Tribunal Regional Eleitoral) diversos direitos de resposta contra o Jornal do Dia. O direito garantido pelo TRE esbarrava na má vontade do Jornal, que se recusava a publicar os direitos de resposta assim como eram enviados pela Frente Pela Mudança, insistindo em modificá-los para que fossem publicados de acordo com seus interesses. O advogado da Frente Pela Mudança, Marcio Figueira, recorda-se que conversou com o procurador do Jornal do Dia na época do período eleitoral e ouviu dele várias vezes que os direitos de resposta não seriam publicados da forma como estavam sendo entregues, que eles deveriam ser modificados e passar pelo crivo do jornal. Os textos de direito de resposta, antes de irem para o Jornal do Dia já haviam sido aprovados pelo próprio TRE. Diante da negativa do Jornal, a Frente Pela Mudança recorreu pedindo multa e enquadramento do jornal em crime de desobediência, como resposta obteve uma sentença assinada pelo juiz da 2a Zona Eleitoral, Constantino Brahuna, que condenou o Jornal a multa de R$ 5mil reais e considerou que seria incabível o crime de desobediência. A decisão do juiz Brahuna foi reformada na noite de ontem no TRE, a multa foi dobrada e o TRE decidiu pela instauração de processo criminal contra os diretores do Jornal do Dia.
Bom! Mas, a multa é muito baixa. O jornal deve receber “rios de dinheiro” da GEA para se dar ao luxo de modificar os direitos de resposta